30.6.07

ANJA E DEMÔNIA

 Desta vez deixei de lado cidades profanas como Braço do Trombudo, Pintópolis, Brochier e Paudalho e fui atrás de algo mais sagrado. Ou melhor: fiquei literalmente entre a cruz e a caldeirinha.
As visitas desta semana foram às cidades de Jesúpolis e Nerópolis, ambas em Goiás.
Jesúpolis tem pouco mais de 2 mil habitantes e está localizada a 100 km de Goiânia. O nome não se refere ao fundador do município. Foi idéia de um padre da região. Sugestão feita, sugestão aceita.
“Seu Simeão”, filho do pioneiro, explica que após iniciar o projeto de construção da cidade o pai ficou muito doente e passou uma procuração para que ele desse continuidade ao sonho. Sem prática no assunto, fez um curso por correspondência no Instituto Universal Brasileiro. Em 1956 fica pronta a primeira planta do local, cujas ruas homenageiam alguns estados brasileiros.
"Seu Simeão" cuidou também do lado espiritual: abriu na cidade uma filial do centro do Racionalismo Cristão que, segundo a placa em frente ao lugar, faz “sessões públicas de limpeza psíquica”.
Além de abrigar integrantes adeptos do “descarrego”, Jesúpolis conta com quatro igrejas evangélicas e apenas uma católica. O ecumenismo permite ainda que o único monumento do lugar seja uma estátua colorida dos Três Reis Magos. E mais: a principal festa do município é a de Santos Reis, que se inicia dia 29 de dezembro e vai até 6 de janeiro, Dia de Reis.
Em tempo: quem nasce em Jesúpolis não é santo, jesuíta ou padre, mas sim jesupolino.

No dia seguinte foi a vez de Nerópolis, a cerca de 40 km de Goiânia. Dos entrevistados, cerca de 20% tinham conhecimento da história do famoso imperador que pôs fogo em Roma.
O Nero deles é Nero Macedo, que prometeu uma estrada de ferro para a região. Apesar de o plano não ter ido adiante, o nome já havia sido escolhido. A profissão de Nero Macedo? Político!
Nerópolis tem 26 mil moradores e já foi a capital do alho. Hoje é mais conhecida pela produção de doces. Além das quatro fábricas de gostosuras, a cidade tem ainda quatro indústrias de blocos e telhas cerâmicas. São justamente as altíssimas chaminés que dão o tom romano à Nerópolis.
Pela primeira vez na vida tive as costas quentes. E posso dizer que não é fácil. Na olaria agüentei um calor de 800 graus para entrevistar um dos funcionários. Lindomar contou que trabalha 12 horas por dia e já se acostumou a ser Nero. Toma de cinco a seis litros de água por dia e fica bem longe de outra água: a que passarinho não bebe. Se ficar de fogo (perdão pelo trocadilho) não agüenta o serviço no dia seguinte.
Nerópolis tem um prefeito que é um misto de Beto Carrero com Álvaro Dias. Vaidoso, anda a cavalo fantasiado de caubói. Corre à boca pequena que faz aplicações de botox.
Antônio Poteiro é mais um dos personagens da visita. Artista plástico, pintor e artesão, está com 86 anos. É, ao lado de Siron Franco, o nome das artes em Goiás. Foi em Nerópolis que o apelido surgiu. Começou a esculpir peças em argila aos 18 anos, por influência do pai, mas somente aos 40 descobriu que queria mesmo era ser pintor. Já morou em Portugal, fez exposições pelo mundo e hoje mora em Goiânia.
A matéria sobre Jesúpolis vai ao ar nesta terça-feira, no “Programa do Jô”. A de Nerópolis ainda vai ficar em fogo brando…

 

