21.4.07
O EXTERMINADOR DO PRESENTE

De vez em quando aparece mais um louco nos Estados Unidos. O sul-coreano Cho Seung-hui é o da vez: 23 anos e 32 mortes nas costas (33 com a dele).
Engasgar-se com um pretzel ou bolinar uma estagiária com um charuto já são notícias que não chegam a causar comoções à população. O que os norte-americanos não imaginavam é que os assassinatos em série também iam virar assunto corriqueiro.
Sem nenhum esforço podemos nos lembrar de vários acontecimentos do tipo em menos de uma década. Deixando de lado tragédias como a do World Trade Center, o caso mais famoso foi o de Columbine, que virou até tema de documentário para Michael Moore. Dois estudantes mataram 13 pessoas e cometeram suicídio em seguida. A matança aconteceu numa escola no estado do Colorado, a Columbine High School, em 1999.
O que mais intriga no caso de Cho Seung-hui já não são as mortes e o posterior suicídio. Antes de terminar o “serviço” ele ainda encontrou tempo para um pit stop nos correios. Juntou uma série de fotos, vídeos e cartas de sua autoria e mandou para a rede de TV NBC.
Segundo os jornais, o sul-coreano era muito quieto e, durante a adolescência, seus parentes chegaram a pensar que ele fosse surdo-mudo. Fico imaginando que tipo de ânsia, desespero ou sei lá o quê existe na mente de seres como Cho Seung-hui, que só com a morte conseguiu realizar os sonhos que teve em vida: ser popular e causar qualquer espécie de emoção nas pessoas.
Fico matutando também como é perigoso viver. Certa vez ouvi a Fernanda Torres dizer que o número de acidentes de trânsito é ínfimo se começarmos a pensar nas condições de cada um que está dentro de seu carro. E é verdade.
Não sabemos se estão bêbados, drogados, com sono, armados, brigando com alguém no celular, p… da vida com o chefe ou se sabem dirigir!
O simples ato de sair na rua para comprar um pretzel pode ser muito perigoso. Podemos trombar até com um Cho Seung-hui indo ao correio. Também não é motivo para começar a usar camisetas do tipo “não bebo, não fumo, não corro, morri”. Enfim, quando chegar a hora não adianta chegarmos atrasados.
tatinha13
11:45 — Arquivado em: 

Morreu jovem, porem com um record não invejavel…..será que vai para o Guiness ??????
É inexplicávell o que se passa na cabeça de um jovem deste tipo.rico,saudavel,boa escola,aparentemente sem problema,tem 24 hs só pra estudar e de repente bum atira tudo pro ar e tira o aconchego dele e de varias famílias…..nem Freud explica
Comentário por juventino — 21.4.07 @ 18:23
O rapaz nasceu na Coréia do Sul, mas foi para os EUA com sete anos de idade. Ou seja: possui todos os traumas, vícios e tudo o mais da sociedade americana. Os exemplos citados no texto são os resultados da influência dessa sociedade nessas decisões desses jovens perturbados.
Comentário por Vânia — 23.4.07 @ 12:04
Viver é mesmo muito perigoso.
Conheço uma pessoa que sempre se cuidou muito bem, ele não é obeso e tem uma vida relativamente saudável. Apesar disso, foi surpreendido por um problema cardíaco que lhe colocou no hospital por alguns dias. Felizmente ele escapou ileso e tudo não passou de um susto.
Agora, como é que um cara como o Keith Richards com seus 60 e poucos anos ainda está vivo e com pique para fazer turnês com os Stones pelo mundo afora? Quantos cigarros ele já fumou, quantas garrafas de uísque ele já bebeu ou quantas carreirinhas ele já cheirou? Também não é difícil ver fumantes convictos chegando aos 80 sem grandes problemas…
Não vejo muita lógica nisso. A gente se preocupa tanto, mas estamos muito sujeitos ao acaso: engasgar com um pretzel, ser atingido por um louco coreano ou simplesmente por uma bala perdida nas ruas do Rio de Janeiro…
Comentário por Ricardo Rezende — 23.4.07 @ 22:25