14.12.07

TE CONSIDERO PRA CARAMBA

 Além das compras de Natal, final de ano é época de confraternização nas empresas. É a hora da festa da firma, do almoço com o pessoal da “repartição”, dos perus, dos panetones e dos amigos secretos – em alguns lugares, dos inimigos secretos.
Deste mal eu já consegui me livrar. No meu local de trabalho – para minha imensa alegria – este evento foi abolido.
O amigo secreto é um problema daqueles. Se o sujeito não participa é antisocial. A data para a entrega dos presentes é o primeiro ponto de discórdia. Uma semana? Duas? No último dia antes das férias? Escolher o lugar para a cerimônia de entrega também gera discussões. Um quer ir num japonês e o outro, numa churrascaria. Estipular um valor para os mimos pode demorar dias ou semanas. Alguns querem passar uma lista com o que querem ganhar e os demais, que eles sejam de lojas de R$ 1,99.
Na minha adolescência nunca conseguia me safar dos amigos ocultos. Éramos praticamente obrigados a participar. A professora ainda inventava uma tal caixa de recados. Trazíamos de casa ou escrevíamos escondidos bilhetes para o nosso amigo secreto tentar adivinhar quem o havia “tirado”. Não era uma boa idéia – apesar de hoje até achar divertido. Na maioria das vezes o objetivo da professora era totalmente distorcido. Umas usavam as cartinhas para se declararem para o fulano ou para maldizer a sicrana.
Data, local, preço, tudo estipulado e chega o grande dia. De alegria para uns e de se jogar da ponte para outros. Como escrevi neste blog, já tive o desprazer de presentear meu colega com um disco do RPM e sair com um broche do Menudo. Shit happens…
Talvez por este motivo muitos prefiram fazer a festinha no último dia de trabalho. Muitos presentes são verdadeiros cavalos-de-tróia. Olhamos a caixa, a marca, o tamanho do embrulho e pensamos que tiramos a sorte grande. Que nada. Muito ti-ti-ti e pouca Sapucaí.
Sobre os presentes de amigo (inimigo) secreto, recomendo uma esquete do grupo “As Olívias Palitam”. Uma das atrizes, Renata Ferreira, estudou comigo no ginásio (ou ensino fundamental) e para minha surpresa, fez Artes Cênicas e hoje é atriz cômica. Presenciou algumas destas minhas alegrias e tristezas de fim de ano.
Confiram AQUI (Renata é a do capacete)

tatinha13    14:12 — Arquivado em: Sem categoria


13.12.07

ROLETRANDO

 Finalmente a Câmara Municipal de São Paulo decidiu algo útil. Os vereadores derrubaram um veto do prefeito Celso Pitta imposto havia dez anos. Os bancos de São Paulo estarão proibidos de ter portas giratórias assim que a decisão for publicada no Diário Oficial.
Quantas e quantas vezes não vamos ao banco e temos de praticamente ficarmos nu para entrarmos? Tira moeda, tira chave, tira caneta, tira cinto, tira guarda-chuva, tira a roupa de uma vez! Algumas pessoas, entretanto, nem peladas conseguem entrar no estabelecimento. São as que usam marcapasso ou têm pinos de platina em alguma parte do corpo. Até explicarem o que ocorre já se passaram minutos preciosos.
Estava mais do que na hora de eliminarem equipamento tão ultrapassado.
Que ladrão se arrisca a entrar num banco com um revólver na cintura? Com uma faca no bolso? Só os pé-de-chinelo. Que, convenhamos, não existem mais. Os fora-da-lei estão cada vez mais especializados. Basta um único filme americano aos moldes de “Treze Homens e Um Novo Segredo” para novas inspirações surgirem.
Em “Armadilha” há uma cena interessante com Catherina Zeta-Jones. Ela faz inúmeros malabarismos para se desvencilhar de raios ultravioleta que protegem o objeto do assalto.
Porta giratória é coisa de criança. Eu adorava uma. Coisa de desenho da Pantera Cor-de-Rosa. São divertidas, mas não pegam ninguém, só os que precisam receber aposentadoria, pensão ou pagar prestação de carnê do Baú.
Com os lucros nas alturas os bancos podem tranquilamente instalar detectores de metais como os dos aeroportos. Não vão ficar mais pobres por isso. Pelo contrário. O movimento nas agências será maior, já que os correntistas poderão adentrar o estabelecimento com mais facilidade.
Ainda não compreendi o repentino interesse dos vereadores paulistanos pelo assunto, mas deve ter alguém lucrando com esta história. Alguém deve ser sócio de alguma empresa de segurança ou de tecnologia. Vamos aguardar.