P.S.: esta linda árvore aí em cima encontrei na rodovia entre Goiânia e Nerópolis. Vejam AQUI mais fotos das cidades

tatinha13    12:44 — Arquivado em: Sem categoria


27.6.07

JUST DO IT

 Não estou afim de falar novamente sobre Renan, Sibá, Wellington Salgado e toda a fauna do Senado. Também não quero tocar no tema Joaquim Roriz, aquele que ia tirar “só” R$ 300 mil de R$ 2 milhões e devolver o restante. O grupo de adolescentes cariocas que espancou uma empregada doméstica no ponto do ônibus e ainda levou o guarda-chuva da coitada também não é assunto. Mas o fato de o consumo de drogas no Brasil ter aumentado enquanto em todos os outros lugares do mundo tem diminuído talvez seja.
Com tanta droga na política e no Brasil o povo já perdeu as esperanças. Esta é a explicação para o crescente número de usuários de substâncias ilícitas. Eles estão apenas seguindo o conselho da Marta: relaxando e gozando.
É triste, claro, mas é a conclusão que tenho no momento. Não é a melhor e nem a única saída, mas cá entre nós, o brasileiro é realmente acomodado. Acha ruim a dica dada por Marta mas segue o mandamento da ministra.
Infelizmente cheguei à conclusão de que assim como na nossa vida tudo depende de nós, com a situação do país não será diferente. Se as pessoas não começarem a se organizar – em ONGs, associações, mutirões, sei lá o quê –, não adianta esperar cair do céu.
E aí chegamos no problema do Bolsa-Família e de uma série de outros programas assistencialistas criados pelo governo. O povo está gostando! Para quê se envolver com temas como Renan, Roriz e outros se no fim do mês têm leite, arroz e feijão? Relaxa e goza! Coloca aí uns abacaxis em cima de um bom carregamento de maconha e pé na estrada.
A época do milagre brasileiro já passou. Quem viu o santo, já rezou. Agora, só o dilúvio.

Pergunta: por que o governo demorou tanto tempo para deixar que o Exército punisse os controladores de vôo mais rebeldes? E mais: por que não criaram antes os tais dos corredores aéreos, como o que já existia na ponte-aérea?

P.S.: Se os controladores deixarem, hoje à noite embarco para Jesúpolis e Nerópolis, em Goiás. Sábado estou de volta. Até!

tatinha13    14:37 — Arquivado em: Sem categoria


26.6.07

PARCIALMENTE NUBLADO COM PANCADAS

 Se Renan Calheiros vai sair ou não da presidência do Senado ainda é um mistério. Ele havia jurado que não ia arredar pé, mas o cerco se aperta a cada dia.
A batata quente chamada “relator do processo” está sendo jogada de um para outro e já queimou as mãos de Sibá Machado, Epitácio Cafeteira e Wellington Salgado. Sábios senadores. Sabem que quem brinca com fogo faz pipi na cama.
Renan não só está molhando o colchão todas as noites, como deve estar andando com as calças sujas – para não dizer borradas. Seus principais defensores estão caindo por terra e a previsão é de que nuvens carregadas rondarão o telhado dele.
ACM está há mais de uma semana na UTI do Incor em São Paulo. Como teve leve melhora, vai fazer hemodiálise em casa. Ele sofre de problemas cardíacos e renais. Ou seja: vai ficar de molho por um bom tempo.
Epitácio Cafeteira, por sua vez, está internado no Sírio Libanês. O motivo da hospitalização não foi divulgado.
Na mesma linha do “quem tem, tem medo”, o PT se protege – literalmente – como pode. Os gastos com segurança do partido dispararam. Só no ano passado a sigla desembolsou R$ 752 mil com segurança e vigilância. Só para se ter uma idéia do drama, o PSDB informou gasto nesse mesmo setor de R$ 22.920.
Duas dicas para Renan: treinamento com os policiais de Rondonópolis ou o bom e velho colete à prova de balas.

Leiam também Com o Patrocínio de Embeleze e Lambuzando os Beiços

 

P.S.: Vejam hoje, no Programa do Jô, a matéria sobre a cidade de Quartel Geral (MG)

 

