31.7.07

UM DIA TODOS VÃO PRECISAR DE UM SAFETY CAR

 Fui surpreendida por uma imagem no jornal de hoje, a de Nelson Piquet tendo aulas na escolinha de trânsito do Detran de Brasília. Achei-a curiosa não só pelo fato de o piloto parecer realmente uma criança na carteira do colégio, mas pela atitude dele.
Piquet excedeu os 20 pontos na carteira de habilitação e há três meses está com a carteira suspensa. A mesma situação de sua esposa, Viviane. Casalzinho veloz, não?
Inspirado ou não por Vin Diesel, Piquet teve uma atitude louvável. Apresentou-se espontaneamente para requerer a nova habilitação. Ou seja, a carteira dele ainda não havia sido cassada. Limitou-se a dizer que temos de pagar pelos nossos atos.
É fato que Piquet sempre foi polêmico em suas declarações e até antipático com colegas em alguns episódios da Fórmula 1, mas temos de reconhecer que não é qualquer um que tomaria uma decisão como essa.
Há os que consideram a hipótese de freqüentar a escolinha do Detran muito remota. Tanto, que recorrem a “despachantes” para dar um jeitinho nos pontos adquiridos através das infrações. Em São Paulo é comum encontrarmos faixas nos postes das principais avenidas oferecendo o serviço.
Segundo o site do Detran, Piquet tem 128 pontos. Deve ter confundido as avenidas de Brasília com algum Grande Prêmio.
Meu veneninho é que Rubinho vai passar bem longe do Detran. Se já não corre nem nas pistas, imaginem na rua…

P.S.: Confiram hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Jacaré dos Homens (AL).

tatinha13    13:45 — Arquivado em: Sem categoria


30.7.07

BOCÃO

 E finalmente passou a euforia do Pan. Agora o ano começa. Infelizmente não temos mais desculpa para darmos uma olhada na TV às quatro da tarde numa partida de tênis de mesa ou no emocionante badminton. Também acabaram-se as discussões em torno do tornozelo de Daiane dos Santos ou se quem joga melhor é a seleção masculina ou feminina de futebol.
O saldo foi de 161 medalhas, sendo 54 de ouro, 40 de prata e 67 de bronze. Nossa alegria de ficarmos em segundo lugar durou pouco. Os poucos cubanos que sobraram da delegação conseguiram dar conta do recado. Difícil dizer se o resultado é bom ou ruim, já que ouvi dizer que os Estados Unidos não enviam seus melhores atletas para a competição. De qualquer forma, somos bronze.
Enquanto isso, o Rio de Janeiro se segura como pode. Pede ao governo que alguns integrantes da Segurança Nacional permaneçam na cidade para darem aquela forcinha. A galera dos morros se comportou muito bem durante o evento mas, como disse acima, agora o ano começa. E com ele, as balas perdidas.
A notícia que mais me chamou a atenção no pós-Pan foi a de que o consumo de leite condensado no restaurante Vila Pan-Americana foi de quatro toneladas! Só para vocês compararem, o de feijão ficou em dez toneladas. Achei que fosse só eu que mamasse na lata de Leite Moça…
A explicação se deve ao fato de o pudim de leite ter feito muito sucesso entre os atletas. Óbvio, eles não são bobos. A justificativa é boa (e é a mesma que eu uso): repor a energia gasta. Gelatina só durante os treinos.
É isso. Hoje, com o frio que está em São Paulo, eu é quem estou a própria gelatina.

