17.9.07

É ISSO AÍ PAPITO!

 Durante muitos anos ficamos carentes de algo novo na TV – na minha modesta opinião, desde a “TV Pirata”. O marasmo tomou conta de tudo, somando-se aí as tentativas frustradas de programas como o de Cazé na TV Globo, formatos importados como o da “Casa dos Artistas” ou “Big Brother” e mesmo o “Casseta & Planeta” – que já teve dias melhores.
É neste cenário que surge o pessoal do “Pânico na TV”. Nem o fato de já serem conhecidos no rádio diminuiu o estranhamento causado pelo grupo. Palco mal-acabado, platéia feia, uma mulher gorda chamada de “Samambaia”, muita gente fantasiada e os próprios integrantes da trupe destoando do padrão televisivo.
Aos poucos a história foi mudando e eles ganharam mais espaço na Rede TV!, flertaram com Silvio Santos e viraram capa de uma série de revistas e cadernos de cultura nos jornais.
Com muita criatividade a trupe provou que todo o problema se resume a uma única verdade: as pessoas andam carentes de boas idéias. Nem mesmo a feiúra de Ceará – e seu Silvio de dentes avantajados e peruca despenteada – foi capaz de afastar o telespectador.
Além da originalidade, o grande trunfo do programa foi a dupla Vesgo e Ceará, que em vez de ficarem disputando celebridades com fotógrafos de revistas de fofoca, foram além. Começaram a destruir a imagem cândida e bem-sucedida que algumas passam – ou desejam passar. Funcionou por um tempo, mas já precisam se reinventar. Deveriam abandonar a idéia de perseguir personalidades para fazerem a tal “Dança do Siri” ou simplesmente darem um tempo para curtirmos a mais recente invenção do grupo: Xupla e Serginho Gosma.
Pensei que o ser humano não fosse capaz de tamanha cara-de-pau, mas Xupla apareceu para confirmar que isso é possível. Estou chocada com tanto desprendimento. Beijar barangas em baladas mais que suspeitas é jogada de gênio – sem citar a própria imitação de Supla. Figurino certo, voz também e cara-de-pau idem.
O diferencial do personagem é que ele oscula os alvos – cuidadosamente escolhidos por Gosma – com vontade. Cada vez que aparece uma eleita, somos capazes de apostar que ele não será corajoso o suficiente. Mas ele é. Genial.
Estou tão encantada com Xupla que até eu seria capaz de beijá-lo.
Já pensaram se nossos políticos tivessem a mesma audácia de Xupla? O Brasil já seria coisa de Primeiro Mundo.

tatinha13    14:58 — Arquivado em: Sem categoria


16.9.07

A FÚRIA DOS DEUSES

 Outro dia escrevi sobre Noé, sua arca e a hipotética situação de algum dia acontecer uma ameaça de dilúvio no Senado brasileiro. Fiquei em dúvida sobre quem poderia fazer as vezes de Noé e quais seriam os “animais” salvos.
Pois ontem fui assistir “A Volta do Todo Poderoso” e fiquei pasma com as coincidências. Como já disse algumas vezes, geralmente não leio a sinopse nem a crítica do filme antes de assisti-lo. Evito saber, inclusive, o mote da história para não estragar a surpresa – seja ela boa ou ruim. Portanto, não posso nem dizer que fui ver a comédia porque o assunto era a arca.
Fosse eu adepta de teorias como a de “O Segredo” poderia até achar que foi um sinal, mas como sou meio cética, prefiro pensar que tenha sido coincidência mesmo.
O personagem de Steve Carell, Evan Baxter, começa a ser perseguido por três números, o 6, o 1 e o 4. O relógio, que estava programado para despertar às 7h, apita às 6h14. O número de sua casa é 614 e até a placa do carro muda para 614. Mais tarde o enigma é esclarecido com a aparição de Deus (Morgan Freeman), que dá a ele uma modesta missão: construir uma arca. E ainda o presenteia com o manual “Construção de Arcas para Iniciantes”.
A idéia seria banal não fosse Baxter um deputado. Ex-apresentador de TV, decide seguir a carreira política e tem o sonho de mudar o mundo. Como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio, mas o personagem é realmente bem-intencionado. Não é um Renan Calheiros, um Demóstenes Torres ou um José Sarney. É honesto – talvez por isso Deus tenha lhe passado a tarefa.
Além de ser considerado maluco pelos outros parlamentares, Baxter começa a sofrer com a perseguição dos bichos e também por causa de sua aparência. Almofadinha, nunca se descuidava do corte do cabelo, da barba e do vestuário. Deus decide que a barba e o cabelo vão crescer a ponto de ele ficar semelhante a Noé e ainda deixa no banheiro um traje à la Noé – “para combinar com a barba e o cabelo”, diz o bilhete.
O filme é fraco e tem uma série de poréns, mas não há como negar que a idéia é boa e impossível no Brasil. Continuo achando que Deus só enviou para o nosso Senado o dilúvio e os animais, mas ainda estamos carentes de um Noé. Mesmo que ele seja um Baxter.

tatinha13    13:57 — Arquivado em: Sem categoria


15.9.07

SUPER GÊMEOS ATIVAR!

