19.5.07

LOUCA VARRIDA

 Após dois dias, varri, saí e estou de volta. E concluí que não é preciso ser um gari ligeirinho para dentro de poucos minutos estar no Espírito Santo. A cidade fica a cerca de 18 km da divisa capixaba. Mais dois passos e estamos na terra do Rei Roberto Carlos, Cachoeiro de Itapemirim.
Varre-Sai (RJ) não é a cidade dos garis nem tampouco das bruxas. Os varre-saienses – por enquanto o povo mais acolhedor da série – não fazem cara feia na hora de explicar as origens do nome do município.
Contam que no século 19 havia no lugar uma fazendeira chamada dona Inácia, que costumava dar abrigo aos tropeiros que passavam pela região. Antes de levantarem acampamento, perguntavam o valor da estadia. E dona Inácia então dizia: “não é nada, é só varrer e sair”.
Colonizada por italianos, a cidade fica numa região montanhosa e vive da fabricação artesanal de vinho de jabuticaba e da cafeicultura. O evento que causa maior comoção entre os locais é o Festival do Vinho, que acontece anualmente em julho e reúne um público de oito mil pessoas – número significativo para um lugar com 11 mil habitantes.
Pelos relatos dos varre-saienses, grande parte da população se desdobra em mais de uma jornada de trabalho. Alguns chegam a trabalhar como varredores pela manhã e à tarde rumam para o cafezal. Outros, como dona Conceição, seguem em casa a tradição familiar da fabricação do vinho de jabuticaba. Em outubro, época da fruta, é o momento em que mais trabalha. Nos outros meses, produz licores com outras frutas da região.
Varre-Sai também é a terra natal do violonista Baden Powell. A casa onde o músico nasceu não existe mais, mas no local há uma placa comemorativa. No Casarão do Felicíssimo, uma espécie de centro cultural da cidade, há uma sala dedicada ao violonista com fotos e objetos pessoais.
À noite, o point de Varre-Sai é o Bar do Sapato, que ganhou esse nome graças aos 245 pares de calçados que decoram as paredes e o teto do botequim. A proprietária, dona Maria Elmira, explica que a idéia era homenagear um andarilho-mendigo chamado Salvador, morto em 1979, que nunca havia tido um sapato. São muitos os que deixam seus pisantes no boteco de Maria Elmira, como padres e até mães que doam os de seus bebês.
O Bar do Sapato é perfeito para dois tipos de pessoas: as Cinderelas e os que gostam de enfiar o pé da jaca…
O resultado da viagem vocês conferem nesta quarta-feira, no “Programa do Jô”.

Vejam algumas fotos de Varre-Sai AQUI

tatinha13    10:54 — Arquivado em: Sem categoria


15.5.07

NESTA LONGA ESTRADA DA VIDA

 Existem dias em que realmente precisamos de algumas horas extras. É quando o tempo insiste em dar uma de Michael Schumacher e passamos a entender melhor o drama do Rubinho.
A gincana começa mais cedo que o normal. Quando caímos da cama com uma hora de antecedência ainda não temos noção de que não vai adiantar muito o esforço. Mas, neste caso, o que vale é a intenção.
Já repararam que quando temos muitas tarefas num dia acordamos mais pilhados? Há os que não conseguem pregar os olhos já na véspera. Uma mistura de ansiedade com excesso de programação.
Luz verde, cronograma na cabeça, vamos à luta. Começamos cheios de gás. Às vezes a torcida na arquibancada joga contra, mas pisamos mais fundo a cada fechada venenosa.
Pit stop para o almoço e seguimos na prova. A torcida silencia. Talvez já tenha percebido que somos fortes competidores. Já podemos ouvir aqui e ali um “o importante é competir”.
Algumas voltas depois, estamos meio tontos com tanta correria. Mas, como alguém aí já disse, “faz parte”. O estômago pede sua dose diária de cafeína – diária e com hora marcada. Era o que faltava para passarmos a milhão pela reta dos boxes e enxergarmos a bandeirinha da chegada. Nessas horas vale tudo, até aceitar uma narração do Galvão Bueno.
Como disse anteriormente, em certas situações passamos a compreender o drama do Rubinho, mas ainda acho bem melhor ser o Schumacher…

P.S 1.: Amanhã não tem coluna porque embarco para Varre-Sai (RJ). Sexta estamos de volta