tatinha13    13:53 — Arquivado em: Sem categoria


29.7.07

DE PERTO NINGUÉM É NORMAL

 Enquanto nos esforçamos para tentar achar o culpado pelo acidente da TAM, os Estados Unidos empenham-se numa discussão que é no mínimo sem pé nem cabeça.
Um artigo publicado pela crítica de moda do jornal “Washington Post” vem esquentando os ânimos americanos desde o dia 20 de julho. Tudo porque a Mônica Martelli deles criticou o decote da pré-candidata à presidência Hillary Clinton durante um debate no Senado.
O trecho da discórdia: “Pode-se dizer que o decote causa o mesmo incômodo que sentiríamos se a camisa de Rudy Giuliani (candidato republicano) estivesse em parte desabotoada. Ninguém quer ver isso. Na realidade, seria como surpreender alguma braguilha aberta. Prefere-se olhar para outro lado!”.
Hillary, coitada, usava um tailleur rosa e preto com um decote V. Mais vestida impossível.
Não sei como classificar a atitude dos americanos. Se são moralistas, gostaria de entender o motivo. Se esse moralismo for falso, gostaria de compreender também.
Em 2004, durante o show de Janet Jackson e Justin Timberlake no intervalo da final do Superbowl – o campeonato de futebol americano que rende a maior audiência televisiva nos Estados Unidos – um dos seios da cantora pulou para fora do bustiê. Resultado: além dos anunciantes, milhares de famílias sentiram-se ofendidas com a pornografia mostrada na TV. Ficaram semanas discutindo o assunto.
Informações que colhi na Internet dão conta de que alguns serviços de busca bateram recorde de acessos para um único tema. O peito de Janet teve maior procura que o ataque de 11 de Setembro.
Não me lembro de o charuto compartilhado por Bill Clinton e a estagiária Mônica Lewinski ter causado escândalo semelhante. Houve sim algumas discussões, mas que não chegaram a pôr em risco os bons costumes americanos.
A mesma reação percebo toda vez que Britney Spears ou Paris Hilton aparecem sem calcinha. Dá um buxixo, mas nada que seja digno de ser comentado pelas críticas de moda de jornais importantes.
No Brasil, cada vez que alguém resolve mostrar suas partes íntimas logo é convidado para posar na “Playboy” ou participar de algum debate sobre um tema qualquer.
Esta semana, por exemplo, na estréia de Mikhail Baryshnikov no Teatro Municipal de São Paulo, Adriane Galisteu teve seu momento Janet Jackson. Deu uma respirada mais forte e o vestido tomara-que-caia… caiu.
E quem se lembra do dia Lílian Ramos que Luana Piovani teve na entrega do Prêmio Austragésilo de Athayde, na Academia Brasileira de Letras no Rio? Luana estava sem calcinha não porque havia esquecido, mas porque não queria ter o vestido de cetim marcado pela peça íntima.
O que os brasileiros acharam? Normal. Estamos certos? Errados? Somos sem-vergonha? Só a Cicarelli e o namorado, Tato Malzoni, podem avaliar.

tatinha13    14:07 — Arquivado em: Sem categoria


28.7.07

A VERDADE DÓI

 O novo Ministro da Defesa assumiu e já deu o recado: o que falta para a resolução do caos aéreo é comando. Eu acrescentaria mais: falta pulso não só para sanar o problema da bagunça nos ares, mas no Brasil de uma maneira geral.
Demorou mas enfim surgiu alguém neste triste cenário capaz de ter uma visão do todo. Quem conhece o trabalho de Nelson Jobim acredita que ele será capaz de pôr ordem no galinheiro. Estamos torcendo para isso.
Um bom sinal de que esta informação é verdadeira é que a diretoria da Anac já pensa em pedir demissão coletiva. Devem ter percebido que Jobim vai descascar o pepino – aquele do presidente da Infraero.
O comando da Anac deve anunciar a saída na terça-feira. A única que ainda não decidiu se vai ou fica é Denise Abreu, que deu a polêmica declaração de que o acidente com o avião da TAM não teve nada a ver com o caos aéreo.
Nesta sexta-feira Jobim vistoriou a pista em Congonhas e visitou o que restou do prédio atingido pela aeronave. Conseguiu, desta forma, amenizar a crítica de parte dos parentes das vítimas: apesar de Kassab e Serra darem as caras, ficou faltando a de Lula. Pode parecer uma bobagem, mas para quem está com a sensibilidade à flor da pele significa muito.
Durante o evento de transmissão de cargos Jobim citou um escritor chamado Benjamin Disraeli: “Nunca se queixe, nunca se explique, nunca se desculpe”. E depois improvisou: “Aja ou saia. Faça ou vá embora”. Acredito que a diretoria da Anac captou a mensagem.
Demissões, vistorias, frases de efeito… Jobim chegou chegando. É certo que ainda é muito prematuro avaliá-lo e pode ser que eu morda a língua, mas ele já conquistou uma fã.