 Acho que todo mundo já passou por essa situação: na intenção de abraçarmos o mundo com braços e pernas acabamos com um mico ou, na pior das hipóteses, com um resultado que se revela catastrófico.
Como não somos integrantes do “Quarteto Fantástico” – e conseqüentemente nossos membros não são elásticos o suficiente para uma missão tão grandiosa –, compromissos, promessas e propostas vão-se por entre os dedos. Só quando o pior acontece é que notamos a necessidade de nos reprogramarmos ou simplesmente de fazermos as opções certas.
Infelizmente a vida é feita de escolhas. Por que é tão difícil entendermos que se queremos uma coisa vamos ter de abrir mão de outra? Se pretendemos comer muito no almoço, vamos ter de deixar de lado a sobremesa. Se a idéia é levar uma mala pequena numa viagem, não dá para empacotar duas sandálias, dois sapatos e mais um chinelinho de dedo.
O pior é que quanto mais opções temos, maior a confusão. Vá a um Subway e tente montar um sanduíche. O difícil – além de decifrar o que a atendente resmunga rapidamente como um rosário – é escolher cinco ou seis ingredientes. A nossa decisão vem mais pelo tamanho da fila ou por causa da cara feia do funcionário do que pela convicção de que realmente queríamos abacaxi, pepino e molho vinagrete no pão de miga.
É justamente aí que reside problema. Às vezes nos enganamos com a falsa idéia de que estamos optando. Ficamos como os obesos, que decidem fazer uma cirurgia de redução do estômago achando que vão resolver todos seus problemas e acabam ganhando outros – e pelo resto da vida.
É preciso bastante cautela não apenas para não trocarmos seis por meia dúzia como também para termos bem claro quando queremos trocar seis por cinco. Tudo depende da tensão – não dos elásticos de nossos membros – mas dos nossos pensamentos.

P.S.: estão lembrados do texto “A Aventura Nossa de Cada Dia”?, em que escrevi sobre o concurso “Fã Clube”, dos cartões Bradesco? Pois é, saiu o resultado. Dentre as 21 celebridades – que incluía Reynaldo Gianecchini, Preta Gil, Claude Troisgos e Cauã Reymond – adivinhem qual foi a mais disputada? Preta Gil, escolhida por 12 sorteados. Gianecchini, coitado, só foi eleito por um fã.

tatinha13    11:42 — Arquivado em: Sem categoria


14.9.07

QUANTO VALE O SHOW?

 A música-tema do “Show de Calouros” de Silvio Santos já profetizava: “Pedro de Lara é coisa nossa, mas que vai, vai, mas que vai, vem”. E ontem ele acabou indo.
Apesar de assistir os calouros de Silvio muito de vez em quando, conhecia alguns jurados, como Wagner Montes e sua perna, Décio Petinini e seu “nervosismo”, Flor e sua chatice, Elke Maravilha e seus maravilhosos anéis, Aracy de Almeida e sua cara de quem comeu e não gostou e Pedro de Lara – que também considerava um mala.
Tenho mais lembranças dele no programa do Bozo, no qual era o Salsi-Fufu – que também não tinha muita graça. Preferia a Vovó Mafalda ou o Papai Papudo. Pedro de Lara, Garoto Juca e o próprio Bozo só iam na onda.
Por esses motivos estranhei ontem quando Fátima Bernardes deu a notícia de que Pedro havia falecido em decorrência de um câncer de próstata e disse que o ator era “engraçado”. Além de ter tido destaque no principal jornal do país, ele ganhou de quebra uma alcunha que eu considero exagerada.
Hoje, entretanto, estou mais compreensiva. Descobri que o ator lançou em
1999 o “Livro da Sabedoria”, com algumas frases que se não têm humor pelo menos nos fazem pensar, como: “É melhor doer na carne do que arder na consciência”, “Quanto mais dízimos, mais igrejas. Quanto mais igrejas, menos fé” e a mais que atual “O cinema ensina matar, a tevê ensina depravar, a droga ensina viciar e a Justiça ensina deixar pra lá”.
Pois é, até Pedro de Lara tem o seu valor. Se não pôde contribuir para a educação ou diversão de crianças – até porque atuou em pornochanchadas como “As Taradas Atacam” –, deixou pensamentos dos quais podemos nos lembrar diariamente. E já que a vergonhosa situação política no Brasil não dá sinais de que vá se regenerar, Pedro de Lara tem a chance de ser lembrado não pelo Salsi-Fufu, mas por suas “pílulas de sabedoria”.

