20.3.08

Essa é para nos lembrarmos sempre de que o mundo gira. Atropelado pela Land Rover, Silvio Pereira terminou na sarjeta.
Para se livrar do processo de formação de quadrilha no caso do “mensalão” chegou a um acordo com a Justiça. Vai fazer auditoria de serviços públicos por três anos. O trabalho dele será o de fiscalizar a realização de tarefas como varrição, tapa-buracos e desobstrução de bocas-de-lobo.
Ora, mas de serviço limpo ele não entende nada. O que ele precisa mesmo é de um esfregão e de um uniforme laranja para ir da observação à prática.
Após uma série de idas e não-idas, finalmente compareceu à subprefeitura de Pinheiros nesta semana. Segundo seu advogado, Silvio gostaria de ensinar crianças a fazer uma horta comunitária – atualmente ele é cozinheiro num restaurante da família.
Consegui até vislumbrar pimpolhos plantando pepinos e abacaxis. Mas eles foram salvos pelo gongo, já que a subprefeitura de Pinheiros não oferece este tipo de atendimento à comunidade. Isso sem contar que está eliminado o risco de superfaturamento na merenda escolar.
Ocasião modesta, carro idem. Silvio apareceu pilotando um Palio Weekend. A Land Rover só é usada em ocasiões de colarinho branco.
Meu único medo é cruzar com Silvio Pereira pelas ruas de Pinheiros. Sou moradora do bairro e temo não conseguir desviar de algum buraco e atropelá-lo. Ah se eu tivesse uma Land Rover…
18.3.08

Esta semana travei uma conversa com um senhor que trabalha há mais de 30 anos numa tradicional loja de discos na Galeria do Rock, no centro de São Paulo.
Valdir Angeli nem é tão velho. Meio neurastênico, agitado, fanático por organização – teme até sofrer de Transtorno Obsessivo Compulsivo – ex-alcóolatra. Teria motivos para ser um inconveniente qualquer, mas está de bem com a vida. E pensando.
Polêmica é com ele mesmo. Orgulha-se em dizer que apesar de ter “tomado mamadeira” ouvindo Beatles, prefere o The Who. Não leva jeito para ser vendedor. É muito sincero, pode comprar briga e ainda ficar estressado. Prefere ficar longe dos clientes, catalogando os produtos na tranqüilidade do sótão.
Almoça religiosamente no mesmo restaurante, na mesma bat-hora e na mesma bat-mesa. Gosta de sentar-se sozinho, com espaço para abrir suas asas e ler o caderno de esportes enquanto traça seu PF. Se o São Paulo “toma um chocolate” do Palmeiras no final de semana, segunda-feira é dia de atazanar o chapeiro.
Vive rezando para não chover. Com uma mãozinha de São Pedro pode ir a pé para o trabalho, evitar o rodízio e economizar no estacionamento.
Já teve uma música de sua autoria gravada por Nasi e os Irmãos do Blues. Acha que a música brasileira vai mal. Muito mal.
Recém-apresentada ao “sleeveface”, fiquei maluca com tantas capas de discos na loja do Valdir. Encontrei algumas pérolas, mas também vi trabalhos que eram verdadeiros shows de horrores. Pena não ter a máquina fotográfica comigo.
À noite, ligo a TV e dou de cara com um certo Armandinho entoando os piores versos que já ouvi até hoje - incluindo todas as danças da bundinha, cordinha, garrafa, manivela e outros objetos.
“Semente, semente, semente
Semente, semente
Se não mente fale a verdade
De que árvore você nasceu? (…)
Semente eu sou sua terra
Semente pode entrar em mim (…)
Semente, Semente, Semente
Semente, Semente
Não mente!”
Lamentável. Lembrei-me do Valdir.
Deveria ter feito um "sleeveface" com a minha própria cara. De desolação.