tatinha13    15:30 — Arquivado em: Sem categoria


12.12.07

CHUPANDO O DEDO

 Vejo hoje a manchete “Kibon vai colocar 10 mil iPods dentro de picolés”. À primeira vista pensei se tratar de alguma promoção em que o comprador, após tomar o sorvete, descobre o tal do palito premiado. Mas não. A Kibon põe à venda a partir da próxima terça-feira picolés com iPods congelados dentro.
O prêmio realmente é ótimo, mas a idéia nem tanto. Em primeiro lugar porque já posso imaginar a quantidade de iPods que vão dar problema. Por mais testes que a Kibon e a Apple tenham feito nos últimos oito meses para que o equipamento continuasse funcionando mesmo depois de congelado a 30 graus negativos, temos de levar em consideração o manuseio das embalagens. Sabemos que os carregadores não são exatamente pessoas cuidadosas. Basta parar cinco minutos no aeroporto e observar que as bagagens com adesivos de “frágil” ou “este lado para cima” são tratadas da mesma maneira que as demais. Ou seja, aos solavancos.
O segundo ponto é que após encontrar o MP3 dentro do picolé, o felizardo terá de ligar no 0800 da Kibon para receber em casa os fones de ouvido, o manual e a garantia. Qual o objetivo, então, de colocar o iPod dentro do sorvete? Por que correr o risco? Essa realmente eu não entendi.
Quando era pequena vivia tomando sorvete. Além de ter um vizinho cujo pai trabalhava na Kibon e trazia para casa diversos picolés experimentais, eu sempre era contemplada com o palito premiado – geralmente ele vinha nos sabores de uva ou limão. Era comprar, tomar e já pensar na próxima troca. O dia em que eu me arriscava e trocava meu palito por um de coco, dançava.
E os melhores sorvetes realmente eram os da Kibon. Adorava um que não é mais fabricado, o de pé-de-moleque. Muito melhor que o de brigadeiro, que permanece nos freezers de hoje. Havia outro ótimo mas que ficou pouco tempo à venda. Tinha a forma de coração e misturava dois sabores: creme e morango. Muito bom. O Chicabon velho de guerra já foi mais brilhante – ou melhor, a Kibon de uma maneira geral.
Pois nesta nova promoção a grande jogada é apostar no tato. A Kibon garante que não é possível o comprador identificar qual picolé é sorvete e qual é iPod, mas deve ter diferença sim. Vou chamar o Geraldo Magela para um picolé e depois eu conto. Boa sorte!

tatinha13    15:10 — Arquivado em: Sem categoria


11.12.07

MENTES QUE BRILHAM

 O ano foi pródigo em notícias absurdas, mas a que ouvi hoje na CBN é a pior de todas. A Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, deve votar hoje um projeto de lei que concede um salário mínimo por mês - por 18 anos - à mulher que registrar e criar filho gerado por estupro.
Imediatamente procurei a notícia nos jornais. Nada. Deveria estar em algum portal, pensei. Nada. Só fui encontrá-la escondida no site da Câmara dos Deputados. Estava lá desde ontem, mas como tudo que é relevante, ninguém sabe, ninguém viu.
A idéia, claro, saiu de duas férteis mentes masculinas. Dos deputados Henrique Afonso (PT-AC) e Jusmari Oliveira (PR-BA). A parte mais disparatada é a seguinte: “estupro devidamente comprovado e reconhecido em processo judicial, com sentença transitada em julgado”. Além de todo o constrangimento de ser obrigada a ter um filho decorrente de uma violência e não poder abortar, a vítima ainda tem de aguardar o processo judicial.
O lado humano do projeto previa assistência psicológica e pré-natal para essas mulheres e o encaminhamento dos procedimentos de adoção - se fosse a vontade da mãe. Previa. Porque mais uma brilhante mente masculina, a do relator José Linhares (PP-CE), deu parecer favorável, mas retirou do projeto a previsão de encaminhamento de adoção. Segundo ele, é responsabilidade do Estado promover a convivência harmoniosa entre mãe e filho e evitar que ela ofereça seu filho para adoção, uma vez em que a própria pode ser responsável pela sua criação.
O que me impressiona é que não há limites para a insanidade. Notem que os nobres deputados estão seguindo à risca o ditado do “quem pariu Matheus que o embale”.
Já disse e repito: a única que tem o poder de decidir sobre algo que lhe diz respeito – e que lhe é intrínseco – é a mulher. Os autores do projeto não devem ter pensado na possibilidade de como é ter de conviver com algo – alguém, no caso – que lhe traz à lembrança a pior experiência de sua vida. Provavelmente não. Tico e Teco não raciocinam a este ponto.
Se aprovado, teremos a mais nova modalidade de Bolsa do nosso incrível governo: o Bolsa Estupro.

