24.9.07
ASA NOS PÉS OU FOGO NO RABO?

Não restam dúvidas de que nossa maior tradição é o futebol. Quando queremos cativar algum estrangeiro, chamar a atenção ou desviar o foco de problemas como corrupção no Senado, o assunto preferido é Ronaldo, Ronaldinho, Robinho, Roberto Carlos e vários outros “erres”.
Por este motivo, quando alguém se destaca em outra modalidade esportiva, palmas são mais do que merecidas – ainda mais se for mulher e pobre. Fabíola da Silva conseguiu o feito de se tornar conhecida através do patins.
Aos 16 anos saiu da Vila Maria, bairro da zona norte de São Paulo, para a Califórnia. Foi descoberta por dois americanos campeões mundiais de patins na época (1996) quando participava de uma apresentação em uma pista na Barra Funda.
Convidada para competir no “X-Games”, venceu e desde então não parou mais. Atualmente mora na cidade de Costa Mesa, é a número um no ranking e acumula oito medalhas de ouro no “X-Games”. Na Europa foi lançado um jogo – “Rolling” – em que ela é uma das personagens. Já nos Estados Unidos ganhou uma boneca com seu nome.
Apesar de não ter passado terríveis apuros, Fabíola não vem de uma família de grandes posses. Conta que o primeiro par de patins americano foi pago pela mãe com muito sacrifício em várias prestações. Disse ainda que gastou todo o seu primeiro salário numa ligação para o Brasil. A conta – de quase U$ 900 – teve de ser paga em duas parcelas.
Aos 13 anos, ou ajudava o pai no bar-restaurante ou trabalhava na lojinha de artesanato de uma amiga que ficava nos fundos do quintal da casa dela. Hoje, aos 28, tem casa própria, carro, conseguiu dar um certo conforto para a família e diz que faz o que gosta. Enfim, uma vencedora.
A história completa de Fabíola da Silva vocês conferem na edição de janeiro da revista “Nova”.
tatinha13
16:32 — Arquivado em: 

Mais um exemplo do Brasil que dá certo. Mesmo sem o apoio do Governo.
Apoio é para os amigos . Que o diga o Renan.
Comentário por DIB — 25.9.07 @ 9:10