Estreou ontem à noite na Band o “Custe o que Custar”, novo programa de Marcelo Tas. Posso assegurar que mesmo os que conhecem a grife Tas e já tinham noção do que encontrar se surpreenderam. Havia tempos que não via uma atração tão inteligente.
Na onda de “American Idol” – que por aqui virou “Ídolos” – ou até mesmo o “BBB”, o programa é uma adaptação do argentino “Caiga Qien Caiga”, que já ganhou versões em quatro países e chega agora ao Brasil.
Faltam-me condições para comentar o argentino, mas o de Tas analisa a programação televisiva unindo jornalismo e humor.
Ele divide a bancada-arena com dois outros apresentadores: os humoristas Rafinha Bastos e Marco Luque – aquele que interpreta o motoboy Jackson Five. Seguindo o estilo que consagrou o apresentador nos anos 80, Rafael Cortez, Felipe Andreoli, Danilo Gentili e Oscar Filho fazem matérias externas incorporando duas das principais características de Ernesto Varela: o cinismo e a ironia.
Aos leitores mais jovens e aos que não acompanhavam a grade televisiva dos anos 80, alguns episódios ajudam a explicar quem é o repórter Varela. Acompanhado do cinegrafista Valdeci, tascava perguntas que deixavam corados políticos e outras personalidades, como a clássica para Paulo Maluf: "Muitas pessoas não gostam do senhor, dizem que o senhor é corrupto. É verdade isso, deputado?". Ou para o então deputado Nelson Marchesan: “Deputado, o senhor acredita no que o senhor diz?”. Também já virou para Ruth Cardoso e a questionou sobre o marido: “Por que uma pessoa tão ajuizada, culta e inteligente foi se meter com política?”.
Não é difícil entender por que acho um sacrilégio comparar o inconveniente Repórter Vesgo do “Pânico” a Varela.
Os repórteres do “CQC” tentam seguir a cartilha do humor “vareliano”. Na estréia, Danilo Gentili se fez passar por um repórter em começo de carreira durante entrevista com Gretchen. Depois de chamá-la de senhora diversas vezes e de provocá-la com um texto de apresentação em que dizia que ela tinha mais de 40 anos de carreira, menciona o filme de pornô evangélico que ela fez com o marido, deixa o celular tocar durante o papo, puxa fiapos da meia quando cruza as pernas e, no fim, ainda pede que a cantora autografe uma das várias revistas em que saiu nua. Hilário. Ri sozinha.
Oscar Filho esteve no lançamento da “Playboy” de Jaque Khury. Por muito pouco não levou um safanão da ex-BBB.
Já Rafael Cortez acompanhou o senador Eduardo Suplicy no show de Bob Dylan – que segundo Rafinha Bastos é o mesmo que ir com Zeca Pagodinho à Oktoberfest.
Apesar da idéia boa, não teve o mesmo êxito que seus colegas.
Mas o melhor foi um quadro na linha “top ten” com as cenas mais constrangedoras e involuntariamente engraçadas de programas da TV aberta, como o da parceirinha Ione Borges na Gazeta ou o “Bom Dia e Cia.”, do SBT. De chorar de rir.
Todo programa de estréia é uma maravilha. O cheirinho de novo inspira o elenco. Vamos aguardar para conferir se o grupo terá fôlego para manter a criatividade e a audiência.
A sorte é que eles não estão no SBT. Se não derem lucro ainda têm a chance de permanecerem no ar – e sem irem para a madrugada.
17.3.08

