30.9.07

EFEITOS COLATERAIS DE UMA AZEITONA

 Alguns acontecimentos realmente me deixam com a sobrancelha em formato de ponto de interrogação.
Kiefer Sutherland, astro da série “24 Horas”, foi parado pela polícia de Los Angeles esta semana porque fez uma conversão proibida. Depois acabaram descobrindo que ele estava sob efeito de álcool. Ironicamente, Kiefer é garoto-propaganda da Citröen e recentemente veio ao Brasil para gravar o comercial da empresa.
Enquanto isso, Nelson Piquet aparecia havia poucos meses nas aulas da escolinha de condutores do Detran.
Na época da confusão do término do casamento com Ronaldinho, Daniela Cicarelli perdeu uma série de contratos publicitários. Não apenas pelo fim da união, mas também por conta do barraco armado na festa, em que ela expulsou a “non grata” Carolina Bittencourt. Vilã que é vilã no mundo real fica sem vez com as grandes marcas.
Enquanto isso, Wagner Moura, o malvado do momento na ficção, é a nova cara da TIM.
Michael Jackson foi acusado de pedófilo diversas vezes por levar garotinhos como Macaulay Culkin para sua “Neverland”. Chegou a ser detido, mas ficou o dito pelo não dito.
Enquanto isso, uma senhorinha argentina de 82 anos se casa com um canastrão de 24. A dupla, que se casou “por amor”, vai passar a lua-de-mel no Rio de Janeiro. Estamos diante de um caso de amor ou pedofilia?
Acho que o efeito estufa não está nos fazendo nada bem. Ou terá sido alguma coisa que eu comi?

tatinha13    13:39 — Arquivado em: Sem categoria


29.9.07

QUEM PROCURA ACHA

 A informação é algo tão fascinante que é fácil compreender porquê quanto mais a temos, mais percebemos que somos umas antas. Procuramos uma coisa, achamos outra, que leva à outra e outra…
Pois bem. Um outdoor de uma atriz francesa anoréxica e nua de apenas 31 kg causou polêmica esta semana em Milão. Os que não aprovaram a campanha – patrocinada por uma marca de roupas italiana – disseram achar a imagem muito impactante. Sem dúvida.
Mas se o objetivo era chamar a atenção para o problema que acomete muitas jovens foi perfeitamente atingido – o anúncio apareceu durante a Semana de Moda de Milão.
Em se tratando de uma idéia do fotógrafo italiano Oliviero Toscani – famoso pelas campanhas da Benetton – a controvérsia não chega a ser novidade. Em 1992 ele fotografou um homem aidético nas últimas.
Mais uma vez: se a meta é divulgar o trabalho dele… tá valendo. O tal do marketing pessoal é assunto sério. E os que conseguem fazê-lo de forma inteligente merecem crédito.
Dando uma fuçada no site de Oliviero Toscani sem querer decifrei um enigma. Em São Paulo há um fotógrafo chamado Chico Audi, considerado “o fotógrafo das estrelas” e que persegue a fama a qualquer custo. Tudo que é capa de CD de sertanejo – e filhos – é feita no estúdio dele, que também clica “novos talentos” e os que estão “em busca de um lugar ao sol”.
Há algum tempo achei estranho quando soube que Audi tem como hobby fotografar cavalos. Que coisa diferente e, por que não dizer, bizarra? Pois não é que no site do italiano Toscani, no meio de diversas campanhas, está lá um ensaio com cavalos? Além de plágio, a atitude é péssima para o marketing pessoal de Audi. O que ele precisa é de umas boas aulas com Madonna ou mesmo Toscani, seu ídolo.
Daí comecei a procurar mais sobre anorexia, alimentação e me deparei com um recorde maluco na Espanha. Em Pulpi foi preparada a maior salada do mundo, feita com mais de 6.500 kg de vegetais. O feito entrou para o Guinness.
Imaginem a quantidade de larvas desta salada. Se atriz anoréxica come, morre. Se o cavalo de Audi usá-la como pasto, também.
Indiretamente sobre o mesmo tema, localizei um vídeo nonsense, o “Tomato Bomb”. Ele mostra o protesto de um grupo de ativistas israelenses ao norte de Gaza contra o conflito entre palestinos e israelenses. Eles estão lançando ovos, tomates e outros vegetais na esperança de agilizar conversações entre os dois lados inimigos.
Se os espanhóis souberem desta notícia vão esconder a salada. Já se Toscani sabe de Audi pode querer usar a “Tomato Bomb” contra nosso estrelado fotógrafo e ainda publicar as imagens em seu site.