tatinha13    15:29 — Arquivado em: Sem categoria


27.7.07

A AVENTURA NOSSA DE CADA DIA

 Os publicitários e suas incríveis peças. Ouvi uma música de um comercial e desde então ela está na minha cabeça como chiclete: “Se você quer almoçar com a Flávia Alessandra… ou jogar vôlei com o Giovane…”. Este é o jingle da promoção “Fã Clube” dos cartões Bradesco.
A idéia é gastar, gastar, gastar com seus cartões de débito ou crédito para concorrer a “21 aventuras com seus ídolos”. Além do almoço e do jogo de vôlei, outras “aventuras” incluem sambar com a Grazi, ir ao teatro com o Lázaro, jantar com a Ana Hickmann ou com Reinaldo Gianechinni, cair na piscina com o Gustavo, ganhar um dia no salão com Wanderley Nunes, fazer compras com a Mariana Ximenes ou com o Henri Castelli navegar. Há ainda opções com “ídolos” menos conhecidos, como Tatau e Carolina Oliveira.
Deus me livre navegar com o Henri Castelli! Além de são-paulino, o fato de o barco dele e da Isabeli Fontana ter naufragado me faz pensar duas vezes. Sambar com a Grazi? Se eu quiser me arriscar no mundo do samba é melhor ter aula com alguma mulata do Sargentelli ou com o Coisinha de Jesus. Ir ao salão do Wanderley? Nem morta. Já imaginou ficar com a aparência da nossa primeira-dama Marisa Letícia? Jantar com o Gianechinni também não é a “aventura” dos meus sonhos. Apesar de bonito, deve ter tanto a dizer quanto a miss Brasil. O lado positivo é que poderia almoçar tranquilamente. Enquanto ele fala, eu como.
Mais emocionante seria pegar onda com o Cauã (Reymond). Obviamente ia me afogar para tentar um boca-a-boca. Jogar vôlei com o Giovane também não é má idéia. Mas, claro, gostaria de ver estrelas – e não aquele saque que ficou famoso, o “jornada nas estrelas”. Outro bom programa seria fazer compras com a Mariana Ximenes. Nesse caso, obviamente, tudo seria pago com o cartão Bradesco dela…
Como jogada de marketing, uma “aventura” deveria ser incluída na lista: um vôo no Aerolula com… Lula.
Mudando de concurso, mas não de assunto, a churrascaria Montana Grill (aquela do Chitãozinho e Xororó) está com uma promoção que é um elefante branco.
Para participar da promoção “Embarque Nesse Sabor” basta comprar um grelhado ou sanduíche mais um refrigerante (ou um rodízio mais um refrigerante) para concorrer a um avião. Exatamente. O sorteado será contemplado com um avião Inpaer modelo Conquest.
O regulamento diz que o prêmio estará exposto na forma de fotos ilustrativas e em materiais promocionais pois em função de sua natureza ele permanecerá estacionado no Aeroclube de Campinas!
É de se imaginar que o concurso foi pensado antes do caos aéreo. Chitão e Xororó não devem ter tido esta idéia infeliz pensando em amenizar os transtornos de quem precisa viajar de avião sempre.
De qualquer forma, está lançado o concurso “Coma no Montana Grill, pague com o cartão Bradesco e concorra a uma viagem para Brasília, no Conquest, com Lula, Chitãozinho e Xororó”.

