15.8.07

Existem algumas tarefas cotidianas que podem se tornar uma grande aventura. Escolher um carrinho de supermercado, por exemplo.
Dependendo do dia os problemas já começam na localização da geringonça. Apesar do grande estacionamento reservado a estes veículos, é comum não encontrarmos nenhum disponível, principalmente aos sábados.
Conformados, partimos literalmente para a caça. E, identificado o alvo, precisamos ser rápidos no momento do bote. Qualquer deslize e o perdemos para uma velhinha.
A fim de evitarmos qualquer corpo-a-corpo, uma boa dica é ir direto à fonte, ou seja, nos que estão acabando de pôr as compras na esteira. É a nossa chance. Com sorte, podemos até achar um com o acessório indispensável: a cadeirinha para crianças, ótima para colocarmos a bolsa.
Existe também aquela situação clássica em que um carrinho fica sozinho, dando a maior sopa. Sem alterar muito o passo para não levantar suspeitas – e chamar a atenção das velhinhas – nos dirigimos à presa com rodinhas e realizamos a captura.
Com um olhar vencedor, tentamos começar a visita pelos corredores do supermercado, mas com menos de cinco metros rodados notamos que o carrinho está manco ou melado de refrigerante. Depois, com um olhar distraído, o abandonamos num canto e ficamos de tocaia, à espera da próxima vítima.
Após duas tentativas frustadas, o jeito é apelar. Tenho de confessar uma coisa: já furtei o carrinho de um desavisado que foi buscar um saquinho plástico para suas bananas.
Para um furto bem-sucedido é necessário, além da cara-de-pau, estudar o caminho que o dono do nosso objeto do desejo vai percorrer. Se ele for só ali, perto das laranjas, pode ser que não dê tempo. Mas se ele tiver de atravessar a área com a banana na mão para achar um saquinho só lá no setor de legumes, é o momento da ação. Se algo sair errado, o jeito é usar o grande monte de melancias como trincheira.
Se conseguirem passar por todas estas etapas, parabéns e boas compras. Ao capturarem um bom veículo, entretanto, controlem a euforia para não enfiarem o carrinho nos pés do comprador à sua frente. Mas isso já é assunto para outro post.
P.S.: a coluna volta na segunda-feira. Hoje à noite embarco para o Rio Grande do Norte para visitar as cidades de Passa e Fica, Lagoa de Velhos, Pureza e Lajes Pintadas. Até!
14.8.07

Há dias em que a gente está com a cabeça na lua e, paradoxalmente, acaba prestando mais atenção em tudo: no tempo que os outros gastam olhando uma vitrine, na lerdeza de um caixa de supermercado, na (im) paciência de uma pessoa esperando para atravessar a rua, na indecisão de um comprador diante da infinidade de opções de produtos de limpeza e até numa pessoa que está fazendo o mesmo que você. Ou seja, nada.
Gosto bastante deste exercício de observação. Sou capaz de ficar horas só “filmando”. As roupas, os jeitos, os cabelos, os gestos, os olhares.
O ser humano é muito instigante e Deus realmente é um gênio. Conseguiu criar um monte de gente sem repetir ninguém – não vamos contar os casos de gêmeos porque até neste caso Ele fez de propósito.
A variedade de bochechas, narizes, orelhas, tons de pele e voz, formatos de rostos e dentes impressiona. Quando Ele faz um ser da mesma cor, varia a altura. Quando faz da mesma altura, alterna desenhos de cabelos ou de narizes. Deus era muito bom em Matemática – mais especificamente em probabilidades.
De todas as características à disposição do criador acho que a que mais modifica a criatura é o nariz. Na minha modesta opinião de “olheira”, mexeu no nariz, mudou tudo. Que o digam Claudia Raia, Xuxa, Carla Perez e, claro, Pitanguy.
Como Deus é genial, os que brincam de Sê-lo acabam se dando mal – até Pitanguy. Mesmo com todos os avanços científicos e tecnológicos, torcem daqui e dali e fazem sempre a mesma napa: duas fossas nasais empinadas que alagam ao menor sinal de chuva.
Infelizmente, quando observo os seres nas ruas, só consigo notar a variedade física. Às vezes até é possível arriscar um tipo de comportamento com base no gestual. Mas Deus foi um aluno muito aplicado e abusou ainda mais das probabilidades quando bolou a personalidade de cada um.
Mesmo quando se esforça para ser igual – fazendo plásticas ou trocando a cor do cabelo – o ser humano não consegue mudar seu jeito de ser. O óbvio e ululante. Entretanto, há muita gente que não parou para pensar nesta probabilidade.
P.S.: Vejam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Bofete (SP)
13.8.07

