23.8.07
ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

Esta é da série “Acreditem, pois é verdade”. Em Uberlândia (MG) já existem mendigos profissionais.
Após lançar uma campanha contra a mendicância, a prefeitura e o Ministério Público da cidade descobriram o que já desconfiávamos: cerca de 90% dos pedintes são profissionais. Êta empreguinho beleza!
O promotor que acompanha o caso disse que alguns chegam a ter casa própria e tirar R$ 3 mil por mês. E o absurdo dos absurdos: um deles fingia ter Mal de Parkinson durante o dia. À noite, ia jogar cacheta (jogo de baralho semelhante ao pife-pafe). Hoje é campeão uberlandense de cacheta.
O negócio é tão bom que eles não precisam nem entrar nos ônibus e obrigarem os passageiros a ouvir frases como “podia estar matando e roubando”. Também não é necessário acordar cedo, ouvir desaforos do chefe, pagar Imposto de Renda ou agüentar o mau humor dos colegas no trabalho.
É só fazer uma carinha de coitado, colocar uma roupa surrada e, se não funcionar, se passar por Michael J. Fox e juntar “a dinheirinha” na jogatina.
Estou tranqüila porque não ajudo no enriquecimento desta categoria profissional. Graças a Deus, não contribuo com esta vergonhosa estatística.
Se em Uberlândia é assim, imaginem em São Paulo. Jamais dou esmolas na rua. Nem para o malabarista do farol, nem para o senhor de muleta que fica sempre no mesmo cruzamento, nem para o vendedor de bala, nem para a mãe com filho catarrento no colo, nem para a senhora que vende sementes, nem para o boliviano dos adesivos, nem para o engolidor de fogo, nem para o limpador de pára-brisa e nem para o guardador de carro. Mando sempre o clássico “desta vez vou ficar te devendo”.
Também sou contra as caixinhas. Se eu não recebo, porque tenho de depositar minhas moedinhas na caixinha de Natal dos garçons? Da manicure? Tenha paciência…
O mais triste é pensar que provavelmente estes mendigos profissionais recebam o Bolsa Família. Além da vida mansa, contam com esta ajuda extra do governo. Por falar em Bolsa Família, vejo que aumentou o número de brasileiros beneficiados pelo programa. Eram pouco mais de 7 milhões em 2005 e hoje já são 11 milhões.
Só espero que estes novos 4 milhões não sejam mendigos.
O post de hoje foi sugestão do leitor Roberto Dib. Valeu!
tatinha13
14:23 — Arquivado em: 

Belíssima matéria. A sugestão veio a calhar. Aqui em Belo Horizonte, a maioria dos “mendigos” são atrevidos. Acham ruim quando você fala que não tem. Qualé Mané!…..
Comentário por Tatida Rezende — 23.8.07 @ 14:48
Mas Tati, com tantas bolsas e tantos vales, para que trabalhar? “Nunca na história desse País” se viu tanto dinheiro jogado fora. Dia desse o nosso querido presidente disse que “antigamente se ganhava eleições com os votos dos probre”. Será que alguma coisa mudou de lá pra cá?
De novo indgnada.
Comentário por Taussa — 23.8.07 @ 14:57
Também sou contra esse negócio de esmolas, caixinhas etc. Deixo o assistencialismo para a máquina do governo Lula, que recebe muitos votos em troca…
Comentário por Ricardo Rezende — 23.8.07 @ 17:54
Adorei a matéria, também sou totalmente contra esmolas e caixinhas de Natal, tenho que ralar o mês inteiro para ganhar o salário e olha que nunca recebi uma caixinha por engano
Comentário por Monica — 23.8.07 @ 17:57
Experimente dar uma moeda de $ 0,05 centavos a um mendingo, ele atira na cara e te xinga.
Se alguem bater na sua porta e pedir algo pra comer e vc der um pouco de arroz pra ele cozinhar, ele não aceita.
Comentário por Juventino — 24.8.07 @ 1:01