25.8.07
BEM LONGE DO GOL

Sou superfã dos Simpsons. Posso dizer que estava até pesarosa por não ter conseguido assistir à versão cinematográfica logo na estréia, semana passada.
Na primeira brecha que tive, lá fui eu toda animada. Daí a ingrata surpresa: os amantes da série vão ficar decepcionados.
A história é tão fraca que joguei no Google três palavras a fim de tentar entender a bola fora: Simpsons + filme + roteiristas. E o enigma foi solucionado.
Uma crítica do jornal “O Globo” fala que o roteiro foi escrito a 22 mãos e foi sendo reescrito durante dois anos. O site “Cine Mais” diz que o texto teve 158 versões até o resultado final. Tá explicado. Roteiro produzido na casa da mãe Joana não podia dar certo mesmo.
De saída, já digo que não é um filme para crianças. Além de algumas alusões homossexuais – Homer meio que se apaixona por um porco –, há piadas e referências que os menores com certeza não vão entender. O melhor exemplo é a paródia de uma cena do documentário “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore.
No mais, o filme tenta seguir a fórmula consagrada na TV de debochar de algumas personalidades. A primeira a ser destruída é a banda “Green Day”, passando por Arnold Schwarzenegger – que aparece como presidente dos Estados Unidos –, Tom Hanks e até Bono Vox. O cantor é zoado indiretamente, através de um garoto irlandês defensor do meio-ambiente que nega ser filho do vocalista do U2.
Além da falha no enredo, há um outro agravante. Como os brasileiros têm dado preferência a filmes dublados (santa preguiça), pouquíssimas cópias de “Os Simpsons” são legendadas. Fui praticamente obrigada a assistir à versão dublada. Tudo bem, não fosse o fato de o dublador de Homer não ser o oficial, Waldyr Sant´Anna, e sim um tal de Carlos Alberto. Por conta disso, o carisma de Homer perde muito de seu charme.
Acredito que fãs são parecidos com crianças. Em algumas ocasiões gostamos de repetições, queremos ver o estereótipo reforçado. Daí decorre mais uma ausência imperdoável: as sedentas sugadas que a caçula da família dá em sua chupeta. No filme as chupadas aparecem apenas uma ou duas vezes.
Portanto, em vez de desembolsarem os R$ 14 ou R$ 16 pela sessão, recomendo esperarem tranquilamente o lançamento do filme em DVD e curtir o sofá de casa.
Se decidirem ir ao cinema neste final de semana, optem por “Sem Reservas”, com o lindo Aaron Eckhart e a ótima garotinha de “Little Miss Sunshine”. Mais uma dica: almocem antes.
tatinha13
17:18 — Arquivado em: 

Pior que desembolsar os $ 14,00 é pensar que os camelôs da vida ja tem o DVD.
E ninguem faz exatamente nada, para combater.
Comentário por Juventino — 25.8.07 @ 21:00
Tem razão Tati. o filme “Sem
Reservas” é realmente maravilhoso, mas pode sair para jantar depois.
Comentário por Taussa — 27.8.07 @ 14:48