tatinha13    18:43 — Arquivado em: Sem categoria


13.9.07

O CASCÃO É UM PERSONAGEM GENUINAMENTE BRASILEIRO

 Conforme o previsto, terminou em pizza a votação que decidiu o destino de Renan Calheiros. O ainda presidente do Senado deve estar comemorando até agora. Para acompanhar a redonda, um brinde com uma cervejinha Schincariol bem gelada.
Enquanto isso, na Itália, ocorre hoje a greve do macarrão. O protesto é por causa do aumento de preço dos derivados do trigo, que chegou a 20% nos últimos dois meses. O boicote se estende também para fettuccine, linguine, espaguete e outros tipos de massa.
Esta espécie de mobilização não seria possível no Brasil por vários motivos. Em primeiro lugar porque um dia após Renan ser considerado inocente seria quase uma heresia pedir para alguns brasilienses ou alagoanos não consumirem pizza. Depois porque o brasileiro não protesta contra nada – e até acha ruim quando alguns endinheirados paulistanos criam um grupo com este fim.
E outra: se o brasileiro for se manifestar contra o aumento abusivo de preços, teremos uma greve por dia, a começar pela do leite – que praticamente dobrou de preço no último mês.
Seria ótimo se tivéssemos sangue quente como o do italiano. Apesar de sermos um país tropical e de grande parte da população descender de Pavarotti e companhia, nosso sangue é bem mediterrâneo – para não dizer frio.
Se fôssemos levemente romanos, toscanos ou napolitanos teríamos coragem de implantar uma operação “Mãos Limpas”, como aconteceu por lá na década de 90. Mas aqui, em vez de mãos limpas, precisaríamos de uma operação “Corpo Limpo”. Não são apenas as mãos que estão sujas no Brasil, mas também bocas, pés, mentes e principalmente calças.
Pelo menos hoje deveríamos ser solidários aos nossos irmãos italianos e deixar a pizza de lado. Será que o Renan não poderia fazer uma forcinha?

tatinha13    14:19 — Arquivado em: Sem categoria


12.9.07

SOPA DE PEDRA

 Por essa as mamães, as crianças e nós não esperávamos. Após vistorias do Conselho de Alimentação Escolar em algumas escolas da rede pública paulistana nove cozinheiras terceirizadas entregaram o ouro. Contaram que recebem uma gratificação em troca do racionamento de comida nos colégios.
É certo que criança não morre de amores por frutas e verduras. Tendo isso em conta, davam apenas meia maçã aos estudantes. O milagre da multiplicação também incluía misturar água ao molho de tomate e desfiar algumas partes de frango no meio dos legumes. Em alguns casos a economia chegava a 50%.
Pela maquiada na merenda elas recebiam cerca de R$ 40 da empresa para a qual trabalham, a Nutriplus, que presta serviços à prefeitura de Kassab.
Fim do mistério para algumas mães, que relataram que os filhos chegavam famintos da escola. Em compensação, as tais tias da cozinha – como todas, aliás – com as ancas iguais às da Dona Benta.
Vejam a que ponto chegamos. Há gente se corrompendo por causa de R$ 40 mensais. Alguma dúvida de que se estas cozinheiras estivessem em Brasília não iam tirar sua parte do bolo? Se é para se sujar, vamos fazer como Renan e Marcos Valério e nos chafurdar de uma vez.
O segredo está em roubar muito. Milhões. Já que o dinheiro jamais será devolvido, o negócio é fazer com que as pessoas percam a conta do quanto foi subtraído dos cofres públicos.
Dia sim, dia não vemos notícias de pessoas que foram para a cadeia porque furtaram um shampoo, um pacote de bolachas ou um sabonete no supermercado.
Há quem julgue a atitude policial um exagero – até porque os peixões nunca são pegos –, mas se estes mesmos que embolsaram um shampoozinho tivessem uma oportunidade como a que foi dada a Severino Cavalcanti certamente não a desperdiçariam. O presidente da Câmara caiu porque foi acusado de receber “mensalinho” para prorrogar a concessão de um restaurante da Câmara. O “mensalinho” era de R$ 40 por mês? Que diferença faz?
Não é novidade: infelizmente as leis no Brasil só valem para alguns mesmo. E hoje temos mais uma chance de checarmos esta informação. Esqueçam as cozinheiras, façam vocês mesmo uma pipoquinha, liguem a TV e, enquanto aguardam o resultado da sessão que irá decidir o destino de Renan, preparem uma tira de pano preto para colocarem na bandeira do Brasil.

