22.5.07
VOCÊS SÃO SIM E NUNCA MEU NÃO

Hoje realizei o sonho que deve ser o de muitas mulheres apaixonadas – e cafonas. Conversei com o autor da canção “Fogo e Paixão”, a mais tocada em todas as festas bregas do país. Wando, ele mesmo, o meu iaiá, meu ioiô.
Mineiro de Cajuri, ele nasceu na fazenda dos avós, rancho mineiro típico, com engenho de cana e moinho de fubá.
Ainda pequeno, começou uma via-sacra: se mudou para Juiz de Fora, foi para Volta Redonda, voltou a Congonhas do Campo e resolveu tentar carreira no eixo Rio-São Paulo.
Aos 8 anos já atacava de engraxate. Não ganhava muito, mas conseguia uma graninha para assistir a seriados como Zorro ou Tarzan no cinema. Aos 12 começou a labutar num depósito de bananas. E virou feirante. Dá para imaginar o Wando vendendo banana? Passando cantadas nas freguesas? Deve ter sido assim que tudo começou.
Além de feirante, dirigia seu próprio caminhão. Foram inúmeras as vezes em que “puxou” frutas e verduras em São Paulo para vendê-las na barraca em Volta Redonda.
Wando consegue encontrar muitas semelhanças entre a feira e o palco. Em ambos, é fundamental uma comunicação extensiva com seu público, além de uma boa dose de percepção.
E como surgiu essa história das calcinhas? Quando lançou o LP “Tenda dos Prazeres”. Contou que precisava de um argumento mais forte para que as pessoas entendessem melhor o disco. Resolveu vestir a capa do LP com uma calcinha. Daí o público feminino começou a jogar suas roupas íntimas no palco, ele começou a distribuir algumas peças em shows e hoje tem mais de 5 mil calcinhas em casa. Todas lavadas e esterelizadas – fez questão de frisar.
O cantor está no terceiro casamento. Ele mora no Rio de Janeiro e a esposa, psicóloga, em Belo Horizonte. Tem cinco filhos – a mais nova com quatro meses, Maria Sabrina.
Wando é isso aí: tranqüilo e feliz com seus 32 anos de carreira e mais de 10 milhões de discos vendidos.
P.S.: Assistam hoje, no "Programa do Jô", a matéria sobre Varre-e-Sai (RJ)
tatinha13
17:12 — Arquivado em: 

10 milhões de discos vendidos? Uau!
Considerando que no final da década de 90 a população brasileira era da ordem de 140 - 150 milhões de habitantes (época que o Wando estourou nas paradas), podemos dizer com folga que um em cada 20 habitantes tinha um LP do cara! Isso é que é popularidade.
Quem pensava que estávamos no fundo do poço cultural com rimas básicas, cafonice e calcinhas, depois ainda surgiriam Tchan, Lacraia, Tati Quebra Barraco etc… Preparem-se para o que vem por aí!
Comentário por Ricardo Rezende — 22.5.07 @ 23:10
Tati, você é luz, é a estrela e luar, manhã de sol… Menina, ficou muito boa a matéria de Varre-Sai (principalmente o “passa o rodo”! ahahahah). Parabéns! Gostei muito!
Comentário por Paulo Val — 23.5.07 @ 0:30
Corrigindo o Ricardo, o Wando estourou com “Moça”,no final dos anos 70. Como sei? Oras,tenho 50 anos,e confesso que cantei…rsrsr
Concordo quando ele diz que pnsavamos que essas eram as piores músicas.Credo, depois dos lançamentos por ele citados o Wando vira Vinicius de Moraes.Pena não ter sido voce a conversar com Goldens Boys e Trio Esperanças. Eu era fã e achava suas vozes uma delícia.Foi legal a presentação deles. Agora aguardarei nosso Iaia e ioio.Até mais. Bjs.
Comentário por picida ribeiro — 23.5.07 @ 0:30
Deixa quieto,sem comentários
Comentário por juventino — 23.5.07 @ 1:08
Olha, Wando é no mínimo, dos males o menor. Confesso até que já gostei muito de ouvi-lo cantar. Mas o que mais gostei mesmo foi da criatividade da ilustração e também do título do texto. Tati, você é dez.
Comentário por Tatida Rezende — 23.5.07 @ 8:36
Ops!
Agora percebi que escrevi 90 ao invés de 80… Bem, dá pra perceber o deslize pelo tamanho da população, né?
Mesmo assim eu não estava correto em minha afirmação. Obrigado, Picida!
Comentário por Ricardo Rezende — 24.5.07 @ 2:11