Mais um capítulo da novela Renan Calheiros e Mônica Veloso. Após fazer doce por alguns meses, a jornalista topou posar para a “Playboy”. Já que não abriu o bico, resolveu abrir a intimidade – estou sendo educada.
Com ajuda de um personal trainer, ela já emagreceu dois quilos. Diz uma nota no jornal que a idéia é que as poses sejam intimistas. O que seria uma pose intimista? No banquinho, com um violão? Ora, se a pessoa já está nua, é bem difícil as imagens não serem intimidantes ou até intimistas.
Além desta questão, várias outras estão me atormentando. As fotos serão publicadas na edição de 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil? Na capa, aparecerá enrolada numa bandeira e com a cara pintada. A chamada deverá ser “Eu fiz a minha parte. E você?”
De quem será o texto que acompanha o ensaio? É bem provável que não seja do Renan. Pelos erros de português que ele comete dá para perceber que ele não sabe escrever nem aquela básica redação “Minhas Férias”. Ou o texto seria da própria fotografada, já que é jornalista?
Há também a opção de ser do repórter da revista “Veja” que deu o furo deflagrando todo o esquema. Ele poderia, inclusive, revelar o que ela disse em off sobre o Renan. Quem sabe ele também não decide posar? Desta vez, para a “G Magazine”.
12.8.07

Cada vez que vejo uma manchete do tipo “Bovespa cai 1,6% e dólar avança para R$ 1,94” percebo que nada sei. Mas acho que não estou sozinha. A bolsa de valores é um dos grandes mistérios da humanidade. Entendo o óbvio: que é um investimento de alto risco e que quando ela sobe, o investidor ganha dinheiro. Quando abaixa, ele se joga pela janela.
Apesar do nome feminino, bolsa é um assunto para meninos. Infelizmente tenho de reconhecer que em se tratando de bolsa só posso opinar sobre o objeto.
A manchete acima esteve nos jornais da semana, mas toco no tema por causa da data de hoje, Dia dos Pais.
Quando era pequena vivi meus dias de Crack de 29. A lembrança que tenho é a de meu pai se lamentando por causa da queda da bolsa lá pelos idos de 1980. Ele dizia que havia perdido muito dinheiro. Até hoje não sei o quanto, mas pela cara dele acho que foi bastante. E eu, de olho na janela.
Talvez por este motivo o assunto ainda seja um buraco negro para mim. O fato é que prestava bastante atenção ao “Jornal Hoje”, que costumava dar cotações de algumas ações num quadro que se assemelhava ao que hoje é a previsão do tempo.
Meu lado pequena investidora vinha à tona quando eu ouvia frases do tipo “Mendes Junior PP em queda”. Pensava se meu pai havia comprado essa “Mendes Junior PP”. Depois o apresentador falava em uma “Mendes Junior OP”. Daí eu entregava pra Deus – e pensava em providenciar um cadeado para a janela.
Durante alguns anos fiquei nessa de sobe, desce, PP e OP. Não sei se foi a bolsa que ficou tão em baixa que saiu de nossas vidas ou se comecei a estudar mais e me esqueci do assunto.
Atualmente sou uma investidora bem conservadora, não tenho intenção de comprar ações, não compreendo como na época de FHC o dólar custava R$ 1 e continuo achando o mercado financeiro assunto para loucos. Só tenho uma certeza: nossa bolsa continua sendo roubada. Quando não pelo Lula, pelos trombadinhas. Aplicando ou não na bolsa, nós estamos levando na poupança.
Parabéns a todos os pais. Os ousados e os conservadores.
11.8.07