tatinha13    14:15 — Arquivado em: Sem categoria


11.9.07

BRASÍLIA TEM DUAS TORRES

 Se algum de seus colegas faltar ao trabalho hoje, se virem alguém com medo de pegar o elevador ou andar de metrô, sejam compreensivos com essas criaturas. Hoje comemoram-se os seis anos da tragédia que foi o atentado às torres gêmeas do World Trade Center.
Fosse eu descendente de americanos ou um pouco mais neurótica entraria nessa, afinal, com a divulgação de novos vídeos de Osama Bin Laden às vésperas da data fica complicado cumprir até estas tarefas mais cotidianas. Dias atrás Bin Laden reapareceu criticando a fraqueza dos Estados Unidos. Perfeitamente compreensível que 91% da população americana tema um novo ataque ao país – conforme revelou uma pesquisa publicada ontem.
A parte engraçada fica por conta do que saiu na “Newsweek”. Segundo a revista, oficiais da CIA apelidaram Bin Laden de Elvis, o que está aqui, ali, mas no fundo não está em lugar nenhum.
Apesar de os Estados Unidos ditarem o comportamento mundial e de peitarem o resto do globo com decisões polêmicas – como não assinarem o Protocolo de Kyoto –, são incapazes de localizarem Bin Laden. De acordo com a “Newsweek” o terrorista vive escondido em túneis subterrâneos numa região entre o Paquistão e o Afeganistão e muda constantemente de lugar.
Diante do relatado e do que presenciamos dia-a-dia sobre o presidente norte-americano, é possível traçar um perfil do pequeno Bush em seus tenros anos no Texas. Além de comer pretzels e fazer apresentações cover do personagem “Mad”, ele não gostava muito de brincar esconde-esconde. O pequeno Bush era sempre o que batia cara.
Quanto à data de hoje, vamos acompanhá-la com apreeensão e fazer votos de que os americanos – por mais donos da bola que às vezes sejam – tenham um dia de paz.

 

P.S.: Assistam hoje, no "Programa do Jô", a reportagem sobre Coxixola (PB).

tatinha13    12:48 — Arquivado em: Sem categoria


10.9.07

NO CAPÍTULO DE HOJE…

 Como bem disse Fernando Gabeira, quarta-feira alguém vai morrer: ou o Senado ou Renan Calheiros. Para o presidente do Senado ser cassado são necessários pelo menos 41 votos. Levando-se em conta que a Casa é composta por 81 senadores, é voto que não acaba mais.
Matar para não morrer. Esta é a única opção dos senadores. Como sempre acontece em véspera de algum acontecimento relevante, as ameaças já começaram. Renan avisou que se ele for, vai levar alguns consigo.
Renan conta com uma mãozinha extra: a sessão e os votos secretos. Eduardo Suplicy e Delcídio Amaral tentam um jeito de amputar essa mãozinha. Querem que a sessão seja aberta – e estou na torcida para que consigam.
Sem querer, Lula deu pistas de que Renan será salvo. Declarou, em privado, que caso consiga se livrar, ele tem de sair da presidência do Senado porque vai continuar na zona de tiro. Traduzindo: ele não vai ser cassado, mas tem de ir para a trincheira sob pena de ser caçado.
Não sei se os colegas querem a cabeça do senador, mas nós estamos ávidos por isso. Renan tem conseguido como poucos empurrar sua situação com a barriga, mas não teve jeito: a pressão da mídia falou mais alto. Passou o recesso dos parlamentares, passou a crise aérea, passou a polêmica do “Cansei”, passou o feriado de Sete de Setembro. Mas nossa ânsia por Justiça continua. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos…