tatinha13    14:46 — Arquivado em: Sem categoria


28.9.07

TROFÉU ABACAXI

 Não faço idéia de quem matou a Thaís, só sei que a Daniela Cicarelli já pode parar de dizer que nasceu com aquela boca. Ontem, durante o Video Music Brasil – o VMB da MTV – deu para notar que ela exagerou na dose de botox. Estava deformada.
Penélope Nova, entrevistando personalidades na “área VIP”, também exibia um novo visual. Conseguiu ficar ainda pior. Acho que mexeu no nariz – provavelmente na mesma clínica em que Cicarelli aplicou botox.
Além da boca da ex-Ronaldinha e do nariz da Piggy brasileira, achei o VMB patético. Assisti a grande parte do evento que premia os melhores da música brasileira e acredito que há algo de muito errado por aí. Não sei se a MTV já era ruim – e eu não percebia – ou se mudou para agradar à audiência e deu nisso.
No ano passado os músicos indicados eram os mesmos, os apresentadores também, os premiados idem e as piadas já estavam sem-graça. Este ano a coisa só fez descer ladeira abaixo.
A tal “banda dos sonhos” foi exatamente a mesma de 2006. Pitty nos vocais; Japinha, do CPM 22, na bateria; Fabrício, do Hateen, na guitarra; e Champignon, do Revolucionnários, no baixo. Estamos mal. Até João Gordo chegou a dizer que aquilo não era banda dos sonhos, e sim dos pesadelos. Houve uma apresentação de hip hop com uma japonesa que fez a platéia ficar paralisada. Não de êxtase, mas porque não deve ter acreditado que estava vendo e ouvindo algo tão ruim.
E o “Artista do ano”? A banda NXZero. Também concorriam na categoria Cachorro Grande, Capital Inicial, Charlie Brown Jr., CPM 22, Marcelo D2 (que nem lançou disco novo este ano), Jota Quest, Lobão e Skank. As opções deixam a desejar, mas estamos realmente muito mal.
O trio de apresentadores do “Pânico na TV” premiando a intérprete da edificante “Vai Tomar no C…” também foi constrangedor.
O único ponto alto da noite foi a jocosa e empolgada aparição do senador Eduardo Suplicy ao lado de Supla. Suplicy cantou “Sandy e Junior” e até arriscou algumas coreografias. Ele é impagável – fácil saber a quem Supla puxou.
A conclusão, óbvia, é a de que nosso ouvido virou penico…

P.S.: neste final de semana não vejam “Licença para Casar”.

tatinha13    16:01 — Arquivado em: Sem categoria


27.9.07

ANÕES DE JARDIM BEBEM?