Na semana passada foi divulgada uma pesquisa que, apesar de preocupante, deixou pouca gente de cabelo em pé. Um estudo do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo mostrou que 95,7% dos alunos do terceiro ano do ensino médio estadual não têm domínio sobre o conteúdo de matemática.
A notícia não é chocante pelo fato de os alunos ignorarem a matéria, mas por saírem do colegial analfabetos nesta disciplina. Há alunos doentes, mas há também professores sem habilidade para cutucar essa ferida.
Números nunca foram meu forte. Sempre fui mais dedicada às letras. Em parte por aptidão, em parte porque a mestra era uma exímia educadora. Quanto à professora de matemática, não sei se tinha mais medo dela ou da matéria que tentava ensinar.
Além da boca à la Lobo Mau, estava sempre mal-humorada. Cada vez que ela emitia um som me vinha à mente o “decifra-me ou devoro-te”. O fato é que nem com essa pressão fui capaz de decifrar os mistérios exatos.
Mas tenho minhas dúvidas sobre esta deficiência escolar do brasileiro. As notas podem não ser boas no colégio, mas é a ciência que mais dominamos. Nosso background vem sendo formado desde 1.500 e só vem se aprimorando.
Somos especialistas em duas operações: subtrair e dividir. Necessariamente nesta ordem. Até mesmo na resolução de equações damos um banho. Os resultados nunca são números infinitos como o “Pi”, por exemplo. Dão sempre negativo.
Mas quem se importa? Na matemática – assim como na vida – há explicação para tudo.
16.3.08

As formigas me encantam.
Desde pequena observo esses pequenos seres transportando folhas que são dez, vinte vezes maiores que elas. Também me seduz a capacidade de organização. Já fiquei muito tempo observando as filas que elas formam. Na época cheguei à conclusão de que ligavam o nada a lugar nenhum.
Apesar de incitarem minha curiosidade, sempre procurei me manter distante delas. Sou alérgica a picadas de insetos e tenho comichões só de olhar para um formigueiro – imaginem então o estrago causado no meu pé no dia em que muito distraidamente pisei num deles.
Não é fácil a vida de uma formiga. Elas estão sujeitas a todas as intempéries – inclusive a uma descuidada que põe fim a um trabalho de meses. Só mordendo mesmo.
A formiga também sempre teve a imagem de ser valente e trabalhador. O desenho animado “Formiga Atômica” e fábulas como “A Cigarra e a Formiga” se encarregam de ensinar às crianças certos princípios que nem sempre se confirmam na vida adulta. Depois que ficamos grandinhos percebemos que às vezes não somos nós, formigas, que nos damos bem. Há várias cigarras por aí vivendo um final feliz.
Mas hoje descobri algo que pôs fim a essa imagem edificante que tinha delas. Pesquisadores ingleses afirmam que as formigas são traiçoeiras, egoístas e corruptas. Algumas conseguem burlar o sistema e garantir que seus filhotes se tornem rainhas reprodutivas em vez de operárias estéreis.
Quem diria que por trás daquele rostinho sofrido há uma personalidade de cigarra – ou de raposa. São Francisco foi ludibriado o tempo inteiro.
Nunca tinha desconfiado de que elas podiam não serem boas biscas. As abelhas produzem cera e mel, e até as ostras dão pérolas. Mas o que fabrica uma formiga?
Moral da história: apesar do olho apertadinho, os tamanduás são bichos de visão.
15.3.08

“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”. Todo mundo conhece a famosa frase de um dos nomes mais celebrados do Cinema Novo, Glauber Rocha.
Pois hoje o slogan seria outro: “Um disco de vinil na mão e uma idéia na cabeça” ou “um disco de vinil na cabeça e uma idéia em mãos”.
A nova onda na Internet é tentar reproduzir poses de capas de discos e enviá-las para sites como o Facebook ou o Youtube.
A invenção saiu da cabeça de um apresentador de rádio do País de Gales, John Rostron. Segundo ele – que tem uma coleção com seis mil LPs – a sacada surgiu por causa de uns amigos DJs. Durante uma festa num bar na cidade de Cardiff, começaram a brincar com as capas dos vinis que estavam sendo usados para a trilha sonora daquela noite.
Não demorou muito para que John criasse um site para receber as contribuições de “artistas” de vários países. Algumas lojas especializadas em vinil entraram em contato com ele dizendo que os clientes estavam tirando fotos com as capas dos discos dentro das lojas.
Há inclusive uma grande loja em Londres interessada em fazer uma exposição com os trabalhos e uma editora americana com propostas de lançar um livro.
Prometo fazer a minha versão e postá-la aqui assim que descolar um vinil. Também lanço o desafio de que vocês façam o mesmo. Encarnem um rock star – ou até um Waldick Soriano – e me enviem suas capas. Claro que todas elas serão publicadas.
Por enquanto, busquem inspiração AQUI
14.3.08