P.S.: vejam hoje, no "Programa do Jô", a matéria feita em Passa e Fica (RN)

tatinha13    9:02 — Arquivado em: Sem categoria


10.12.07

MUITO TITITI E POUCA SAPUCAÍ

 2008 ainda nem chegou, mas os sambistas já estão em polvorosa. Até o Carnaval a gente bem sabe o que acontece no país: nada. Enquanto isso, os barracões e as clínicas de estética esquentam os tamborins.
Ivo Meirelles está comprando briga com Deus e o mundo. Já falou mal de Viviane Araújo – disse que ela é garota de programa – e neste final de semana quase saiu no braço com o diretor de harmonia da Mangueira. Ora, cadê o espírito festivo do Carnaval que eles tentam vender?
Para quem não gosta de samba como eu, a única opção é ler um livro ou ir ao cinema. Afinal, jornais, revistas e principalmente os canais de TV aberta só tratam do “maior espetáculo da Terra”.
No ano passado fiz minha estréia na Sapucaí desfilando pela Unidos da Tijuca. Já tinha lido e ouvido diversas vezes e de pessoas diferentes que era uma emoção indescritível e que tinha de ser vivida pelo menos uma vez. Que, ao entrar na avenida, iria sentir a energia do povo e jamais iria esquecer meu dia de sambista. Que eu iria ficar morta, mas ia valer muito a pena. O peixe realmente é muito bem vendido, mas não é bem isso…
Ok, não desfilei pela Mangueira nem pela Beija-Flor, mas não senti este fervor do público. O povo me pareceu mais preocupado em caçar famosos do que qualquer outra coisa. Desânimo total.
Cansada? Que nada. Nem uma mísera bolhinha no pé para contar vantagem. Se a minha passagem pela avenida durou meia hora foi muito. O mais complicado é chegar ao local do desfile, entrar no táxi com a fantasia e encontrar sua tchurma na concentração – a parte mais interessante. De resto, só marketing. Nem vamos falar do preço da fantasia porque fico com vergonha.
Já não gostava de assistir desfile pela TV. Desfilar de novo, só de graça. Convite. E com uma fantasia bem leve, tipo capoeirista.
Ivo Meirelles pode brigar com quem ele quiser, as rainhas da bateria também podem se descabelar pelo posto, Beth Carvalho pode ficar magoada com sua “escola do coração” (adoro isso) que eu quero estar bem longe.
Depois de minha primeira incursão carnavalesca acho que não vai ser preciso me deslocar até a Bahia para checar a veracidade da frase “só não vai atrás do trio elétrico quem já morreu”…

tatinha13    15:08 — Arquivado em: Sem categoria


9.12.07

A BMW VIROU BMV

 Sempre gostei de participar de promoções. Quando era pequena então, mal podia esperar o Natal para preencher os cupons dos shoppings e depositá-los nas urnas de acrílico – não sem uma certa dose de mandinga. Os prêmios também colaboravam para alimentar meu espírito esperançoso de levar para casa algum dos presentes – geralmente BMWs e outros carros zero-quilômetro.
Hoje o Papai Noel dos shoppings está bem magrinho. Anoréxico mesmo. Os poucos centros comerciais que se arriscaram a sortear alguma coisa estão, na verdade, dando presentes de grego aos seus clientes.
A emoção de concorrer a um bom prêmio deu lugar ao troque suas notas fiscais pelo brinde. Assim, sem emoção, sem mandinga.
No shopping Villa-Lobos, a cada R$ 300 em compras o “prêmio” é uma espiral cinética. Que diabos é isso? Já no Interlagos o cliente leva um copo com ilustrações do artista plástico Tom Brito se gastar R$ 250 (reparem que o tal copo nem é do Romero Brito). No Center Norte, se o comprador desembolsar pelo menos R$ 200 “ganha” um hipopótamo de pelúcia. Ou seria um elefante branco?
O único shopping que fez renascer meu espírito promocional de Natal foi o West Plaza. Não tive acesso ao regulamento, mas a idéia é sortear 10 pacotes de 5 dias com acompanhante no cruzeiro “Emoções em Alto Mar”, com direito ao show do Rei.
Antes de me atirar às compras no West Plaza pensei duas vezes e mudei de idéia. Nada contra o Rei, mas será que quero mesmo assistir a um show dele? Enfrentar fila na hora de se servir em qualquer um dos restaurantes do navio? Aguentar mais fila para pegar o bote todas as vezes em que atracamos num dos pontos de parada previstos no roteiro?
Posso estar enganada, mas com a bagunça aérea o que vai virar um caos neste verão serão os mares.