tatinha13    16:52 — Arquivado em: Sem categoria


26.7.07

JUNK FOOD

 “Nunca antes neste país” tivemos um presidente tão frouxo. Quem se lembra do episódio do Mensalão recorda-se que Lula declarava não saber das armações de pessoas que lhe eram muito próximas. Silvio Pereira, Delúbio Soares, Waldomiro Diniz e José Dirceu pintavam e bordavam e Lula… nada.
A tempestade passou e não veio a calmaria. Apareceram novos escândalos, novos amigos e até um de seus irmãos foi descoberto com a boca na botija, acusado de tráfico de influência. Novamente Lula se fez passar por marido traído.
Pouco tempo depois um novo temporal – agora com muitas trovoadas e raios – se formou em Brasília com o caos aéreo, há cerca de dez meses. Lula achou por bem dar uma declaração para esfriar os ânimos. Em março disse que queria prazo, dia e hora para anunciar ao Brasil que não teríamos mais problemas nos aeroportos brasileiros.
Desta vez foram os outros que se fizeram de desentendidos. A ameaça de Lula entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Talvez por este motivo penso em mudar o nome do programa de rádio “Café com o Presidente” para “Pizza com o Presidente”. Os sabores seriam variados, mas um em especial teria de constar do cardápio: abobrinha. Dá para notar que “nunca antes neste país” um presidente gozou de tanta credibilidade.
Foi preciso uma chuva de corpos e uma vergonhosa infiltração na canaleta do aeroporto para que algo fosse decidido. Antes, claro, Lula tentou ficar quietinho, quietinho. Arranjou logo um tersol para operar e depois saiu-se com aquela de coração sangrando (que pena não ser o olho).
E ele não está só nas trapalhadas. O ministro da Defesa Waldir Pires – que estava tão teflon quanto Lula – finalmente dançou. Apesar de ter conseguido passar ileso pelo acidente da Gol e pela operação-tartaruga dos controladores, estava sem pára-raios na última semana.
E o que dizer do presidente da Infraero, José Carlos Pereira, que declarou que o importante não é o pepino, é saber lidar com ele. Mais tarde eu digo como ele deve lidar com o dele…
Resta-nos torcer para que as medidas prometidas por nossos pizzaiolos sejam cumpridas. Já estava na hora de Lula parar de se fingir de morto. De mortos, bastam os 200 que estavam no avião da TAM.

tatinha13    14:26 — Arquivado em: Sem categoria


25.7.07

A BELEZA INTERIOR

 O texto de hoje, de autoria de Ruy Castro, foi "publicado na Folha de S. Paulo". Achei ótimo e quero dividi-lo com vocês. O título, "Primeiro, a bonbonnière; depois, a pista".

"O poeta Vinicius de Moraes já dizia: "É mais pesado que o ar, tem motor a explosão e foi inventado por brasileiro. Não pode dar certo". Durante 40 anos, essa foi apenas uma "boutade" de Vinicius sobre o avião, meio de transporte do qual, mesmo quando diplomata, guardava prudente distância. Hoje, ela ganhou um amargo sabor de realidade. Depois de habituar-se a maltratar passageiros antes, durante e depois de vôos, aeroportos e companhias aéreas brasileiros estão se dedicando a matá-los. Não admira que venham perdendo freguesia.
Pesquisa sem valor de amostragem perguntou a cerca de 10 mil assinantes se, em vista dos últimos acontecimentos, sentiam-se seguros para viajar de avião.
O não ganhou de goleada: 78% a 22%. Donde, mesmo que os aeroportos voltem a funcionar direito e as empresas do setor troquem ganância por espírito público, poderemos ter esvaziamento em massa do transporte aéreo. Quebrou-se a confiança no veículo e em quem o opera.
Posso tirar por mim. Por causa de livros que publico, sou freqüentemente convidado a visitar cidades que adoro e onde tenho amigos. Nos últimos tempos, já estava aprendendo a me adaptar às longas esperas nos aeroportos, ao crescente desconforto das poltronas, a indecentes aparelhinhos de TV transmitindo comerciais no vôo e à mesquinha dieta de barras de cereal - tudo pela literatura.
Mas, a partir de agora, pensarei duas vezes se quero arriscar o pescoço num aparelho que pode muito bem não pousar - e só porque o aeroporto, vide Congonhas, começou sua suntuosa reforma pela bonbonnière, deixando por último a pista.
Acontece que, se viajo ou deixo de viajar para dar uma palestra ou assinar livros, isso só altera meu cotidiano e o de algumas pessoas. Mas há uma quantidade fenomenal de brasileiros que precisa voar para lá e para cá o ano inteiro, para prestar serviços, fechar negócios, cumprir contratos -enfim, para fazer a economia funcionar.
Por acaso, são todos, ou quase todos, seres humanos, sujeitos a medo. Suas empresas terão o direito de obrigá-los a esquecê-lo e viajar -ou, a partir de agora, deveriam pagar-lhes um adicional de insalubridade para cada tumba voadora em que forem obrigados a embarcar?
Acontece que quem viaja a negócios, bem ou mal, terá de continuar viajando. Mas os que viajam a prazer, em busca de sol, praia e pernas de fora -direitos inalienáveis do ser humano, mesmo que por alguns dias do ano-, poderão optar por ficar em casa em férias ou feriados. Com isso, perdem cidades como o Rio e as capitais do Nordeste, que têm mais a oferecer ao viajante do que uma sala fechada no 25º andar, feita só para gerar dinheiro que tem cada vez menos o que comprar".