P.S. 2: Confiram hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Brochier (RS)

tatinha13    17:45 — Arquivado em: Sem categoria


14.5.07

MINHA TÃO GRANDE CULPA

 De tanto ouvir que o novo papa era conservador, antipático e intelectual a ponto de tocar piano e ouvir Mozart, acabei me surpreendendo. Continuo discordando de 99% do que ele prega, mas Bento subiu no meu conceito.
Não vamos entrar no mérito de todo o luxo destinado a uma pessoa que, teoricamente, deveria levar uma vida sem ostentação, franciscana mesmo.
Esqueçamos as extravagâncias a bordo do Aeropapa, no qual foram servidos queijos caros, vinhos e rios de suco de laranja. Também não vamos mencionar os brasões nas poltronas, toalhas, roupas de cama e, se bobear, até no teto do avião. Vamos ignorar ainda que ele usou dois Papamóveis – um fabricado no Brasil e outro importado. Vamos nos concentrar só no jeito de ser de Sua Santidade.
Posso estar enganada, mas a impressão que tive de todo o circo é a mesma que experimento em relação a alguns famosos: a de que o assessor de imprensa ou empresário é mais famoso que o próprio astro. De novo: posso estar equivocada, mas Bento me pareceu uma pessoa simples. A pompa veio com e da Igreja da qual ele faz parte.
Além de falar e ler português melhor que o Lula, como escrevi outro dia, dois acontecimentos me surpreenderam logo na chegada: a agilidade com que Bento desceu as escadas do avião e o não-beijo no chão do aeroporto. Aprovado. Afinal, não é porque João Paulo II cumpria o ritual em todos os países é que ele precisava fazer o mesmo.
Sempre sorridente e sereno, Bento parece ter levado numa boa tanto os tapinhas nas costas quanto os pedidos para tirar fotos com familiares de políticos. Quebrou o protocolo mais de uma vez ao se aproximar da multidão e deixar-se ser tocado. Até que desempenhou com desembaraço o papel de representante de Deus na Terra.
Apesar do esforço pessoal e dos gritos de torcida em sua recepção no Mosteiro de São Bento, o número de fiéis na missa em Aparecida foi muito abaixo do esperado, reunindo apenas 150 mil pessoas.
Só nos resta concluir que nada adianta ir pra galera e continuar com pensamento do século XV. Por fora, bela viola…

O post de hoje foi sugestão do leitor Ricardo Rezende. Valeu!

Leiam também O Papa não é pop e Afastem de mim este cálice

tatinha13    13:42 — Arquivado em: Sem categoria


13.5.07

BAKED POTATO

 O fuá que Clodovil está fazendo em Brasília não é de causar espanto. Quem acompanha a carreira do estilista-apresentador sabe que ele sempre gostou de criar polêmicas. Quando não é posando ao lado de garotões nus na “G Magazine” é falando mal do arrasa-túmulos Ronaldo Ésper ou emitindo alguma opinião equivocada e radical sobre algum tema.
Desta vez ele chamou a deputada Cida Diogo de feia e ainda disse que ela não poderia ser nem prostituta.
Ora, como homossexual que é, deveria ser menos preconceituoso. Imagino que se algum dos parlamentares ousar falar mal dos gays ele vai rodar a baiana – já o fez por muito menos.
Clodovil, que já se considerava o centro do universo, está com a língua mais afiada do que nunca. Resultado do apoio dos 500 mil eleitores, que o fizeram o terceiro deputado federal mais votado do Brasil? Muito provavelmente.
Se eu fosse Cida não só não derramaria uma lágrima como o atacaria da mesma forma, afinal, não faltariam adjetivos carinhosos para nos referirmos à figura de Clodovil. Além da intolerância a gordos e feios, o deputado mostrou seu preconceito a todas as mulheres ao declarar que atualmente nós trabalhamos deitadas e descansamos em pé.
Frases infelizes como essa não exigem respostas. O melhor é seguir o exemplo de Cida e protocolar uma representação contra Clodovil. A ação contou com a assinatura de cem parlamentares.
No início de fevereiro o deputado chamou o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, de mal-educado porque foi interrompido durante um pronunciamento. Chinaglia queria dar início aos trabalhos da Casa.
O curioso disso tudo é que pouco antes de sua posse, numa visita à Câmara, Clodovil foi questionado sobre os projetos que pretende apresentar. A resposta: “apenas desejo implantar a política do afeto e do amor”.
Clô, sua batata está assando.