tatinha13    14:17 — Arquivado em: Sem categoria


8.12.07

MELOU GERAL

 Foi-se o tempo em que animações eram coisa de criança. Desde que a Disney lançou “Toy Story” desenhos animados viraram uma boa pedida também para os adultos. Em muitos casos, aliás, nós nos divertimos mais do que o público-alvo. Quem viu “Vida de Inseto”, “Monstros S/A”, “Procurando Nemo”, “Carros” ou ainda os da Dreamworks, como os dois “Shrek” e “Fuga das Galinhas” sabe do que estou falando.
Criança tem o poder de decidir muita coisa num lar, mas a Disney sacou muito bem que a ida familiar ao cinema precisa ser muito mais prazerosa para quem tem o dinheiro no bolso. E tem feito filmes com piadas que deixam as crianças boiando – caso de alguns diálogos em “Carros”.
Pois “Bee Movie – A História de uma Abelha”, da Dreamworks, é mais um bom exemplo desta nova tendência. Co-escrito, dublado e produzido pelo comediante Jerry Seinfeld – que se tornou o queridinho dos americanos graças à sitcom que levava seu sobrenome – “Bee Movie” é o famoso muito barulho por nada.
O início é promissor. A idéia de transformar a vida na colméia como a nossa – com carros e elevadores – é muito boa, mas não se sustenta por muito tempo. O filme se perde em piadas que nem nós entendemos – será que é coisa para americanos?
À história: Barry Benson é uma abelha-macho que acaba de se formar e precisa escolher uma função na “Honex”, fábrica de mel em que todos ocupam o mesmo cargo até o fim da vida. O problema é que Barry sonha voar mais alto, quer conhecer o mundo fora da colméia. Claro que ele consegue. E viola quase todos os mandamentos das abelhas, inclusive o principal: nunca falar com humanos.
A partir disso Seinfeld cria algumas piadas enigmáticas. Sobram farpas para o apresentador Larry King, para o cantor Sting e para os atores Ray Liotta e John Travolta.
Ray Liotta, cujo papel mais famoso é o de “Os Bons Companheiros”, aparece como fabricante de uma marca de mel. É quem mais teria motivos para reclamar. Não sei até que ponto o rótulo é verossímil, mas Liotta é retratado como o nervosinho de Hollywood.
Larry King é visto como um velho chato que usa óculos de velho. Já Sting é desmascarado porque seu nome não é Sting (ferrão, em inglês). Numa das cenas, após a coadjuvante humana da história dizer que não sabe pilotar um avião, a abelha responde: “Se até o John Travolta sabe…”
Não sei se não entendi ou se as piadinhas são realmente bobas, mas Jerry Seinfeld precisa deixar de lado a paródia – ou o que quer que seja – se quiser continuar fazendo filmes que levem seus três filhos ao cinema. Do contrário, ele corre o risco de fazer com que eles prefiram a violência de “Os Bons Companheiros” ou os passinhos de “Os Embalos de Sábado à Noite”.

tatinha13    18:11 — Arquivado em: Sem categoria


7.12.07

MATA O VÉIO

 O Natal taí. O ano voou e nós já nos vemos parados nos engarrafamentos típicos de fim de dezembro e enfrentando filas intermináveis para tudo. Não há quem consiga achar uma vaga num estacionamento de shopping. É hora de começar a pensar nos presentes e planejar viagens.
Um ano novo também se aproxima. Nesta hora muita gente faz um balanço do ano que passou. Abrem o caderninho com a lista de promessas para 2007 e constatam que pouco foi cumprido.
Por que isso acontece? Por que a cada fim ou início de ano algumas pessoas se comprometem consigo mesmas – e com os outros – a cumprirem metas? Parar de fumar, emagrecer, alimentar-se melhor, acordar mais cedo, fazer um trabalho voluntário, arranjar namorado, freqüentar a academia, mudar de emprego… Por que a necessidade de marcar o fim de um ciclo com promessas?
O encerramento de um período de doze meses não é um passe de mágica. A noite do dia 31 para 1º de janeiro é como outra qualquer, mas há quem mentalize dormir Fiona e acordar princesa.
Devo estar sendo chata estragando a expectativa de muita gente com a data, afinal, a maioria das pessoas que conheço acredita em uma ou numa série de superstições nesta data. Usam branco com a calcinha da cor tal para dar sorte, comem lentilha dando pulinhos ou colocam notas de dólar embaixo do prato. Alguns vão à praia levar oferendas para Iemanjá. É de bom tom respeitar. Faz parte. Mas que é curioso é.
Para mim, sinceros votos de um bom 2008 é mais do que suficiente. Pensar positivo deve atrair boas vibrações – mais até do que fazer listas de metas e não cumpri-las.