No início desta semana foi preso em São Paulo um dos traficantes mais procurados do mundo, o colombiano Juan Carlos Abadia. Mais um brilhante trabalho da Polícia Federal, que passou dois anos investigando.
O que espanta neste episódio são os números. Abadia é acusado de ter matado mais de 300 pessoas na Colômbia, trouxe US$ 16 milhões para viver no Brasil e valia US$ 5 milhões. A recompensa pela sua prisão, entretanto, não deve ficar com a polícia brasileira – convenhamos que ela só desempenhou sua tarefa.
Ao contrário do que ocorreu no Rio de Janeiro – onde moradores exumaram e consumiram quilos e mais quilos de carne que estavam num campo do Exército – nesta operação foram desenterrados milhões de dólares.
Graças a um mapa encontrado na casa do traficante a polícia descobriu dólares e euros equivalentes a mais de R$ 3 milhões. E mais: em janeiro, a polícia colombiana já havia achado US$ 81 milhões enterrados em um imóvel de Abadia na Colômbia.
Consta ainda que o colombiano quase não saía de casa e fez três plásticas para não ser reconhecido. Apesar de tanta grana, está na cara (mesmo) que Abadia não sabia escolher seus cirurgiões. Está aparentando sua conterrânea Shakira. Eu, com essas estalecas, contrataria no mínimo Ivo Pitanguy.
O traficante deve ter caído na mão de algum médico do SUS ou com algum doutor com Mal de Parkinson, já que seu rosto está todo retorcido. Seria páreo para Dercy Gonçalves não fosse o fato de Dercy já ter feito muito mais de três intervenções cirúrgicas.
Para quê tanto dinheiro se, além de ter ficado deformado, não podia sair de casa para torrar parte de seus US$ 16 milhões?
Quem sabe curtir a vida é o mensaleiro Marcos Valério. Esta semana foi visto caminhando tranquilamente pelo bairro dos endinheirados em Belo Horizonte, a Savassi. Ao contrário de Abadia, não gastou sua mesada com grandes plásticas. Fez apenas um implante de cabelos e pronto. Está por aí à solta comendo pãozinho de queijo. Se engordar, não tem problema. Faz uma lipo.
10.8.07

A voz das ruas, além de rouca, é sábia. No fim-de-semana passado, durante um protesto contra Lula no Ibirapuera, os manifestantes se referiram a ele como “ca-cha-cei-ro”.
O presidente deu lá os seus motivos para que isso ocorresse. Além da polêmica reportagem do correspondente do “The New York Times”, que revelou a todos o que alguns já sabiam sobre a relação de Lula com a bebida, no post “Por que o governo dele vira breu?” eu cheguei a selecionar algumas passagens preciosas de uma entrevista que ele concedeu ao site “ABC de Luta”. Nela, se refere à bebida em vários momentos.
Ontem, durante visita à Jamaica, o presidente voltou novamente ao seu assunto predileto. Declarou que o dia em que o mundo experimentar a boa cachaça brasileira, o uísque vai perder mercado.
Considero de extrema importância o representante de uma nação promover seus produtos, louvar as belezas naturais de sua terra, mostrar o que há de bom em seu país e até fazer piadas. O problema é que, além de cometer gafes incríveis durante seus improvisos, não pega bem um presidente incitar o uso de bebida alcoólica quando o seu próprio Ministro da Saúde está numa campanha de Sísifo para conscientizar a população sobre o consumo.
O ministério quer modificar a classificação de bebida alcoólica no país. Vai passar a considerar como alcoólicas bebidas com teor acima de 0,5 grau de álcool. Acho que a cachaça – tão louvada por Lula – está bem além disso.
Lula está bem longe de ser Total Flex, já deu provas de que é movido a álcool. Deveria, entretanto, abastecer-se menos durante as viagens. Há tempos que o slogan do Ministério da Saúde é “Se beber, não dirija”. Lula, por favor, se beber, não fale.
8.8.07