O tema de hoje foi sugestão do leitor Roberto Dib. Valeu!

tatinha13    15:10 — Arquivado em: Sem categoria


12.5.07

ESPETOS E ESPADAS

 Fazer piada com o nome Brochier não é tarefa das mais difíceis. Foi com esse espírito que fui para o município, situado a 82 km de Porto Alegre. Chegando lá, entretanto, meu foco foi desviado para outras situações e personagens. Ou vocês acham que é normal uma cidade ter um mascote chamado Carvozito, cuja cabeça é um forno de carvão? Isso porque Brochier se autodenomina a capital do carvão vegetal.
O símbolo foi escolhido em 2003, após um concurso promovido pela prefeitura nas escolas. O vencedor foi o menino Lucas, de 7 anos.
A cidade tem cerca de 5 mil habitantes e, como toda cidade do sul, certa tradição musical. A equipe e eu nos fartamos de ouvir brochienses (não, eles dizem que não são broxas) canções tocadas com flauta, sanfona e vozes entoando o hino local.
O nome da cidade, como explica sr. Romário, um dos poucos com sobrenome Brochier remanescentes no lugar, vem da família homônima que deixou a região de Marselha, na França, em 1828, e partiu para o sul do Brasil. O município foi fundado pelos irmãos João Honório e Augusto Brochier. Apesar de ter surgido pelas mãos de franceses, o local foi colonizado por alemães. Fica explicado, assim, o grande número de loirinhos de cabelos lisos e olhos claros que encontramos nas apresentações de música e dança.
Além de ufanarem-se por serem a capital do carvão vegetal, os brochienses falam com orgulho da Expofesta, evento que acontece a cada dois anos e chega a reunir 50 mil pessoas. Entre as atrações, rodeios, a escolha das rainhas e princesas e, obviamente, muito churrasco (feito com o carvão “Ki-Fogo”, marca fabricada pelo prefeito Valmor Griebeler).
O personagem mais carismático do lugar, o Gaúcho, é de dar medo. Conhecido como filhote de lobisomem, é dono de um dos poucos botecos da cidade, o “Bolicho do Gaúcho”. Nas datas importantes, prepara cabeças de porco ou testículos de touro em seu estabelecimento.
O resultado da viagem vocês conferem nesta terça, à meia-noite, no “Programa do Jô”. Por enquanto, fiquem com as FOTOS de Brochier

P.S.: vocês repararam que o papa fala português melhor que o Lula?

tatinha13    15:26 — Arquivado em: Sem categoria


10.5.07

O ÚLTIMO É A MULHER DO PADRE

 Foi só a gente se distrair duas horinhas com a chegada do papa que os nossos parlamentares entraram em ação. Rápidos no gatilho, aprovaram o reajuste de 28,5% em seus salários.
Os projetos – um para os deputados e outro para os senadores – ainda têm de passar pelo Senado, mas isso não vai ser problema. Qual é mesmo o próximo evento? Os Jogos Pan-Americanos do Rio. Se estiverem com muita pressa, vão aproveitar a partida do papa ou, antes ainda, deitar e rolar durante a canonização de Frei Galvão. Só tomando as pílulas do santo para agüentar.
Foi ou não um crime premeditado? O que não entendo é por que o Lula ganha menos que os parlamentares. Não que um mereça mais que o outro mas, pela lógica, o chefe supremo da nação deveria ter os rendimentos mais altos.
Se aprovado, o salário dos deputados e senadores passa de R$ 12.847 para R$ 16.512,09. O de Lula, de R$ 8.885 para R$ 11.420. Vai entender…
O papa disse que vai excomungar os políticos que são a favor do aborto. Por que não expulsa quem merece, de fato? O Lula deve estar meio cabreiro, já que nem beijou a mão do Santo Padre.
Hoje vou ser mais suscinta porque parto dentro de instantes para Brochier (RS), dando continuidade à série de reportagens com cidades de nomes estranhos.

Conforme o prometido, vejam as FOTOS de Ponto Chique e Brasília de Minas

P.S.: Amanhã não tem coluna. Sábado estamos de volta. Até!