 Há 26 anos a cidade de Holambra (SP) realiza sua tradicional Expoflora, um evento que imagino ser como as Olimpíadas para quem curte avencas, samambaias ou um comigo-ninguém-pode.
Meu conhecimento sobre plantas é quase nulo. Também converso pouco com elas. Plantar? Só bananeira e olhe lá. Minha duas maiores preocupações são 1) descobrir uma boa fórmula contra pulgões – como escrevi em "Nasce, cresce, reproduz e morre" – e 2) tentar não semear a discórdia.
A ignorância floral, entretanto, não me impediu de ser seduzida pela foto aí em cima. O nome é Happy Flower, ou Flor Feliz, como queiram. É invenção de um Professor Pardal da Holanda, Peter van der Werken.
O segredo ele não revela, mas explica muito por cima que envolve “dar de beber” à planta um pouco de água misturada a substâncias naturais que lhe dão a cor desejada.
Permitam-me subir uma plaquinha de “eu já sabia” para van der Werken. É a mesma explicação das aulas de ecologia no primário: a de que árvore absorve a seiva – que contém água e sais minerais – do solo através da raiz.
De qualquer forma, podemos deduzir que o pulo do gato está na dosagem da tinta – para que a planta não morra envenenada – e no tempo que ela passa de molho. A dúzia das Happy Flowers custa US$ 100. Haja técnica.
Seria interessante se tecnologia semelhante fosse desenvolvida para nós humanos. Há pessoas que adoram ficarem embebidas – vide o nosso presidente –, mas estou pensando em algo mais pragmático.
Mulheres que pintam o cabelo, por exemplo. Em vez de gastarem horas no salão, bastaria chegarem em casa, colocarem os pés numa bacia com uma mistura de água quente com uma porção de tinta e pronto: cabelo na cor desejada em poucos minutos. Uma experiência prática e relaxante.
Vou tentar vender essa idéia para o holandês maluco e, de quebra, pedir uma Happy Flower de presente.
Ficaram curiosos com outras opções de Happy Flowers? Vejam mais aqui 

tatinha13    17:07 — Arquivado em: Sem categoria


26.9.07

BAD HAIR DAY

 Atire a primeira pedra quem nunca pagou um mico na vida. Não posso dizer que sou a rainha das gafes ou que sou a mais estabanada das criaturas, mas já me meti em algumas situações memoráveis.
Meu maxi mico foi o dia em que fiquei com um pedaço de cocô de cachorro grudado no cabelo. É verdade. Quando os orgânicos ainda nem eram moda, eu já fazia uso de legítimas substâncias orgânicas em meu cabelo juvenil.
Tinha uns 12, 13 anos e voltava de ônibus da escola diariamente com meu irmão e um vizinho. Descíamos uma longa ladeira até a avenida em que esperávamos nossa condução. Não tínhamos muitas opções de itinerário. Se não me engano, duas apenas. O fato é queríamos chegar em casa logo porque a fome já gritava por volta de uma da tarde.
Sempre que estávamos aguardando para atravessar a avenida o ônibus passava e tínhamos de ficar, no mínimo, mais meia hora de plantão. E com fome. Portanto, era comum sairmos correndo ao avistarmos nossa condução pronta para partir. Pois foi numa dessas que entrei pelo cano.
O Jardim Herplin estava para deixar o ponto quando começamos nossos 100 metros livres – no meu caso, com barreiras, como saberia mais tarde. Ofegantes, mas felizes, entramos no veículo que nos levaria ao sonhado almoço em casa. Dentro de poucos segundos um cheiro terrível invadiu o ônibus e todos começaram a nos olhar de cara feia, conferirem seus pisantes e abrirem os vidros. Sabiam que o problema estava no trio de maratonistas, mas não era possível identificar qual atleta trazia o mau agouro.
Só quando cheguei em casa é que percebi que havia sido premiada. Inicialmente pensei que o tal agouro estivesse apenas no tênis, mas durante o almoço, ao passar a mão nos cabelos, notei que involuntariamente usava uma máscara orgânica – e não era de abacate. Daí foram algumas horas tentando retirar a pelota dos meus fios. Passei de tudo, até removedor.
A verdade é que durante a desembestada corrida até o ônibus havia pisado num imenso cocô de cachorro. Como estava em alta velocidade, um pedaço da matéria orgânica voou na minha peruca sem que percebesse. Inesquecível.
O mico mais recente foi ficar presa num banheiro de shopping. Ao entrar num sanitário que não é o nosso, geralmente fazemos uma espécie de check-list. Escolhemos a cabininha que está com a melhor situação de uso, damos uma conferida no rolo de papel higiênico e na descarga. Prestar atenção no trinco da porta é raro – a não ser que esteja inexistente.
Cumprido o ritual, entrei sem grandes problemas. Na saída, a surpresa: estava trancada. Não fiquei desesperada porque vi que era possível sair pelo vão por baixo da porta, mas que é uma situação chata, isso é.
Cheguei a chamar umas meninas na tentativa de ser salva, mas elas me informaram que não seria possível abrir por fora. Tive de me conformar com a idéia de ter de praticamente me arrastar pelo chão do banheiro – que geralmente está molhado. Sabe-se lá do quê. Mas sopa no mel para quem já esteve com uma peruca malcheirosa.