A grande discussão nos últimos dias foi sobre os dois atletas cubanos que teriam sido entregues ao regime de Fidel. Quem acompanha este blog deve se lembrar de eu ter comentado o assunto na época em “Vale até entrada de carrinho”.
Aproveitando a viagem ao Brasil por ocasião do Panamericano, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara resolveram jogar tudo para o alto e sumir. Estranhamente, algumas semanas depois, mudaram de idéia. Foram localizados pela Polícia Federal em Araruama (RJ), manifestaram a vontade de voltar ao seu país e foram colocados de volta no ninho. Esta é a versão oficial.
Para os que não acreditam em Coelhinho e nem no Lula sabemos que existem mais coelhos na cartola. Mesmo porque o Brasil tem tradição nesta área. Quem assistiu “Olga” ou leu o livro de Fernando Morais sabe que o ex-presidente Getúlio Vargas entregou Olga Benário aos nazistas.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, chegou a dizer que os boxeadores praticamente imploraram para voltar a Cuba. Menos Tarso. Bem menos.
Fidel tem razão num ponto. Declarou que o atleta que abandona sua delegação é como o soldado que abandona os companheiros no meio do combate. Disse ainda que os atletas não seriam punidos.
Com ou sem promessas de Fidel, a desculpa esfarrapada ficou por conta de Rigondeaux. Disse que saiu com seu companheiro da vila para as compras e se “enrolaram”: “começamos a beber, comer e passamos do peso”. Passaram do peso? Podiam ter encontrado um álibi menos risível. Sei lá, cansamos de treinar ou ainda fomos assaltados no Rio, roubaram nossos documentos e não sabíamos como voltar à vila.
Esses dois pugilistas já levaram tanta pancada que estão com sérios problemas mentais. Bem que merecem retornar à ditadura cubana. De qualquer forma, nada justifica o Brasil fazer papel de traíra e entregar os pobres coitados. Sabemos da admiração de José Dirceu por Fidel – por quem chegou a derramar fartas lágrimas – mas bancar o dedo-duro já é demais. O que ganhamos com isso? Nem o segundo lugar no Pan…
P.S.: amanhã não tem coluna. Estarei em Bofete (SP). Até!
7.8.07

Só mesmo no Brasil. Vejo hoje uma notícia que me revirou o estômago. É que moradores próximos ao Campo de Instrução de Gericinó, no Rio, estão comendo um carregamento de carne que havia sido enterrado pelo Exército por estar em condições impróprias para o consumo.
Além de terem desenterrado a carne, alguns moradores estão fazendo algo ainda pior: programando um churrasco para o Dia dos Pais – esse é o famoso presente de grego.
Na quinta-feira um caminhão do Exército despejou as caixas em um buraco no campo de Gericinó a pedido da Receita Federal.
Além da carne, algo nesta história cheira mal… Existem divergências a respeito da origem e do destino da mercadoria. De acordo com a Receita, a carne veio da Argélia e foi abandonada pelo importador. Já o Ministério da Agricultura diz que a Argélia seria o destino, e não a origem.
São tantas peças que o peso das caixas equivale ao de 85 veículos Palio.
Carne em campo do Exército, moradores desenterrando (e alguns até vendendo) seu “tesouro” para o Dia dos Pais, origem e destino incertos, enfim, uma sucessão de acontecimentos inusitados. Só vejo uma explicação. Como agosto é o mês do cachorro louco, nada nos próximos dias vai fazer sentido.
Coincidentemente neste domingo o “Fantástico” apresentou uma matéria sobre o desperdício de comida no Brasil. Enquanto 14 milhões de pessoas passam fome, 40% da produção vai para o lixo. Donos de estabelecimentos que doarem alimentos que possam causar algum mal aos receptores podem pegar cinco anos de cadeia. Aqui é tudo 8 ou 80: máximo terror ou máximo fingimento. Dá para entender?
P.S.: Assistam hoje, no "Programa do Jô", a reportagem de Moita Bonita (SE)
6.8.07