tatinha13    16:21 — Arquivado em: Sem categoria


9.5.07

NÃO É A MAMÃE

 Brasília de Minas é uma cidade complexada. Além de ser a genérica da capital federal, sofre com as piadas dos habitantes do município vizinho, São Francisco, que teimam em chamá-la de Brasilinha Cachorra ou Brasilinha Au-Au.
O prefeito, Francisco de Assis Simões, se apressa em dizer que a rixa é coisa do passado. Mas basta uma conversa com um cidadão de São Francisco para ouvir um dos dois “Brasilinha”. Sr. Francisco também faz questão de esclarecer que a genérica é considerada cidade-irmã da capital do Brasil.
Localizada a 110 km de Montes Claros, Brasília de Minas é, além de complexada, barulhenta. O prefeito paulistano Gilberto Kassab precisa urgentemente dar uma passadinha por lá. Motos, caminhões e carros de som unem forças e contribuem para prejudicar a audição dos brasilminenses.
Antes de adotar o nome atual, a cidade chamava-se Contendas e se emancipou de São Francisco há 113 anos. Estas e outras informações estão no livro da professora Maria Inês Gonçalves, autora de uma obra sobre as origens do lugar.
Quando questionados sobre a principal marca do município, os habitantes afirmam que o local é a capital do pequi – apesar de não encontrarmos nenhuma árvore do fruto nas redondezas.
Mas mineiro que se preze tem sempre um espaço para a cachaça e para a rapadura. Não demorou muito para alguém nos convidar para uma visita a um alambique. “Seu” Gilbert e dona Terezinha produzem álcool combustível em pequenas quantidades. O forte do casal são mesmo as rapadurinhas que vão para várias cidades de Minas Gerais para compor a merenda escolar distribuída pelo governo. Faturam pouco mais de R$ 200 por mês – esses sim podem dizer que a rapadura é doce, mas não é mole não.

P.S.: Prometi fotos das duas cidades, mas estou com problemas de acesso ao meu Fotolog. Espero que amanhã já esteja funcionando.

tatinha13    8:54 — Arquivado em: Sem categoria


8.5.07

CAVIAR E CHAMPANHE

 Quanto mais viajo, mais tenho certeza de que o Brasil é um país grande (perdão, mas neste caso o vice-versa não se aplica). Nestes quatro dias em que estive ausente, além de Pintópolis, fui a mais duas cidades nos cafundós de Minas Gerais: Ponto Chique e Brasília de Minas.
Ponto Chique foi o lugar mais remoto que visitei. O que me chamou a atenção foi, além da inexistência de sinalização, a estrada de areia branca quase desértica que passa por diversas propriedades. Atravessei, sem dúvida, mais de 15 porteiras com mata-burros. Faltando cerca de 35 km, a primeira placa, no chão, destruída. Algumas dunas depois, Ponto Chique.
As condições da estrada e da placa me levaram à conclusão de que estava indo sem escalas para algum município bem pobre do Nordeste. Para minha surpresa, entretanto, Ponto Chique é “xique no úrrrtimo”.
Pracinha com jardim bem cuidado, igrejinha no meio, árvores podadas, uma sorveteria, a rádio Beira-Rio e alguns bares para os 4 mil habitantes. A principal diversão do ponto-chiquense é curtir a bela vista do rio São Francisco e pescar.
Esta garotinha aí da foto chama-se Lelieli (pronuncia-se Lêliéli) e foi na casa dela que a nossa equipe almoçou. A cozinheira – mãe dela talvez – só reforçou a informação que eu já tinha: a de que o mineiro não consegue degustar só macarrão ou só feijoada. Come tudo ao mesmo tempo agora. Ela preparou feijão tropeiro, arroz, feijão com lingüiça, salada de repolho com tomate, salada de folhas, carne bovina acebolada, uma outra carne que devia ser de porco, moranga picadinha e ovo frito. Seis pessoas comeram por R$ 25.
Lelieli queixou-se comigo da cidade. “Lá em Pirapora (sua cidade natal) passava muito carro. Aqui, só de vez em quando”. Aprovou a foto que fiz dela.
O prefeito, Geraldo Magela Rabelo, conta que os primeiros a se fixarem na região a acharam muito plana e a denominaram Ponto Chique.
Outro dado curioso é que basta uma simples caminhada pela cidade para toparmos com os artistas (ou aspirantes a). Voltei para casa com um CD do “Forró Maliciar – Ao Vivo”. Alguém se habilita?