tatinha13    16:44 — Arquivado em: Sem categoria


25.9.07

MAIS PARA FLINSTONES QUE JETSONS

 O Natal e o Reveillon estão aí e já é hora de começarmos a fazer as listas de fiascos do ano. Dentre eles, elejo, além da absolvição de Renan Calheiros, o Dia Mundial Sem Carro, que ocorreu no último sábado.
Em vez de os paulistanos deixarem o carro na garagem e usarem o metrô – ônibus não é boa pedida mesmo –, o que se viu foi o mesmo congestionamento pelas ruas e avenidas da cidade. Afinal, sábado é o dia para se resolver tudo aquilo que não conseguimos durante a semana. Às vezes o trânsito em algumas regiões é ainda pior aos sábados, como nas imediações da Paulista.
Diariamente passo em frente a uma agência de publicidade que sempre traz uma frase interessante. Dia desses estava lá: “Nunca desista de um sonho. Se for o caso, procure outra padaria”. Esta semana os dizeres são: “O Dia Mundial Sem Carro passou, mas eu continuo a pé”.
Seria bom se todos pensassem assim – ou pelos menos se esforçassem e fizessem uma caminhada de vez em quando. Mas o sedentarismo é tamanho que se for para andar um quarteirão para buscar um sonho na padaria e for dia de rodízio, é bem capaz que há os que prefiram esquentar um pão velho no forno.
A situação está crítica. Dentro de uns dez anos, no máximo, se algo não for feito, vamos ficar não a pé, mas na mão. Não há mais clima para governo e prefeitura continuarem a tapar o sol com a peneira.
Cada vez que somos mantidos reféns por motoristas de ônibus ou de metrô dá vontade de sacarmos nosso nariz de palhaço ou comprar um óleo de peroba para passarmos na cara de nossas senhorias. Isso porque as autoridades começam a sugerir medidas inócuas como a instalação de pedágio urbano ou estender o rodízio para duas vezes na semana. Precisamos de boas alternativas de transporte público. Até um chimpanzé sabe disso.

P.S.: Assistam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Pau Grande (RJ).

tatinha13    14:33 — Arquivado em: Sem categoria


24.9.07

ASA NOS PÉS OU FOGO NO RABO?

 Não restam dúvidas de que nossa maior tradição é o futebol. Quando queremos cativar algum estrangeiro, chamar a atenção ou desviar o foco de problemas como corrupção no Senado, o assunto preferido é Ronaldo, Ronaldinho, Robinho, Roberto Carlos e vários outros “erres”.
Por este motivo, quando alguém se destaca em outra modalidade esportiva, palmas são mais do que merecidas – ainda mais se for mulher e pobre. Fabíola da Silva conseguiu o feito de se tornar conhecida através do patins.
Aos 16 anos saiu da Vila Maria, bairro da zona norte de São Paulo, para a Califórnia. Foi descoberta por dois americanos campeões mundiais de patins na época (1996) quando participava de uma apresentação em uma pista na Barra Funda.
Convidada para competir no “X-Games”, venceu e desde então não parou mais. Atualmente mora na cidade de Costa Mesa, é a número um no ranking e acumula oito medalhas de ouro no “X-Games”. Na Europa foi lançado um jogo – “Rolling” – em que ela é uma das personagens. Já nos Estados Unidos ganhou uma boneca com seu nome.
Apesar de não ter passado terríveis apuros, Fabíola não vem de uma família de grandes posses. Conta que o primeiro par de patins americano foi pago pela mãe com muito sacrifício em várias prestações. Disse ainda que gastou todo o seu primeiro salário numa ligação para o Brasil. A conta – de quase U$ 900 – teve de ser paga em duas parcelas.
Aos 13 anos, ou ajudava o pai no bar-restaurante ou trabalhava na lojinha de artesanato de uma amiga que ficava nos fundos do quintal da casa dela. Hoje, aos 28, tem casa própria, carro, conseguiu dar um certo conforto para a família e diz que faz o que gosta. Enfim, uma vencedora.

