23.4.07
A FAMA DE MAU

A situação em todo o país chegou num nível tão lamentável que está impossível separar mocinhos e bandidos.
E o que dizer quando começamos a achar os bandidos, mocinhos? É isso o que me aconteceu ao ler uma reportagem sobre os bicheiros presos pela Operação Hurricane, no Rio.
À parte da fixação deles por jóias e relógios e as mansões em que moram (todas coberturas de prédios com piscinas e jardins), eles desempenham – mais do que “nunca neste país” – o papel que deveria ser do Estado.
O tal do Anísio, por exemplo. Em Nilópolis, mantém uma creche para 300 crianças, um educandário e cursos profissionalizantes. Também distribui cestas básicas mensalmente, brinquedos no Natal e já chegou a dar 2.000 bicicletas numa só festa.
Dos R$ 7 milhões que custou o Carnaval deste ano, é possível que tenha bancado uns R$ 4 milhões. Além disso, cerca de 70% dos componentes da Beija-Flor desfilam com fantasias pagas pela escola. Quer alegria maior que essa para a comunidade, que respira samba?
E o mais impressionante: Joãosinho Trinta, que conquistou 5 dos 10 títulos da escola, teve ajuda na recuperação dos dois derrames que sofreu.
E Turcão? Administra, junto com a mulher, a obra social do casal, uma creche para cerca de 500 crianças em Barreto, bairro pobre de Niterói. Os menores recebem educação, alimentação, assistência médica e roupas.
Começamos ou não a pensar na “boa-mocice” deles? Triste, não?
tatinha13
13:03 — Arquivado em: 

Muito triste mesmo.
Comentário por Taussa — 23.4.07 @ 16:13
É lamentável embora eles fazem bastante pelo social. Mas os fins não justificam os meios. Já que eles são tão poderosos, por que não levantam uma bandeira contra aquela podridão que é o nosso Congresso?
Comentário por Tatida Rezende — 23.4.07 @ 16:50
O “Estado Paralelo” montado pelos bicheiros e/ou traficantes, como todo mundo sabe, tem por objetivo buscar o apoio das comunidades em que fazem parte. Objetivo este que é plenamente atingido ao fornecer inúmeros tipos de caridades, fazendo com que os integrantes destas comunidades não sintam a falta do Estado oficial. Ao contrário, o querem longe (já que o conhecem apenas na forma de repressão), transformando o local num cenário perfeito para o crime. Por outro lado, há empresas que, anunciando caridades, ganham milhões em forma de descontos no Imposto de Renda. O Criança Esperança é o exemplo mais perfeito disso: o dinheiro arrecadado por meio dos telefonemas são repassados à Unicef como sendo uma doação da Rede Globo. Na sua declaração anual, a altruísta emissora ganha um generoso abatimento fornecido pela Receita Federal, já que, com suas doações, ajudou as crianças pobres deste pobre país. Isto também é muito triste.
Comentário por Joubert — 23.4.07 @ 18:59
Vale lembrar que as milícias que atuam em favelas cariocas também fazem parte desse “Estado Paralelo”. Segurança, Carnaval, obras sociais, creches… O que vai faltar para “o lado negro da força” tomar conta desse país?
Comentário por Ricardo Rezende — 23.4.07 @ 21:44
La na frente como dizer pra essas criancinhas que são alimentadas com dinheiro sujo
Comentário por juventino — 24.4.07 @ 0:38
Ahhhhhhhhhh… Onde é a porta de Saída!?!?!?!? Impressionante isso hein… É como o que acontece nos Morros, o tráfico “faz” a segurança, “educa”, enfim, nada mais é surpresa no País da Piada Pronta (como diria o Simão)… E imaginem o que pode acontecer com aqueles que por ventura tentem contrariar a Turma no Poder!!!! E hoje no primeira página: “-Tarso Genro apóia decisão do STF…” Onde vamos parar!?!?!? Já virou até falta de respeito com aqueler cidadão, que ao roubar uma galinha pra colocar comida dentro de casa: vai preso, é espancado pra largar de ser ladrão, e não tem chance pra se defender, cumpre pena e miseravelmente fica com medo de roubar outra galinha… E os que tem a “Lei” debaixo dos braços, deitam e rolam no Salão!!!!! Ops, levantando a plaquinha: [ordem & progresso?]…
Saudações,
Alessandro Martins.
Comentário por Alessandro Martins de Almeida — 24.4.07 @ 10:54