30.3.08
SOC! POW! BANG!

Deve ser trauma de infância. Ou de alguma amante mais exaltada. O fato é que um juiz de Porto Alegre acha que existem tapas e tapas.
Após ação movida por uma ONG, ele decidiu que a música "Tapinha" – aquela do refrão "um tapinha não dói" – é ofensiva à dignidade das mulheres, mas outra com o mesmo tema – "Tapa na Cara" – é apenas o retrato de um encontro amoroso. E não meteu a colher. Ou melhor, a caneta.
A primeira é um funk de Mc Naldinho e Bella Furacão que martelou por um bom tempo em nossas cabeças. Era ouvir cinco segundos para cantarolá-la mentalmente o resto do dia. A outra é do Pagodart que, com esse nome, deve ser um grupo de pagode.
Reparem na sentença do juiz: "O "tapa" (…) evidentemente causa dor física na vítima, além do abalo psíquico decorrente da humilhação que o gesto em si constitui". Sobre “Tapa na Cara": "apenas relata um encontro amoroso entre um homem e uma mulher, que implora ao parceiro para que lhe dê tapas durante o ato sexual".
Não entendi nada. Só sei que o tapinha está na moda e o juiz vai ter muito trabalho para explicar a diferença entre tapa e tapa.
Além da polêmica envolvendo as duas canções, durante o “Big Brother” a miss Natália disse várias pérolas, inclusive uma relacionada a esse assunto: “Carinho a gente recebe de pai e mãe. Homem tem é que dar porrada”. Ainda bem que uns gostam do verde e outros do amarelo.
Se eu fosse a juíza responsável pelo processo, minha sentença seria inversa à do gaúcho. Condenaria os pagodeiros, que são mais perigosos quando o tema é pancadaria. Tem pagodeiro que atropela e mata motoqueiro, tem pagodeiro que bate na mulher e tem até pagodeiro envolvido com o tráfico de drogas no Rio.
Os funkeiros estão mais preocupados em aprender a dança da motinha, a coreografia do tapinha, passar cerol na mão ou comer uma melancia.
Já que o critério é a falta dele, aí está meu veredicto.
tatinha13
10:05 — Arquivado em: 

Prá você ver como a justiça anda ocupada…
Talvez por tanta pauta importante como esta apresentada, é que tantas questões continuam sendo arrastadas pelo tempo.
“Um tapinha não dói”…
O episódio me faz lembrar outra música, aquela que diz: “e o povo como está? Está com a corda no pescoço…”
Enquanto brigam para julgar o tapinha, nossa cara tá vermelha de tanto levar porrada. Porrada de um des-governo estratosférico (aquele que vive na estratosfera, longe da realidade. Sobre o Olimpo.)
Talvez se nossos Juízes tivessem ouvido mais “Aluga-se” (Raul); “Que país é este?” (L. Urbana); “Blown In the Wind” (Dylan) entre tantas outras, estariam talvez contribuindo melhor para o nosso “belo quadro social”.
Comentário por Adriano — 30.3.08 @ 10:51
Sinceramente, eu proibiria os dois…..ritmos hehehehe.
E o Big Brother também!!!
Bjos
Comentário por Holly — 30.3.08 @ 11:29
Tati, para sua informação de bunda de nenê e cabeça de juiz se pode eseprar qualquer coisa. Tenho dito.
Elizabeth.
Comentário por Elizabeth Simão Galhardo — 30.3.08 @ 16:00
E com tantos processos parados.!!!!!!!
Comentário por Juventino — 30.3.08 @ 20:58