A história completa de Fabíola da Silva vocês conferem na edição de janeiro da revista “Nova”.

tatinha13    16:32 — Arquivado em: Sem categoria


20.9.07

E O KIKO?

 Já está marcada a data que entra em vigor mais um horário de verão: dia 14 de outubro. Pertenço à turma dos que gostam de acordar um pouco mais no escuro e ter a possibilidade de sair do trabalho – com sorte – ainda de dia. Dá a impressão que temos muitas possibilidades pela frente. Ok, ok, até admito que é uma coisa meio “me engana que eu gosto”, mas tudo bem.
Além disso, contribuo sem grandes esforços para a economia de energia. Se não há meios de conscientizar a população sobre o desperdício de água, o jeito é impor uma situação à qual todos têm de se adaptar.
Se o nosso horário no verão já é motivo de discussões, imaginem se inventam que vamos ter de adiantar ou atrasar o relógio do nada, sem explicações.
Pois é o que está ocorrendo na Venezuela. Colocando em prática mais um de seus atos autoritários, Chávez comunicou que o fuso horário do país será mudado. Em breve, a população terá de atrasar os relógios em meia hora. Argumentou que a mudança vai permitir que as crianças acordem de dia para ir à escola, e não de madrugada. E o pior: falou que o mundo não é obrigado a seguir um esquema de divisão dos fusos horários definido pelo imperialismo norte-americano.
Para a alegria de Chávez, a Venezuela finalmente será um país único. Não por suas potencialidades, mas porque será um país com horário único no mundo.
Concordo que a mudança não será tão brusca – meia hora não causará grandes transtornos aos venezuelanos. O problema está em decidir algo baseado em nada e com argumentos pífios.
Meu conselho para Chávez é que ele volte ao seu barril para se esconder da reação da Bruxa do 71.

P.S.: a coluna volta na segunda-feira. Nos próximos dias estarei em Pau Grande (RJ).