tatinha13    13:19 — Arquivado em: Sem categoria


25.6.07

PRA MAIS DE METRO

 Abro o UOL hoje e está lá a manchete: “Jogador quer assumir que é gay no Fantástico”. Desesperada, entro no link, crente que vou saber de quem se trata. Ledo engano… Claro, ele só vai falar para o “Fantástico”.
A única informação é que os dirigentes do clube e o empresário do atleta são contra. Acham que seria o fim da carreira do rapaz.
Na época em que a Vera Verão estava entre nós, me lembro de ela ter falado algo sobre ter tido um caso com um jogador. O fato é que ela empacotou e ficamos chupando o dedo. Mas agora parece que o mistério está para chegar ao fim.
É cada vez maior o número de homossexuais assumidos. Aliás, não só assumidos. Parece que há a necessidade de sair do armário arrasando. Cada saída um flash mesmo. Vir já fantasiado de drag, com muito glitter, purpurina e tudo o que têm direito.
A Parada Gay de São Paulo é o melhor exemplo. A quantidade de Veras Verão vem crescendo a cada ano. Os números são meio polêmicos, mas chegou-se a falar em 3 milhões de pessoas. O evento atrai mais turistas para a cidade que a Fórmula 1 – com todo apelo sexual espalhado por São Paulo.
Mais interessante que a parada, entretanto, foi uma pequena bagunça que teve pouca repercussão. Foi a primeira Parada do Orgulho Hetero do Brasil. Reuniu 30 gatos-pingados no vão do Masp. O lema era “Muitos são, mas poucos se orgulham”. Ótimo.
Chegamos a um ponto em que temos de arrebanhar pessoas por aí para fazermos a parada do Orgulho Hetero! Inacreditável!
Quem está prestes a abandonar o guarda-roupa? Façam suas apostas!

Sábado, no texto “Planeta Saliva”, do leitor Paulo Val, ficou faltando o trecho final (acho que tenho um determinado número de caracteres por dia). Lá vai a conclusão do texto. Sorry novamente, Val!

(…) Mas a obra divina segue, inexorável, seu caminho evolutivo e, chegados os tempos em Saliva, uma horda de almas foi banida do planeta e condenada a habitar mundos inferiores. Claro que a nossa Terra serviu de hospedeira para muitos desses degredados e, hoje, não é difícil identificá-los entre nós, tanto aqueles que obtiveram progressos e amadureceram quanto os que permaneceram estacionários. Vemos aqueles que nunca cospem para o alto, nem nos pratos em que comeram; mas vemos muito mais os que usam a saliva para dilapidarem fortunas alheias.
A Terra não era assim antes desse dia. (ou era?)

tatinha13    14:39 — Arquivado em: Sem categoria


24.6.07

COM O PATROCÍNIO DE EMBELEZE

 Leio hoje uma entrevista com o pivô do escândalo Renan Calheiros, a jornalista Mônica Velloso. Entre as revelações, seu erro em ter amado demais, a idéia de sair da “seara” política, o não-estranhamento em receber a pensão em dinheiro vivo através de terceiros, o fato de o relacionamento com Renan em Brasília não ser segredo para ninguém, a constatação de que está “queimada” na profissão e, claro, a declaração de que não descarta posar nua.
O que me chamou a atenção não foram estas “bombásticas” afirmações, mas sim a questão “Você se acha bonita?”. Mônica: “Não tem uma pergunta mais fácil?” E depois: “Acho que fotografo bem”.
A jornalista teve explicação para quase tudo. A única indagação que se negou a responder é se havia engravidado por descuido. Saiu pela tangente quando o assunto foi a condenação do ex-affair. Acha que “os pares” dele é quem devem decidir.
Curioso como as mulheres realmente são inseguras quando o tema é beleza. Tratamos os assuntos espinhosos com luva, se for o caso, mas se a garoa cair não há guarda-chuva que resolva. Adeus chapinha. As desculpas são inúmeras: as sombrinhas geralmente não combinam com o visual, não têm uma estampa decente e as bonitas não cabem na bolsa.
O titubeio de Mônica se tornou assunto para esta coluna quando li que na Índia as mulheres estão quase Michael Jackson. Lá, o bonito é ter a pele clara e a nova moda, portanto, é clarear a tez.
O produto “Fair and Lovely” promete deixá-las, como diz o nome, claras e adoráveis. Ó vida cruel: além de se manterem magras e lindas, as indianas têm uma tarefa a mais: buscar a Branca de Neve que há dentro delas. Os produtos para clareamento são de longe os mais vendidos no mercado indiano para tratamento de pele. O setor de dermatológicos cresceu 42,7% desde 2001.
O divertido é a descrição de um dos anúncios. No passado, uma embalagem mostrava uma mulher infeliz de pele morena se metamorfoseando numa pessoa sorridente de pele clara. Praticamente o Michael Jackson no clipe “Black or White”.
No Brasil o tom canela da pele das indianas é invejado. Como escrevi outro dia, tem gente que se arrisca até a espalhar uma Coca-Cola pelo corpo antes de se expor ao sol na tentativa de se aproximar a uma coloração semelhante às das indianas ou mesmo das africanas.
Pele escura, clara, gorda, magra, baixa, alta, cabelo crespo, liso, o problema das mulheres é sempre o mesmo. Assim como as mães, só mudam de endereço. A pergunta “Espelho, Espelho Meu” é universal.