tatinha13    16:11 — Arquivado em: Sem categoria


9.9.07

PAGANDO CARO PRA VER

 Toda vez que a Megasena ficava acumulada eu jogava. Parei de fazer minha fezinha por dois motivos: se existe corrupção na política, no futebol, nos bingos e até na instituição onde aparecer o próximo escândalo, por que não haveria também na Megasena?
Reparei durante uma série de concursos que o milionário – apenas um – morava no interior de Rondônia, Macapá, Acre ou outros lugares no meio do nada. Por motivos óbvios, a probabilidade de o ganhador ser de São Paulo, Minas Gerais ou Rio de Janeiro é muito maior. Algo não me cheira bem neste mundo da jogatina.
Acredito, entretanto, que a quadrilha não seja formada por amadores. O bando não age em todos os concursos. Vai intercalando uma bolada aqui outra ali para não levantar suspeitas.
Neste penúltimo concurso, de 1º de setembro, acumulado em R$ 55,5 milhões, a quadrilha deu uma trela e a mina de dinheiro saiu para dois acertadores. Um de Rondônia e outro de Santa Catarina.
O que chama a atenção neste caso é o imbróglio que agora envolve o suposto ganhador de Santa Catarina (Joaçaba). Um patrão é acusado de ter passado a perna em seu funcionário – este sim quem teria escolhido as dezenas e dado R$ 1,50 para a aposta. Os dois teriam combinado repartir o dinheiro.
O grupo de fraudadores não agiu, mas o espertalhão catarinense deu conta do recado. Reuniu uma comitiva parentes, retirou a grana e sumiu. O rapaz foi reclamar, ouviu a promessa de que ganharia uma moto, mas ficou foi a ver navios. Na quarta-feira, a conta bancária em que foram depositados os R$ 27 milhões foi bloqueada.
Teria argumentos para não acreditar na história não fosse pelo fato de que o patrão coleciona processos na Justiça. Ele tem quatro processos de execução fiscal e uma ação penal no Fórum de Tangará. Em Joaçaba, ele também responde a uma ação penal. Um dos processos é sobre pensão alimentícia.
Dá para acreditar em quem tira pirulito de boca de criança?

tatinha13    13:07 — Arquivado em: Sem categoria


8.9.07

A REALIDADE DO VIRTUAL

 Às vezes gastamos os olhos da cara num computador, máquina fotográfica ou celular de última geração e em questão de meses nossos aparelhos já estão desatualizados graças às novíssimas versões XP3-Mega-Maxi- Computer-Digital- LCD-Wide sei lá o quê. E assim, de uma hora para outra, achamos que tudo o que temos em casa é peça de museu – inclusive a gente.
A cada dia está mais difícil manter-se em dia com este carnê chamado modernidade. Sabemos muito bem como é essa história de carnê. Se a gente não paga, quem ganha é a carta – ou, no caso, os milhões de concorrentes no mercado de trabalho.
Estes “gadgets” são apenas parte do problema. Na Internet é que se encontram nossos maiores desafios. Mal acabamos de criar um perfil no Orkut ou ainda achar graça dos vídeos do Youtube e já tem novidade no ar. Estou falando do Second Life, um jogo em que as pessoas podem criar um perfil (um “Avatar”, como eles chamam) e ter uma vida paralela.
E é aí que mora o problema. Não sei se algumas pessoas estão preparadas para isso. Há o sério risco de a vida real do sujeito ser tão chata que ele passe o dia inteiro neste mundo do faz-de-conta. O rumo que isso pode tomar é incerto, mas é um fenômeno curioso.
Dois casos antagônicos merecem destaque. Li sobre um cidadão que é lixeiro em Marília, mas no My Space é Antony Kohimi. Ele recepciona grupos de novos participantes e ensina os primeiros passos do jogo. Até aí tudo bem. Só fico assustada quando descubro que ele chega do trabalho e passa seis horas jogando. Investe o dinheiro virtual (os lindens) e já comprou um terreno e uma loja de roupas e sapatos. Ele diz que seu maior bem real é o computador.
Perda de tempo, alucinação, sinal de doença ou um mero amante da tecnologia que sabe diferenciar o mundo real do virtual? Nada disso, acho uma grande ilusão deste coitado.
O outro caso é o de uma bióloga alemã cuja tese de doutorado é sobre uma bactéria. No tempo livre se dedica ao jogo. No My Space ela é Jacra Cirandi, uma trovadora de aparência felina que tem uma vida tranqüila e cria canções de improviso para guerreiros que estejam indo para uma batalha. Conta que na maioria das vezes os ataques terminam em desastre, mas eles se divertem. E isso é o que importa. Bem mais pé no chão, não?
Fiquei muito curiosa para entrar neste My Space e criar meu “Avatar”. É possível voar, cair de metros de altura sem nada acontecer, teletransportar-se, construir casas, comprar carros e até ser imortal. Brincar de Deus – pelo menos na ficção – pode ser interessante. O duro é voltar ao mundo físico depois…

tatinha13    15:08 — Arquivado em: Sem categoria
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