tatinha13    15:00 — Arquivado em: Sem categoria


19.9.07

ZUZO BEM

 Ela é conhecida como Monja Coen, tem coluna em jornal, dá palestras cujos temas podem ser “Vamos fazer de nossa empresa a melhor de todas” e é facilmente encontrada em programas de TV falando sobre budismo, meditação e temas afins.
Esta exposição excessiva e o fato de vê-la sempre vendendo a idéia da auto-ajuda me fizeram encará-la com certas restrições. Pois esta semana me surpreendi com a mulher maluca por trás do manto.
Claudia Dias Batista de Souza virou monja Coen após seus estudos no Japão, onde morou por 12 anos – sendo oito dentro de um mosteiro feminino. Até chegar neste “caminho de luz”, entretanto, ela viveu poucas e boas.
Para começar, se casou aos 14 anos de idade com o italiano Antônio Carlos Scavone que, segundo ela, trouxe a Fórmula Um para o Brasil. Teve uma filha e acabou se separando logo depois.
De repente, decidiu ir para Londres estudar inglês e tomar LSD. Disse assim, na lata. Contou que um amigo dizia que tomava ácido porque tinha de parar a guerra no Vietnã. Coincidentemente a guerra acabou e ela, após mais de um ano em Londres, viajou com um namorado para Estocolmo. Na chegada, pega com um carregamento de LSD na bagagem, diz aos policiais: “isso vai ser bom porque vai ajudar a salvar a Suécia do suicídio e do alcoolismo”.
De volta ao Brasil, começa a andar com os primos, os mutantes Arnaldo Batista e Sérgio Dias. Durante um show de Alice Cooper se apaixona pelo iluminador e resolve se mudar com ele para os Estados Unidos. Na Califórnia, casam-se na praia de Coco Beach – união que duraria cerca de sete anos.
Em Los Angeles, sempre que saía para passear com o cachorro, um vizinho a presenteava com livros. Um deles, sobre ondas mentais alfa, muda definitivamente sua vida. Começa a freqüentar uma comunidade de meditação, larga o emprego de funcionária do Banco do Brasil em Nova York, vende carro, doa roupas, raspa o cabelo, se converte ao budismo e vai para o Japão – onde fica por 12 anos.
Isto é o que chamo de vocação. Não posso avaliar o trabalho dela como monja, mas acho que é das boas. Desconsiderando os anos que passou estudando, o que me leva a acreditar nisso é o fato de ela ter feito uma opção. Ao que parece, acertada, já que seu “caminho de luz” dura mais de 30 anos.
Quem a vê assim hoje, toda Kojac e zen, não é capaz de imaginar que ela tem essas histórias cabeludas pra contar.

tatinha13    15:49 — Arquivado em: Sem categoria


18.9.07

PERDIDA E COMENDO PIPOCA

 O gosto por esculturas em melancias, pepinos, morangas ou em cubos de gelo gigantes não é privilégio somente dos brasileiros que freqüentam festas bregas. Além de cavarem suas abóboras nas festas de Halloween, descobri que os americanos também são chegados a uma obra de arte exótica.
A partir da notícia de que um fazendeiro americano fez um labirinto gigante em seu milharal com o rosto do ex-presidente Gerald Ford descobri um hobby de proporções inimagináveis – literalmente.
A idéia do fazendeiro de Richland (Michigan) está longe de ser uma atitude isolada. Há inclusive empresas especializadas. A “Corn Field Maze”, que se autodenomina a maior na construção de labirintos, tem um site no qual podemos escolher dentre nove opções de desenho – trenzinho, porquinho, capacetes de futebol americano e até um em que o espantalho diz algo do tipo: “se eu tivesse um cérebro…”.
Se nenhuma das opções agradá-los, eles avisam que é possível criar algo que eles analisam a viabilidade de sua extravagância.
Numa outra seção temos uma dimensão mais clara da maluquice. A febre dos labirintos surgiu em 1996 no oeste dos Estados Unidos e hoje já são mais de 1.200 espalhados por cinco países.
Nesta mesma área são disponibilizados mapas destes países pontuados com estrelas. Elas simbolizam as localidades que contam com os labirintos – nem é preciso dizer que o mapa americano tem estrelinha para tudo que é lado.
Cada uma delas mostra o desenho e dá uma série de informações, como as condições do labirinto, se é aberto para comemoração de festas de aniversário, horário de funcionamento e outras atrações – como fazendinha ou passeio de trator.
Na seção em que o interessado preenche o cadastro, uma das perguntas é se existem labirintos de milho numa distância de até 20 milhas em que se pretende montar um. Se sim, quantos?
Dá para perceber que não é coisa para amadores.
Tenho apenas uma planta em casa, mas já estou pensando em fazer um canteirinho de manjericão ou coentro na sacada só para pedir uma joaninha ao pessoal da “Corn Field Maze”.

Vale a pena dar uma conferida no site

 

P.S.: Vejam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Piranhas (AL)

tatinha13    14:15 — Arquivado em: Sem categoria
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