26.9.07
BAD HAIR DAY

Atire a primeira pedra quem nunca pagou um mico na vida. Não posso dizer que sou a rainha das gafes ou que sou a mais estabanada das criaturas, mas já me meti em algumas situações memoráveis.
Meu maxi mico foi o dia em que fiquei com um pedaço de cocô de cachorro grudado no cabelo. É verdade. Quando os orgânicos ainda nem eram moda, eu já fazia uso de legítimas substâncias orgânicas em meu cabelo juvenil.
Tinha uns 12, 13 anos e voltava de ônibus da escola diariamente com meu irmão e um vizinho. Descíamos uma longa ladeira até a avenida em que esperávamos nossa condução. Não tínhamos muitas opções de itinerário. Se não me engano, duas apenas. O fato é queríamos chegar em casa logo porque a fome já gritava por volta de uma da tarde.
Sempre que estávamos aguardando para atravessar a avenida o ônibus passava e tínhamos de ficar, no mínimo, mais meia hora de plantão. E com fome. Portanto, era comum sairmos correndo ao avistarmos nossa condução pronta para partir. Pois foi numa dessas que entrei pelo cano.
O Jardim Herplin estava para deixar o ponto quando começamos nossos 100 metros livres – no meu caso, com barreiras, como saberia mais tarde. Ofegantes, mas felizes, entramos no veículo que nos levaria ao sonhado almoço em casa. Dentro de poucos segundos um cheiro terrível invadiu o ônibus e todos começaram a nos olhar de cara feia, conferirem seus pisantes e abrirem os vidros. Sabiam que o problema estava no trio de maratonistas, mas não era possível identificar qual atleta trazia o mau agouro.
Só quando cheguei em casa é que percebi que havia sido premiada. Inicialmente pensei que o tal agouro estivesse apenas no tênis, mas durante o almoço, ao passar a mão nos cabelos, notei que involuntariamente usava uma máscara orgânica – e não era de abacate. Daí foram algumas horas tentando retirar a pelota dos meus fios. Passei de tudo, até removedor.
A verdade é que durante a desembestada corrida até o ônibus havia pisado num imenso cocô de cachorro. Como estava em alta velocidade, um pedaço da matéria orgânica voou na minha peruca sem que percebesse. Inesquecível.
O mico mais recente foi ficar presa num banheiro de shopping. Ao entrar num sanitário que não é o nosso, geralmente fazemos uma espécie de check-list. Escolhemos a cabininha que está com a melhor situação de uso, damos uma conferida no rolo de papel higiênico e na descarga. Prestar atenção no trinco da porta é raro – a não ser que esteja inexistente.
Cumprido o ritual, entrei sem grandes problemas. Na saída, a surpresa: estava trancada. Não fiquei desesperada porque vi que era possível sair pelo vão por baixo da porta, mas que é uma situação chata, isso é.
Cheguei a chamar umas meninas na tentativa de ser salva, mas elas me informaram que não seria possível abrir por fora. Tive de me conformar com a idéia de ter de praticamente me arrastar pelo chão do banheiro – que geralmente está molhado. Sabe-se lá do quê. Mas sopa no mel para quem já esteve com uma peruca malcheirosa.
tatinha13
16:44 — Arquivado em: 

Nosso presidente também tem cocô na cabeça, mas não foi por causa da corrida para pegar o Jardim Herplin…
Comentário por Ricardo Rezende — 26.9.07 @ 18:03
Todos nos temos situações engraçadas tais essas:
Quem nunca pisou no coco de cachorro
Quem nunca teve uma dor de barriga e descer rápido do onibus e entrar no primeiro bar
Quem nunca peidou no elevador ou no onibus
Quem nunca espirrou e soltou aquela chuva em cima de alguem
Quem nunca encheu a cara e vomitou no banheiro da casa de um amigo
Quem nunca esqueceu de fechar o ziper da calça
é e por ai vai as lambanças da vida
Comentário por Juventino — 27.9.07 @ 0:56
Tati, afinal o que é um peido pra quem já tá cagado né?!!
hahahahahahahahaha
bjos
Comentário por Camila Rezende — 27.9.07 @ 8:49