tatinha13    13:38 — Arquivado em: Sem categoria


23.6.07

XÔ SATANÁS

 Dia desses, durante o almoço, cheguei à conclusão de que tenho alma de macumbeira. Devo ter sido uma “mãe Tatianinha” em alguma outra encarnação. Todos os apetrechos usados nesses despachos depositados em encruzilhadas muito me interessam – seja pelo lado gastronômico ou visual.
Adoro farofa. Sou como um de meus colegas de trabalho, que tempera tudo com molho rosé: a salada, o ovo, o feijão, o macarrão, a lingüiça… O meu molho rosé é a farofa. Pode ser de ovo, de banana, com frutas, com farinha de milho ou mandioca.
Sou tão farofeira que consigo pronunciar “o Salsi- Fufu fumou fumo e fez fumaça” sem deixar espirrar nem um graõzinho.
Também sou chegada num feijão branco – sem bacon, de preferência. Não tenho nada contra carne vermelha, mas sou adepta do frango. Galinha preta na tigela de barro, portanto, pode virar um banquete para mim. Nunca havia parado para pensar nesta hipótese, mas será que o fato de a ave ser preta influencia no gosto?
E os colares dos pretos velhos? Um mais lindo que o outro. Coloridos, com miçangas. Alguns compridos, que podem ser usados dando-se várias voltas no pescoço.
As velas também. Gosto bastante. São objetos-coringa em toda decoração que se preze. Além de deixarem os ambientes muito mais bonitos, ainda podem perfumá-los. Há essências de baunilha, canela e até chocolate. Uma delícia.
Fui ou não uma “mãe Tatianinha”? Só deixo de lado o charuto e a cachaça. Passo. O charuto deixo para o Bill Clinton e a aguardente para o nosso querido Lula.

Hoje publico mais um texto interessante do leitor Paulo Val. O título é “Planeta Saliva”. Espero que gostem.

A Bíblia diz que Deus criou o mundo em seis dias e descansou no sétimo. Esses dias, na verdade, seriam os períodos, as eras geológicas cumpridas num determinado espaço de tempo até o aparecimento do homem. Dá para compreender que uma palavra ou expressão dita na Antigüidade possa ter, hoje, mais de um significado. Dia, período, era… enfim, o que interessa mesmo é o sétimo dia (ou era).
A Terra até que é um belo planeta, se comparada com a vizinhança. Saturno tem aqueles anéis bonitos, vistos de longe, mas a Terra ganha. Só não dá para acreditar é que Deus, o Tao, tenha se cansado tanto a ponto de descansar um dia inteiro (ou era), na maior inércia, só porque criou um mundo novo. Claro que no sétimo dia Ele saiu para vistoriar a obra.
Em cada recanto bonito, Ele parava e, num átimo, enxergava ali o futuro do lugar. Foi onde se situa hoje Florianópolis que Ele salivou. E, salivando, virou-se para um canto vazio do zimbório e cuspiu. E assim se fez outro planeta: Saliva.
Saliva foi criado em apenas um dia (ou era). Portanto, na escala evolutiva dos mundos, tem praticamente a mesma idade da Terra, só que com habitantes um pouco mais evoluídos. E tem uma característica interessante: sem riquezas minerais, o produto mais valorizado é justamente a saliva que, desidratada, vira um pó que contém substâncias que aqui poderíamos comparar com ouro ou diamante. Lá eles chamam a criação de Cuspo Divino e não é à toa.
E como não poderia deixar de ser, lá também tem reencarnação. Então, uns nascem com mais capacidade de produzir saliva do que outros, ou seja, em Saliva também há divisão de classes.
Lá, existe um dito muito popular, usado até em campanhas políticas: “Com cuspe e com jeito fica tudo perfeito”, dito corrompido aqui pelos soteropolitanos que mudaram o final para “se chega ao fiofó do sujeito”.
Lá, cuspir na rua é rasgar dinheiro. Mas não pensem que é só ir a uma padaria, dar uma cusparada na mão do Manoel e levar pão e leite para casa. Assim ninguém ia querer troco… Cada um tem o seu equipamento para desidratar, separar e solidificar a sua saliva. E ninguém mostra os bolsos vazios para dizer que está duro, mostra a garganta seca. Lá, perdigoto é muito bem-vindo e os mais abastados dão gorjeta com ele. Gente que fala cuspindo é tida como esbanjadora e tem um séqüito de gargantas secas à sua volta. Lá, mulher gosta é de saliva e não de dinheiro. Já imaginaram que maravilha?