Amanhã, Brasília de Minas e fotos das duas cidades

P.S.: Confiram hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Pintópolis (MG)

tatinha13    17:11 — Arquivado em: Sem categoria


7.5.07

CIDADE DOS PINTOS

 E não é que Pintópolis existe? Fica literalmente no cafundó de Minas Gerais, perto da Serra do Cafundó e quase na divisa com a Bahia. Lugar quente. Muito quente. A areia da estrada que leva à cidade é quase praiana. Fina e fofa. A praia, no caso, é o rio São Francisco, localizado a cerca de 31 km do município.
Já acostumados, os pintopolitanos aceitam de bom-tom as previsíveis piadas envolvendo o nome do município.
O prefeito, Luiz Carlos de Almeida, conta que quando participa de alguma reunião com políticos “estrangeiros”, ouve gracejos sobre a denominação correta para o cidadão originário da terrinha. “Perguntam se quem nasce aqui é tarado ou pintudo”.
O nome Pintópolis vem da família do fundador, Germano Pinto, ainda vivo e com 83 anos. Após fixar-se na região do que era a então fazenda Rancho Fundo, “seu” Germano participou ativamente da construção da pedra fundamental de qualquer localidade do interior: a igreja. Como forma de agradecimento, o padre da época sugeriu que o lugar passasse a ser denominado Germanópolis. “Falei que Germanópolis não prestava. Meus amigos e parte dos parentes que também ajudaram podiam não gostar. Então ele falou em Pintópolis. Gostei, afinal, era uma forma de homenagear toda a família”.
Além de fundador, “seu” Germano já foi de tudo na cidade, como vereador e delegado por 21 anos. E como ainda não contavam com uma delegacia local, ele trancafiava os maus elementos num quartinho em sua própria casa até conseguir avisar a polícia do município de São Francisco que havia prendido mais um arruaceiro.
Abençoados pela padroeira, Nossa Senhora d´Abadia, os pintopolitanos levam uma vida tranqüila, porém humilde. A base da economia é a agricultura e a produção de carvão.
O lamentável é que o silêncio e o som dos pássaros foram quebrados pelas motos. Os carros de boi, cavalos e jumentos foram substituídos por esta praga tipicamente paulistana. Vejam mais fotos AQUI

tatinha13    21:28 — Arquivado em: Sem categoria


2.5.07

CARA DE BUNDÃO

 Nunca pensei em ingressar no Congresso Nacional, mas de uns tempos pra cá começo a considerar essa hipótese. Frank Aguiar, Clodovil e agora mais duas grandes personalidades do país: Gretchen e Rita Cadilac. A primeira se filiou ao PPS e, a rainha dos presidiários, ao PDS.
O que os colegas de partido devem estar pensando das novas aquisições de suas respectivas agremiações? Roberto Freire, Raul Jungmann e Denise Frossard, todos do PPS, ganharam uma (mui) amiga para fazer oposição ao presidente. Gretchen começou bem, declarando à coluna de Mônica Bergamo, na “Folha de S. Paulo”, que ficou comprovado que Lula não sabia de nada.
Além de deixar de lado o “Conga, la Conga”, a cantora também disse que vai abandonar a carreira de atriz de filmes pornôs. Temos, de saída, uma certeza: por quebra de decoro é que ela não vai ser cassada.
A musa dos presidiários, candidata a vereadora em Praia Grande, terá os direitos dos idosos como prioridade. Presidiários velhinhos? Vai tentar tirar o Lalau da cadeia?
A legenda escolhida por Rita Cadilac já é, no mínimo, uma torre de babel. Acompanhem a impressionante criação deste Frankenstein: em 1993, o PDS funde-se com o Partido Democrata Cristão e nasce o Partido Progressista Reformador (PPR). Em 1995, o PPR une-se ao Partido Progressista (PP) e forma o Partido Progressista Brasileiro (PPB). E, finalmente em 2003, o PPB vira PP. Imaginem então, quem já passou ou está no PDS: exemplos como Paulo Maluf e Celso Russomano. Com colegas como estes, Rita Cadilac pode até trocar de nome. Que tal Rita de Cássia?
O fato é que as novas filiações ainda vão render muitas piadas e até o fim do ano teremos novidades. Ronaldo Ésper, o terror dos cemitérios, já declarou que vai se candidatar em 2008.
Acredito ainda que a ex-chacrete deveria repensar esta ida para Brasília. Por que não se transformar, de uma vez por todas, na rainha dos presidiários? Claro, se não tivéssemos os tais foros privilegiados para nossos representantes e se o Brasil fosse realmente um lugar sério, este sonho de vê-la apadrinhando Zé Dirceu, Delúbio, Maluf, Quércia, Severino Cavalcanti, Garotinho, Collor, Jader Barbalho e Lula talvez fosse realizado. A madrinha já temos. Faltam os afilhados.

FRASE DO DIA: Cada um tem a Monica Lewinsky ou a Hillary que merece

P.S.: Nos próximos quatro dias não haverá coluna. Estarei em Pintópolis (MG). Até!

tatinha13    12:52 — Arquivado em: Sem categoria
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