21.6.07

DE GAIATA NO NAVIO

 Existem situações que achamos que nunca vão acontecer conosco. Amargar a noite e a madrugada no aeroporto e ter o vôo cancelado é uma delas. Já cheguei a esperar cinco horas e embarcar, assim como já fiquei dentro do avião uma hora aguardando autorização para a decolagem.
Desta vez a situação foi um pouco além dos limites. Após quase oito horas de espera espremida entre meus iguais, o funcionário dá o aviso: o vôo havia sido cancelado.
A comunicação vem em doses homeopáticas. Lá pelas três da manhã eles resolvem distribuir um lanche na sala de embarque. Uma baguetona de queijo e presunto e refrigerante. A cara de interrogação é inevitável. Ou ainda vai demorar muito ou estão com pena da gente mesmo.
Quinze minutos depois, o anúncio para os passageiros do vôo tal comparecerem ao portão tal. Aí sim, com a barriguinha cheia, eles devem imaginar que já podemos engolir qualquer coisa – inclusive sapo. O arrependimento vem à cabeça: comi a baguete. Devia tê-la guardada para fins mais nobres…
A baguete no estômago sobe à cabeça de muita gente – a minha ainda está atravessada na garganta. Ouve-se aqui e ali passageiros nervosos batendo boca com os funcionários dos balcões das companhias, falta de informação e, como muitos estão acompanhando pela TV, caos total. Gente espalhada pelo chão, criança chorando, celulares tocando e até executivos que ainda tentam usar o lap top.
A verdade é que não apertei o cinto, o piloto não sumiu e muito menos consegui seguir o conselho de Marta Suplicy!

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tatinha13    14:34 — Arquivado em: Sem categoria
3 Comentários
  1. Não adianta mais apelar. Será por que nem o Presidente Lula consegue resolver este impasse?

    Comentário por Tatida Rezende — 21.6.07 @ 16:43

  2. Essa situação não será resolvida da noite para o dia porque não existe interesse e o companheiro não tem autoridade nenhuma……é o caos

    Comentário por juventino — 22.6.07 @ 0:34

  3. É um paradoxo o governo pretender crescer sem investir pesadamente em infra-estrutura, incluindo aeroportos e estrutura de suporte (radares, auxílios-rádio à navegação, controladores de vôo etc.).
    O problema é que isso é caro e demanda tempo para ser implementado. Se hoje o caos já está instalado, não consigo imaginar como estará a aviação comercial brasileira daqui a 10 anos. Que Nossa Senhora de Loreto (padroeira dos aviadores) nos ajude!

    Comentário por Ricardo Rezende — 24.6.07 @ 22:15

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