tatinha13    14:35 — Arquivado em: Sem categoria


24.7.07

VALE ATÉ ENTRADA DE CARRINHO

 Dois assuntos têm dominado o noticiário nas duas últimas semanas: a tragédia com o avião da TAM e o Panamericano. Sobre o acidente, são tantas as novidades diárias, mudanças de rumo e desmentidos que se ficarmos sem ler jornal um dia já estaremos desatualizados.
Com relação ao Pan, nossa torcida é para conseguirmos superar os cubanos no número de medalhas de ouro e ficarmos em segundo lugar na colocação geral.
Se o Pan durar mais algumas semanas é provável que nossa vontade se concretize. Aliás, se a competição persistir, é possível ainda que Cuba fique sem atletas para competir não só no próximo Pan como também nas Olimpíadas de Pequim. Isso porque os atletas estão abandonando o barco – quanta ironia, justo os cubanos, que adoram um bote rumo a Miami.
O primeiro a se despedir da delegação sem deixar recados foi o jogador de handebol Rafael D´Acosta Capote, de 19 anos. Dois dias depois, o técnico de ginástica Lázaro Lamelas Ramírez tomou a mesma decisão. Neste domingo foi a vez dos pugilistas Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara engrossarem a lista de desertores.
A atitude dos atletas mostra a que ponto chegou a situação na ilha de Fidel. Se até os esportistas estão desistindo, imaginem o drama do povo. Além dos charutos e do rum, Cuba é famosa no resto do mundo por dois projetos de sucesso: as boas condições que dedica a seus atletas e o bom atendimento na área de saúde. Pelo comportamento dos esportistas, nem isso nem a “regalia” de poderem viajar com todas as despesas pagas parece estar valendo mais a pena.
Será que chegará o dia em que os brasileiros vão começar a desertar também? Jogar para o alto o Bolsa-Família e todas as outras bolsas e correr atrás do sonho? Ou será que é mais fácil ficar nessa vidinha conformada e deixar tudo para depois? Esperar, sem pressa, o governo decidir resolver o caos aéreo ou começar a protestar em Brasília ou na frente do aeroporto de Congonhas? As vaias para o presidente foram um bom começo, mas ainda tímidas. Precisamos chegar com mais raça nesta nossa competição diária entre nós e nós mesmos.