David Beckham está para perder a coroa de rei da mulherada e da mídia. A queda da Bastilha deve acontecer assim que o livro “Feo!” ultrapassar as fronteiras argentinas e se tornar conhecido em todo o mundo.
Este é o sonho do jornalista Gonzalo Otálora, que teve uma sacada genial ao criar o conceito de “feiossexualismo”. No livro, Gonzalo narra experiências pessoais com muita graça e inteligência.
Em seu site – livre de Photoshop e de maquiagem, como ele faz questão de frisar –, o jornalista diz que seu sofrimento começa na infância, quando seus amigos lhe davam os títulos de “mais feio”, “o mais mal vestido” e “o idiota da classe”.
Num tom bem-humorado, Gonzalo faz algumas propostas a Cristina Kirchner, como: inclusão de atores pouco atrativos como protagonistas de novelas de amor, regulamentação do uso do Photoshop e maquiagem em revistas de beleza e publicidade, plano integral nos colégios para erradicar a violência física e verbal e, finalmente, todo lindo que deseja ir para a cama com um lindo deve fazê-lo antes com um feio.
Em breve a obra de Gonzalo vai virar filme, programa de TV e peça de teatro. Afinal, nunca o feio esteve tanto na moda. “Bete, a Feia” e “A Feia Mais Bela” são exemplos de mais do mesmo. Finalmente alguém teve uma idéia original sobre o drama.
No site, Gonzalo explica que escreveu “Feo!” após comprovar a inutilidade das dietas, cirurgias estéticas e do exercício físico. Diz que a balança e o espelho são trituradores da auto-estima. E conclui: “É alérgico a ácaros. Hoje é feliz, apesar dos ácaros”.
Gonzalo é tão figura que até dá para pensar melhor no caso dele.
Em seu segundo livro poderia escrever algo na linha do “Como um Feio se Tornou Bonito”.
Leiam aqui o manifesto do feiossexual
13.3.08

As mulheres queimaram os sutiãs na década de 60, mas cerca de 40 anos depois algumas ainda insistem em ser a nova musa de Mário Lago.
O mundo está cheio de Amélias. Chego a esta conclusão após descobrir que a esposa do governador de Nova York, a advogada Silda Wall Spitzer, apoiou o marido nas duas vezes em que ele assumiu publicamente o envolvimento com prostitutas. Ficar ao lado do marido enquanto ele renuncia e diz que gastou, em dez anos, R$ 140 mil com garotas de programa não é normal.
Atitude semelhante à da pré-candidata Hillary Clinton. Na época do escândalo sexual envolvendo Bill e Monica Lewinsky, Hillary tratou o caso como águas passadas e hoje é feliz para sempre com seu grisalhão.
No Brasil, no ano passado, foi a vez da mulher de Renan Calheiros seguir o exemplo de Hillary e perdoar o marido – mesmo com uma filha para contar a história que ele viveu com Monica Veloso.
Apesar de atitudes tão nobres, quem paga a conta são as Lumas de Oliveira, que num dos tantos Carnavais usou uma coleira com as iniciais do nome do marido. Essa sim é submissa. Submissa ou muito dona do seu nariz?
Sobra ainda para as mulheres que optam por deixar a carreira de lado para assumir uma vida de dona-de-casa. Ouvem tantas bobagens quanto Luma. Mas essas não são as Amélias. São as mais autênticas. Uma Amélia não teria peito para bancar uma decisão como essa. As verdadeiras mulheres sem vaidade estão travestidas de mulheres fortes.
12.3.08

