24.3.07
SUPER COMBO COM REFRI

Vamos dar um stop nas peculiaridades do noticiário e pensar em um programa legal para fazer neste restinho de fim-de-semana. Não sei como está o tempo na cidade de vocês, mas em São Paulo está um dia lindo. Apesar do clima perfeito para ficar ao ar livre, cinema é sempre uma boa pedida. E outra: ninguém merece ficar em casa assistindo “Fantástico”.
Geralmente não leio as sinopses dos filmes antes. Gosto de ir às cegas mesmo. Por conta disso, vira e mexe entro em alguma fria.
“Maria Antonieta” foi uma agradável surpresa. Mas já aviso: é filme de mulherzinha. Os vestidos, as carruagens, as peças de porcelana, os leques, os sapatos, tudo é maravilhoso (o Oscar de melhor figurino foi mais que merecido). Só depois que saí da sessão é que entendi por que alguns camelôs na Paulista estavam vendendo leques…
Além do clima despretensioso, tranqüilo (só quebrado pela trilha sonora “moderninha”, com The Cure, The Strokes, New Order), a história da rainha me despertou curiosidade. A minha ignorância só registrava que ela era a autora de “Se não têm pão, que comam brioches” (referindo-se ao povo). Após o filme, nem isso eu podia dizer que sabia, já que Maria Antonieta nunca disse essa frase.
Há muito mais por trás do mito. Pra começar, nem francesa ela era. Austríaca, se casou com Luís XVI aos 14 anos. Após a união, demorou sete anos para ter a primeira relação sexual com o marido.
A “culpa”, no caso, era de Luís XVI, cujo hobby era fazer chaves e sair para caçar. Até certo ponto, dá para achar que o rei é reizinho. Não vou contar mais detalhes para vocês terem suas surpresas também.
Outro: “À Procura da Felicidade”, com Will Smith e o filho dele na vida real. Apesar do enredo com algumas falhas no quesito verossimilhança e de você já saber o final, só o menininho já vale o ingresso. Trabalha melhor que o pai e é um fofo.
Com um certo atraso, assisti “Dreamgirls – Em Busca do Sonho”, com a Beyoncé. Sinceramente, não sei por que tanto estardalhaço. A atriz que ganhou o Oscar de coadjuvante (Jennifer Hudson) é um equívoco e Eddie Murphy foi injustiçado (dizem os boatos que ele se sente o rei da cocada em Hollywood). Ele dá um show cantando, dançando e dando um tempo das caretas de “Um Tira da Pesada”. Se você tem uma leve cisma com musicais, evite. “Dreamgirls” é mais ou menos aquele em que os atores pedem a margarina cantando.
Por fim, “Letra e Música”, com Hugh Grant. Quem tem entre uns 28 e 35 anos tem de assistir. A abertura é engraçadíssima, super anos 80. Não vou falar mais para não estragar o segredo, mas assistam e depois escrevam para cá.
FRASE DO DIA: Quero ser uma das 300 de Esparta
tatinha13
19:54 — Arquivado em: 

“Letra & Musica” Ao sair do filme ja nas ruas fiquei pensando “Valeu” e no coração aquela saudade dos meus 27 anos…
Comentário por Rogerio — 25.3.07 @ 10:53
Tati, muito bom seu blog! Gostei de todos esses filmes também. A graça de “Letra & Música” está no fato de o personagem do Hugh Grant ser levemente baseado no par do George Michael no Wham! E gostei muito de “Maria Antonieta”, embora seja filme de menininhas… Abraço,Garrido
Comentário por Ricardo Garrido — 26.3.07 @ 17:16