Os exilados de Saliva

Mas nem tudo era belo e fácil em Saliva. Havia, como aqui, gente não muito proba nos governos das ilhas. Ilhas, sim, pois Deus, que lá também era o Tao, fez surgir no novo orbe várias ilhas iguais a Florianópolis… E o mau exemplo desses governantes acabou produzindo uma série de pequenas e grandes desobediências civis. Num assalto, por exemplo, o cidadão era obrigado a cuspir várias vezes na maquininha portátil do ladrão. Isso quando o larápio não ficava perambulando de carro durante várias horas com a vítima, utilizando o golpe de chupar limão para provocar mais saliva no refém.
O álcool e as drogas também ajudaram a aumentar a estatística do crime, pois, como deixam a boca completamente seca, os usuários ficavam sem dinheiro para o consumo e roubavam.

 

tatinha13    9:21 — Arquivado em: Sem categoria


22.6.07

LIGEIRAMENTE GRÁVIDA

 Gravidez não é doença, mas para uma distraída de Ribeirão Preto é. Após ter ido ao hospital queixando-se de inchaço e problemas de pressão, deu à luz uma menina no banheiro de casa.
Difícil dizer quem é o mais nó cego nesta história – o médico, a mãe ou o marido –, mas acho que fico com a mãe, Cláudia. Segundo a notícia ela é obesa, mas será que em nove meses não dá para perceber que algo diferente acontece? Que a barriga está crescendo? Que a menstruação cessou? O “inchaço” era uma garota de 3,255 kg e 48 cm. Bota inchaço nisso.
Pensando melhor, o desavisado é o marido. Cláudia tem outros três filhos: um menino de 8 anos e duas meninas – de 6 e 4. Longe de mim levantar suspeitas, mas que é estranho é. Enquanto o pai das crianças ia para a obra – ele é pedreiro – ela andava checando a sustentação das vigas das construções do bairro.
Aí entra o Lula, o pai dos pobres. Por cada um dos três filhos, Cláudia recebe R$ 95 mensais do Programa Bolsa Família.
Essa semana li que um estudo na Finlândia chegou à conclusão de que mulheres que têm um homem como irmão gêmeo têm maior risco de enfrentar problemas de fertilidade no futuro. O fenômeno provavelmente decorre do convívio do feto feminino com a testosterona do irmão no útero. Nossa…
Como disse anteriormente, ainda não sei quem é o mais sem noção no caso Cláudia, mas de uma coisa tenho certeza: ela não tem um irmão gêmeo.

tatinha13    14:31 — Arquivado em: Sem categoria


21.6.07

DE GAIATA NO NAVIO

 Existem situações que achamos que nunca vão acontecer conosco. Amargar a noite e a madrugada no aeroporto e ter o vôo cancelado é uma delas. Já cheguei a esperar cinco horas e embarcar, assim como já fiquei dentro do avião uma hora aguardando autorização para a decolagem.
Desta vez a situação foi um pouco além dos limites. Após quase oito horas de espera espremida entre meus iguais, o funcionário dá o aviso: o vôo havia sido cancelado.
A comunicação vem em doses homeopáticas. Lá pelas três da manhã eles resolvem distribuir um lanche na sala de embarque. Uma baguetona de queijo e presunto e refrigerante. A cara de interrogação é inevitável. Ou ainda vai demorar muito ou estão com pena da gente mesmo.
Quinze minutos depois, o anúncio para os passageiros do vôo tal comparecerem ao portão tal. Aí sim, com a barriguinha cheia, eles devem imaginar que já podemos engolir qualquer coisa – inclusive sapo. O arrependimento vem à cabeça: comi a baguete. Devia tê-la guardada para fins mais nobres…
A baguete no estômago sobe à cabeça de muita gente – a minha ainda está atravessada na garganta. Ouve-se aqui e ali passageiros nervosos batendo boca com os funcionários dos balcões das companhias, falta de informação e, como muitos estão acompanhando pela TV, caos total. Gente espalhada pelo chão, criança chorando, celulares tocando e até executivos que ainda tentam usar o lap top.
A verdade é que não apertei o cinto, o piloto não sumiu e muito menos consegui seguir o conselho de Marta Suplicy!