tatinha13    17:14 — Arquivado em: Sem categoria


6.12.07

É LOTERIA

 Uma comédia romântica tem o seu valor. E nem precisa ser tão boa. Cumpre perfeitamente o papel de nos desligar completamente: perdemos a noção do dia e da hora. Como escrevi uma vez num post, nada muito complicado, nada que nos faça pensar muito.
Fui assistir a “Antes Só do que Mal Casado” por causa do Ben Stiller. O ator – protagonista de comédias como “Entrando Numa Fria” e “Zoolander” – é um dos meus preferidos. Para minha surpresa, no entanto, o melhor do filme não é Ben, mas sim o humor politicamente incorreto dos diretores, os irmãos Farrelly.
Bobby e Peter Farrelly já dirigiram “Quem Vai Ficar com Mary?”, com Cameron Diaz, e “O Amor é Cego”, com uma Gwyneth Paltrow e seus quilinhos extras.
“Antes Só do que Mal Casado” fala dos percalços do casamento, das dores de cabeça que surgem quando um dos envolvidos percebe a fria em que se meteu e da pressão da sociedade sobre os solteiros – não estar casado aos 40 pode ser um crime ou sinal de que há algo errado com a sexualidade do indivíduo.
O filme não é aquela Brastemp, mas vale por alguns detalhes. A bela paisagem de São Francisco até nos inspira a programar a próxima viagem de férias à cidade só para uma voltinha num daqueles bondes.
A atriz que faz par romântico com Ben (Malin Akerman) não é bonita nem tampouco carismática, mas a personagem é tão atrapalhada que rende algumas cenas engraçadas.
Por conta do vício em cocaína no passado, ela adquire um desvio de septo que a faz “regurgitar” líquidos e sólidos. Na frente do recém-marido tem de pagar o mico de espirrar refrigerante e pedaços de carne pelo nariz.
Os Farrelly também foram felizes ao retratarem um problema comum em viagens turísticas: a perseguição dos músicos locais. Um casal tranqüilo jantando corre o risco de ter quase um ataque cardíaco ao se abordado por um trio de mariachis que surge do nada em frente à mesa. O curioso é que nem sempre uma gorjeta resolve – eles pensam que o público está adorando, que eles são simpáticos e que o país deles é inigualável.
A trilha sonora também vale a pena. A maluca da esposa de Ben canta durante toda a viagem de lua-de-mel – dos Estados Unidos ao México, feita de carro. Entoa de Spice Girls a canções infantis.
Confiram e depois me digam.

tatinha13    13:59 — Arquivado em: Sem categoria


5.12.07

AS SENTENÇAS DE CADA CABEÇA

 O que é a vida, não? O jogador Romário foi pego no exame antidoping por usar tônico capilar para crescer cabelo. Pode ser punido com até 120 dias de suspensão.
Renan Calheiros, ao que tudo indica, não usa tônico, mas está careca de saber que pode fazer o que quiser que nada de mal vai lhe acontecer. Não foi cassado, só vai dar um tempo.
Já a ex-presidenciável colombiana Ingrid Betancourt não usa finasterida e, ao contrário de Renan, foi caçada. Está seqüestrada há mais de cinco anos pelas Farc. A mãe dela, Yolanda, pede a ajuda de Lula nas negociações com as Forças Revolucionárias Colombianas.
Apesar da língua presa, Lula não fala espanhol, mas não deve se furtar a tentar resolver o impasse na Colômbia. Não precisa de nenhum tônico – nem do mais famoso deles, o Fontoura – para agarrar a chance de conciliador.
Quem anda precisando de um bom tônico – aí sim o Fontoura – são os alunos brasileiros. Exames realizados pelo “Programa Internacional de Avaliação de Alunos” em 57 países colocam o Brasil entre os piores do mundo. Os desempenhos mais desastrosos são em Matemática e em Leitura.
Mas o que é a vida, não? O que podemos esperar ou exigir de alunos se nosso próprio presidente mal sabe juntar duas palavras?

tatinha13    14:06 — Arquivado em: Sem categoria
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