P.S.: Assistam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Ponto Chique (MG)

tatinha13    16:28 — Arquivado em: Sem categoria


23.7.07

MALAS TAMBÉM EXISTEM FORA DO AEROPORTO

 Enquanto o coração de Lula sangra, a bagunça no espaço aéreo brasileiro continua. Já as investigações sobre a causa da tragédia que matou quase 200 pessoas toma outros rumos. O deputado Marco Maia, que está nos Estados Unidos acompanhando a análise das caixas pretas do avião, veio com uma informação nova, a de que o piloto não tentou arremeter.
Triste notícia para Marco Aurélio Garcia e seu escudeiro Bruno Gaspar. A hipótese de que a pista molhada e a falta de “grooving” foram determinantes para o acidente ganha força.
As medidas anunciadas por Lula para tentar reverter o caos não devem ser implementadas de imediato. Nós sabemos que entre o governo prometer e fazer leva um tempo. Substituir o Ministro da Defesa, diminuir o número de vôos em Congonhas, aumentar a “área de escape” na região e até fechar o local temporariamente são procedimentos cogitados. Acredito que a solução – a longuíssimo prazo – é a construção de um novo aeroporto.
O pacote divulgado pelo governo vem com seus efeitos colaterais. O primeiro, claro, é no nosso bolso. Os ministros já reconheceram que com a redução no número de vôos as companhias aéreas terão gastos que vão ser repassados aos passageiros.
Infelizmente, se for pela nossa segurança temos de pagar o pato. Só falta combinar com os controladores de vôo.

P.S.: Corina (ou quem quer que seja), quanto ódio em seu coraçãozinho…

tatinha13    15:36 — Arquivado em: Sem categoria


22.7.07

DEUS TE AJUDE

 No início deste mês foi publicado um estudo que jogou por terra o pouco que julgávamos saber a respeito do bocejo. Segundo dois pesquisadores americanos, o ato de bocejar serve para arejar o cérebro, ajudando-o a acordar. Foi aí que me peguei pensando no espirro.
Prenúncio de um resfriado ou sintoma de alguma alergia, o espirro é uma das melhores invenções da natureza. Dura somente um segundo, mas é capaz de grandes alegrias. Estar ao ar livre, num dia de sol, e dar uma espirrada do tipo chafariz faz você sentir-se livre por alguns instantes.
Para se alcançar um bom espirro, entretanto, é necessário observar algumas características. Ele não pode ser muito alto e nem muito barulhento e ter a pressão certa – para o jato de saliva não se transformar num esguicho d´água saindo de um hidrante.
Alguns espirros podem revelar a personalidade do dono. Os que espirram em alto e bom som são os do tipo carente. Querem, com o volume, despertar nos outros a vontade de lhe desejarem um “saúde!”. O objetivo aqui é socializar-se.
Há os chamados “coito interrompido”, lançados pelos tímidos. Ao primeiro sinal do turbilhão, brecam a ânsia com o nariz.
Para os que liberam os do tipo chafariz há duas interpretações. Podem ser pessoas extremamente espalhafatosas ou muito precavidas. Neste caso, a meta é espantar os hipocondríacos – que temem pegar um resfriado se forem atingidos pelos perdigotos.
Os do tipo meigo se dividem em dois subgrupos. O primeiro, obviamente, revela a personalidade meiga da pessoa. São os espirros comedidos, quase “coito interrompido”, mas ainda com som. Os do segundo grupo mostram uma personalidade detalhista, já que vêm acompanhados da pronúncia, letra por letra, do “a-t-c-h-i-m”.
Se o bocejo é útil na ventilação do cérebro, um bom espirro nos ajuda a arejar os pulmões. Lanço a teoria de que fumantes podem apresentar um espirro menos potente que os não-adeptos do tabaco.
O espirro nem sempre é um ato involuntário. Ele pode ser provocado. Num dia ensolarado, levantem a cabeça e olhem por alguns instantes para o astro-rei. Concentrem-se. Ele virá. Não há comprovação científica, mas funciona.
Com tantas qualidades e serventias, não fica difícil entender por que um dos contos infantis mais conhecidos de todos os tempos tem entre seus personagens um anão chamado Atchim. Saúde!

tatinha13    14:06 — Arquivado em: Sem categoria
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