Leiam também Prisão de Ventre, Carona Só na Cauda do Cometa e Suplício

tatinha13    14:34 — Arquivado em: Sem categoria


20.6.07

MAIS FURIOSA QUE VELOZ

 Qualquer dia a Igreja ainda vai falar que ir ao banheiro é pecado. Com tanta gente passando fome vai considerar um absurdo jogarmos fora proteínas e sais minerais que não usamos em nossa morada do Senhor, nosso corpo.
Desta vez, a mirabolante idéia de Bento e seus amigos foi lançar os Dez Mandamentos do Motorista Católico. Ei-los:

1) Não mate (esse é novo!)

2) A rua deve ser para você um meio de comunhão com as pessoas e não uma arma mortal (e quando encontramos a arma mortal em plena rua?)

3) Cortesia, correção e prudência vão ajudá-lo a lidar com eventos imprevistos (prudência. Principalmente na hora de nos desviarmos das balas perdidas)

4) Seja caridoso e ajude seu próximo em necessidade, especialmente vítimas de acidentes (para quem tem estômago, tudo bem)

5) Os carros não devem ser uma expressão de poder e dominação e nem uma ocasião para o pecado (adorei o “ocasião para o pecado”. Drive-thru nem o do Mc Donalds – para não cometermos o pecado da gula)

6) Convença de maneira caridosa os jovens e os não tão jovens a não dirigir quando não estejam em condição apta a fazê-lo (o difícil vai ser o “caridosa”, mas podemos tentar)

7) Ajude as famílias dos acidentados (ok. Não vou ser tão cruel)

8) Reúna motoristas culpados e suas vítimas em um momento apropriado para que eles possam passar pela experiência libertadora do perdão (não é por nada não, mas achar uma brecha no meio da confusão para esta “experiência” acho bem difícil)

9) Na rua, proteja a parte mais vulnerável (este é ótimo, mas meio vago. O que eles querem dizer com “parte mais vulnerável”? Os países baixos? A cabeça? O coração?)

10) Sinta-se responsável para com o próximo (mesmo se ele estiver bêbado ou fora de si?)

Adorei as piadas. É bom acordar com estas pérolas no jornal. O grupo de Bento deve se divertir elaborando as leis. Como diria o Bozo, “Sempre rir! Sempre rir! Sempre rir!”

 

P.S.: Hoje à noite embarco para Moita Bonita (SE). Se os controladores de vôo colaborarem, estou de volta na sexta. Até!

tatinha13    14:06 — Arquivado em: Sem categoria


19.6.07

OS VERDADEIROS MÃOS DE TESOURA

 Gente, a situação está mesmo crítica. Neste final de semana, em Salvador, uma estátua de bronze do Pelé segurando uma réplica da taça Jules Rimet foi barbarizada. Arrancaram os braços do nosso ídolo. Ficou ou não a própria Vênus de Milo?
Por que não extirpam os braços da galerinha lá em Brasília? Quem sabe não param com essa história de mão leve?
Voltando à vaca fria, não é a primeira vez que a Jules Rimet é assunto policial. Em 1983 ela não só foi roubada como também derretida. Será que os ladrões acharam que a Jules Rimet soteropolitana era de ouro puro?
Se bem que nem precisa ser de ouro para o pessoal fazer render. Moramos num país em que se rouba cabo de poste e tampa de bueiro. Furtar dois braços de bronze já deve dar uma boa grana.
O pior é que a lama está longe de acabar. Leio hoje no jornal que pela primeira vez estão sendo mostrados – em Jerusalém – manuscritos originais do físico inglês Isaac Newton. Entre os documentos, uma previsão sobre o fim do mundo: Newton “não vê motivo” para um Apocalipse antes de 2060.
Ah, bom, agora estou mais tranqüila. Já vou estar no bico do corvo quando a grande bola de fogo explodir. Vou arranjar uma batata para assar. O Renan, que é bem mais prevenido, já está com a dele no forno desde já.

P.S.: Vejam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Tiros (MG)

tatinha13    15:22 — Arquivado em: Sem categoria
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