20.5.07
ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA

Já que as pílulas do Frei Galvão estão devidamente certificadas pelo Vaticano, vamos nos aprofundar melhor neste assunto que ficou ainda mais fascinante durante esta semana.
Graças a uma invenção brasileiríssima, problemas com mau hálito, chulé, cecê ou mesmo gases estão com os dias contados. Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará criaram a “pílula do cheiro”. O produto já está sendo vendido pela Internet há cerca de um ano, mas a novidade só foi divulgada agora. Por enquanto só há a opção lavanda (na verdade, o que dá o cheiro é o óleo da “Coriandrum sativum”, o coentro, que tem um odor parecido ao de lavanda).
Mas por que não lançarmos novos aromas, como flores do campo, silvestre, terra molhada, frutas vermelhas ou mesmo bolo ao forno, milho verde, talquinho de bebê e até um Chanel nº 5?
As possibilidades são infinitas. Dependendo da situação a fragância pode servir inclusive para espantar os malas de plantão. Cairiam bem aromas como queijo parmesão, alho ou bueiro.
Quando as pílulas se rompem no estômago liberam duas substâncias: a quitosana e a essência. Ambas têm de ser eliminadas em algum momento do metabolismo. O aroma chega às glândulas sebáceas e sudoríparas e é eliminado pelo suor. Um dos pesquisadores disse que o processo é o mesmo que ocorre com quem come muito alho ou óleo de peixe.
Para efeito prolongado, é necessário uso contínuo da pílula, iniciando-se com seis por dia. Já imaginaram o sucesso desta invenção na França?
Enquanto isso, os uruguaios só pensam “naquilo”. Além de venderem Viagra a R$ 1,90, estão comercializando pílulas genéricas do medicamento. Segundo os farmacêuticos, a maioria dos compradores é brasileira. Nos últimos seis anos, surgiram sete marcas locais de remédios para disfunção erétil com o mesmo princípio ativo do Viagra.
Todos são bem parecidos com o original, até na cor azul. A exceção é o Maxfil, cujas pílulas são amarelas. “É para a esposa não desconfiar da finalidade do remédio”, disse um farmacêutico uruguaio.
Se os paraguaios se interessarem pela idéia, vai chegar o dia em que muito marmanjo vai parar de reclamar do uísque falsificado…
Frase do leitor Leonardo Vieira: “Depois da invenção do Viagra e do Cialis, Brochier é uma cidade na lista das sujeitas à extinção”.
O tema de hoje foi sugestão do leitor José Rezende. Valeu!
tatinha13
12:29 — Arquivado em: 

Depois que nosso ilustríssimo presidente ordenou a quebra da patente de um remédio utilizado no tratamento da AIDS, desenvolvido e fabricado pelo laboratório Merck Sharp & Dohme, acho que daqui pra frente não é de se estranhar que o mercado de medicamentos perca mesmo a seriedade… Imaginem só os camelôs no centro de SP: “olha o Gardenal a 1 Real!”
Comentário por Ricardo Rezende — 20.5.07 @ 13:58
Já sei como ganhar dinheiro,monto uma banca para a venda dessas pílulas anti - cecê na Central do Brasil na hora do rush e dependendo do sucesso abro uma franquia no metrô de Sp,os passageiros agradecem! Beijos Tati, a genérica
Comentário por Tati Leite — 20.5.07 @ 14:54
Será que essa invenção é brasileirissima,cearense ta sem ter o que fazer, dai eu acredito que até amostra gratis será vendida na praça da sé
Comentário por juventino — 20.5.07 @ 19:48
que tal despejar uma grande demanda dessas pírulas em cima de brasília, com o mau cheiro que vem lá!
Há e tambem alguns broxantes em papéis de bala, talvez assim sobre mais tempo para o trabalho!
Comentário por Sandro Ricardo Vieira — 24.5.07 @ 14:30