1.12.07
GORDINHO SABICHÃO

Estou lendo “Buda ou Desapego”. Apesar do subtítulo, “Viagens pelo mundo em busca da verdade, do significado da felicidade e do homem que encontrou tudo isso”, não o classificaria como auto-ajuda. Nem biografia. É um quase livro-reportagem, resultado de uma proposta que o jornalista americano Perry Garfinkel fez à revista “National Geographic”. Projeto apresentado, projeto aceito. E Garfinkel fez uma viagem passando por lugares onde Buda esteve e entrevistou pessoas com o objetivo de tentar entender algo que também me intriga: por que o budismo ficou “in” de uma hora para outra? No início do livro ele faz as mesmas perguntas que eu toda vez que escuto alguém dizendo coisas do tipo “estou meditando muito” ou “a meditação mudou minha vida”.
Diz ele: “Em algum ponto do caminho o budismo se transformou de movimento religioso para fenômeno cultural popular e acabou virando um tipo de panacéia universal. Como antigos vendedores superanimados de óleo de cobra, algumas pessoas procuravam o budismo para consertar qualquer problema que tivessem. E outras achavam que era o bilhete premiado. (…) É só escolher sua obsessão budista. A cerimônia do chá, arqueiros zen, origami, ikebana, kung fu: tudo isso e muito mais talvez seja oferecido no centro comunitário do seu bairro”. Já gostei. Aqui no Brasil há muita gente levando essa história um pouco a sério demais.
Estou bem no início, mas está sendo interessante porque vários mitos ou mentiras sobre Buda e budismo já caíram por terra.
Nascido ao pé das montanhas do Himalaia, no que hoje é o Nepal, próximo à fronteira com a Índia, Buda era filho de rei. Após ter se casado, entediado com a vida rica que levava, se aventurou para fora do palácio e, num período de seis anos, suportou uma série de privações: jejuou e até morou numa caverna. Daí percebeu que mesmo pobrinho também não era feliz. O que ele queria era encontrar um caminho do meio.
Ele não pretendia que suas idéias virassem religião – hoje é a quarta do mundo. Ele desencorajava seguir qualquer caminho ou conselhos de qualquer pessoa sem antes testar pessoalmente. Dizem que as últimas palavras dele antes de morrer foram: “Encontre sua salvação individual, não dependa dos outros”. É. Esse Buda sabe das coisas.
Vou pôr a leitura em dia, me atualizar das notícias “lulianas” e mais para frente volto ao tema.
tatinha13
17:46 — Arquivado em: 