A mais nova declaração de Lula é a de que ele vai fazer do país um verdadeiro canteiro de obras. Em breve vai anunciar obras de infra-estrutura em estradas, ferrovias, gasodutos, portos, aeroportos e começar a liberar o dinheiro. Os olhos dos empreiteiros devem estar brilhando.
O problema é que do jeito que as coisas andam, ele não vai fazer exatamente uma obra. No máximo, um puxadinho aqui e ali. E mais: a idéia pode até ser essa, mas isso não quer dizer que serão concluídas. Quantas vezes passamos por rodovias que estão com pontes paradas há anos?
Lula pretende construir um novo aeroporto? Serra e Kassab já afirmaram que será dinheiro mal gasto. Antes seria necessário aproveitar melhor as estruturas de Cumbica e Viracopos.
As obras podem ser apenas desculpa para sua equipe – já que ele ainda não admite a hipótese de ser reeleito – continuar no poder por mais vários anos. Conhecemos a velha tática da intimidação em campanhas: se o fulano se eleger, não vai dar continuidade às obras de transposição do rio São Francisco…
Lula agradou aos pobres e agora mira a classe média e a elite. Vai abrir estradas para que possam seguir tranquilamente para a casa de praia ou campo, construir novos aeroportos para viagens de férias à Disney. Tarde demais…
Não precisamos interditar rodovias para virarem um canteiro de obras. Quem merece ser interditado é o presidente.
5.8.07

Parafraseando o Afif, juntos chegaremos lá! Digo isso porque aos pouquinhos a população está começando a se mexer. Ontem em São Paulo tivemos um protesto contra o presidente que reuniu cerca de duas mil pessoas no Ibirapuera.
Combinada pela Internet, a manifestação também aconteceu em outras cidades do país, como Brasília, Porto Alegre, Rio e Belo Horizonte. Apesar de não mobilizarem muita gente (por volta de mil), já podemos comemorar. Não só pelo ato em si, mas pelos dizeres do protesto.
Além do tradicional "Fora Lula!" os militantes gritaram frases que soaram como música aos meus ouvidos, como "Ca-cha-cei-ro", "Va-ga-bun-do" e "Lula, ladrão, seu lugar é na prisão". Parafraseando a Marta, uma "belezura".
Ontem Lula deve ter dado um "mute" no ouvido das vaias. Só ativou o dos aplausos. Sim… inacreditavelmente há quem encontre espaço para bajulá-lo. Tanta, que a popularidade dele segue incansável - a despeito de outro movimento, o "Cansei" que prepara algo para o dia 17 de agosto.
Segundo pesquisa Datafolha, a avaliação positiva de nosso ca-cha-cei-ro está em 48% de ótimo e bom.
Aos que se perguntam onde estão estes fervorosos eleitores, a resposta: nos interiores do Brasil, onde Lula é rei por causa do Bolsa-Família e outros programas assistencialistas. Sem contar que o ca-cha-cei-ro é considerado como "um dos nossos" por seu passado de metalúrgico sofredor.
Além de ser visto como "gente como a gente", Lula ainda conta com o mérito de vender (ou saber vender) a imagem de inocente. Apesar de toda a tragédia com o avião da TAM, disse que não saber que a situação na aviação brasileira era tão crítica. Será que ele ainda acredita em Papai Noel?
E é assim, entre mono e estéreo, que o ca-cha-cei-ro vai comandando o país. A nossa alegria é que estão começando a surgir interferências no dial.