22.4.07
POR QUE O GOVERNO DELE VIRA BREU?

Há cerca de um mês, em sua coluna na Folha, Elio Gaspari comentou uma declaração de Lula sobre o fato de ter abandonado a mãe de sua filha Lurian por causa da paixão por Marisa Letícia. A afirmação havia sido publicada num site chamado ABC de Luta. Fiquei curiosa e resolvi dar uma olhada.
A entrevista é gigantesca, um livro mesmo e, para ser sincera, não consegui ler até o final. Engloba desde o nascimento do nosso presidente até seus 54 anos.
Apesar de ter ido ao site por um motivo, durante a leitura meu objetivo tornou-se outro: investigar quantas vezes nosso presidente faz referência ao álcool.
Transcrevo alguns trechos (perdão aos que acham que é perseguição). Os três primeiros talvez expliquem o gene dele pra coisa:
“Não tive nenhuma convivência com meus avós, porque eu vim para são Paulo com 7 anos de idade. Só lembro que a mãe da minha mãe bebia um pouco. A imagem – engraçado – que eu tenho da mãe da minha mãe: ela, um dia, acho que bebeu demais, caiu no açude e quase morreu afogada. Eu era pequeno e fui com meus irmãos para tentar tirar ela de lá”.
“De vez em quando ele bebia, mas não era de beber de ficar bêbado, não. Eu não lembro de meu pai bêbado, eu não lembro. Posso até lembrar dele alegre mas, bêbado, não lembro de meu pai. Ele era muito trabalhador, muito trabalhador. Isso, ele pode ter todo defeito do mundo, mas ele era muito trabalhador”.
“Eu morava na Rua Albino de Morais. A Rua Albino de Morais era uma rua de areia preta. E a gente foi morar no fundo de um bar. Moramos lá quase dois anos. A gente morava num quarto e cozinha. Tinha o bar e tinha o corredor do lado do bar. E o quarto e cozinha era entre o bar e o banheiro. Para ir no banheiro, tinha que passar na porta da minha casa. E aí é que a porca entorta o rabo. Porque as pessoas bebiam e iam para o banheiro, que era o mesmo banheiro da minha família”.
“E de noite a gente, então, comprava batida de amendoim, e a gente vinha, o grande passeio nosso – hoje em dia a molecada vai para o Shopping – naquele tempo a gente ía pro Sacomã. A gente comprava um ou dois litros de batida, vinha 12, 13,15, 20 moleques, a gente ía bebendo no gargalo, dava a volta no Sacomã, voltava para casa e estava feito o passeio. E depois era muita brincadeira, muita, muita brincadeira”.
“E também, tinha dois cunhados que tocavam música sertaneja, então, o que eu fazia? Eu era empresário deles. Mas empresário assim, a gente ia numa casa, chegava, oferecia a dupla: "Olha, está aqui o Toninho e o Jacinto." O que o cara tinha que oferecer para a gente? Cachaça e petisco. Então, a gente contratava a casa, chegava lá de manhã, o cara arrumava o violão e a gente ia lá e colocava a cachaça na mesa, colocava lá algumas coisa para mastigar, cantava até duas horas da tarde, já ficava meio bêbado, aí, ia pra casa, dormia, às seis horas levantava e ia para a missa”.
“O primeiro 13º salário que eu recebi, foi o primeiro soco que eu tomei. Eu tinha 14 anos de idade e tinha uma padaria perto de casa. A turma da fábrica foi lá, sabe o que a gente comia? Azeitona, mortadela e vinho daqueles garrafões de cinco litros, aquele Sangue de Boi. Para mim, aquilo era o must, aquilo era uma coisa! E foi a primeira vez que eu tomei um foguete na minha vida, com 14 anos. Cheguei em casa meio alegre”.
“Então, a Marisa teve esse papel de compreensão de tudo o que eu fazia, de aturar as minhas cachaças, de aturar as minhas reuniões, de aturar as minhas assembléias, de aturar aquela vida conturbada”.
“Mas eu acho que isso me fez aprender muito, sabe? Esse negócio de conversar muito, de ouvir bastante. Eu acho que, o Possidônio pode até falar isso melhor, porque é bom conversar com um cara que gosta de tomar uma cachacinha”.
Nada contra quem gosta de "tomar uma cachacinha". O problema é que ele quem bebe e nós é que ficamos de ressaca…
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tatinha13
13:39 — Arquivado em: 

O seu passado não justifica os momentos de alegria com a cachaça de hoje em dia.
Com 54 ele ja deveria ter percebido que ja devia parar ou ao menos não deixar lacunas e gozações em relação a suas cachaçadas e churrasco com os amigos.
Saiba beber e faça uma plastica nos olhos……beba em copo pequeno
Comentário por Juventino — 22.4.07 @ 21:53
O pior é que ele acha graça em contar isso. Se prestarmos atenção nas entrevistas, ele conta estas histórias com desdém, como se fosse até interessante seu passado. Mas o povo está gostando desta bagunça, desta falta de comando, tudo muito a vontade, cada um fazendo o que bem entende. Um beleza.
Comentário por Tausssa — 23.4.07 @ 8:56
Mas de todas estas histórias mirabolantes, eu tenho nojo, asco mesmo é do Congresso Nacional. Não salva um, meu irmão.
Comentário por Tatida Rezende — 23.4.07 @ 10:54
Poxa, vamos pegar leve com nosso presidente!
Se não me falha a memória, não me lembro de ter visto o Lula bêbado em público, ao contrário do falecido Boris Yeltsin.
Para falar a verdade, talvez bêbado ele governaria melhor, já que é impossível ficar pior do que está…
Comentário por Ricardo Rezende — 23.4.07 @ 21:58