No post anterior falávamos sobre exemplos. Coincidentemente assisto ao filme “Antes de Partir” e lá está o assunto novamente.
Na cena de abertura uma voz em off de um dos personagens se questiona sobre a medida da vida. Pergunta-se se seria o quanto foi capaz de amar ou o número de pessoas que seguiu seu exemplo.
Acasos à parte, “Antes de Partir” é uma boa pedida. Sai praticamente ileso de um tema mais do que explorado e difícil para qualquer ser humano: a morte. Por dois motivos: pelos protagonistas – Jack Nicholson e Morgan Freeman – e pelo humor negro.
Os dois, com câncer terminal, se conhecem no leito do hospital e descobrem juntos que têm poucos meses de vida. Inédito. Prontamente elaboram uma lista com os últimos desejos antes de abotoarem o paletó – ou chutarem o balde, como os americanos dizem.
Nesta “Lista da Bota” algumas tarefas também são “déjà vu”: saltar de pára-quedas, dirigir um Mustang, conhecer o Taj Mahal, as pirâmides do Egito e a Muralha da China.
Os bons momentos do filme não são as paisagens dos lugares que visitam, mas certas reflexões dos personagens. Filosóficas por parte de Freeman ou irônicas quando vêm de Nicholson.
A missão é moleza para ambos. Freeman vem se especializando no papel de Deus – “O Todo Poderoso” e “A Volta do Todo Poderoso” – e Nicholson é sempre o maluco cínico de “Melhor É Impossível”.
Sem esforço, Nicholson garante as risadas. Seja pelo uso dos óculos que lhe permitem ler ou assistir TV deitado ou quando, recém-operado e vomitando após uma intoxicação alimentar, diz ao gargarejar um “Listerine”: “neste exato momento algum sortudo está tendo um enfarte”.
É inevitável assistir a um filme com essa temática e não se questionar sobre a nossa própria “Lista da Bota”.
Não sou adepta de listas – seja com resoluções de início de ano ou do supermercado –, mas na tentativa de imaginar dois ou três tópicos percebi que talvez seja mesmo uma tarefa para a hora do desespero.
Como é difícil selecionar o que gostaria de fazer antes de partir. Tanta coisa vira um nada. Entendi por que abundam livros do tipo “1.000 Lugares Para Conhecer Antes de Morrer”, “1.001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer” ou “300 Filmes Para Ver Antes de Morrer”.
Até lá, espero não precisar contar com estes clássicos da literatura. Se puder escolher, prefiro ser pega de surpresa.
Que assunto mais oportuno para o dia do aniversário, não?
11.3.08

Diz o senso comum que se conselho fosse bom não seria de graça. Excetuando-se a colher de chá de pai e mãe – que também deve ser tomada com moderação – nenhum outro tipo de conselho é, de fato, gratuito.
Os palestrantes estão aí para não me deixar mentir. O que fazem é tão somente comercializar conselhos sobre tudo. Há os que dão dicas de como ganhar dinheiro fácil, perder peso em uma semana ou aprender a lidar com o chefe mandão. Vende-se de tudo – e a preços nada camaradas. Vai da imaginação e da cara-de-pau de cada um.
O mesmo não se pode dizer sobre os exemplos. Os bons existem para serem seguidos. Ou copiados. Enfim, servirem como ponto de referência para os que se encontram sem nenhum. E o melhor: são de graça.
Esse assunto surgiu após me deparar com duas notícias. Leio que após uma autorização dada por seu pai, Britney Spears terá acesso a um cartão de crédito ou débito com um limite semanal de US$ 1.500.
Lula deveria mirar-se no exemplo do pai de Britney e estabelecer um limite de gastos bem simbólico para seus ministros.
Malucos devem ser tratados assim. Do contrário, a fatura do fim do mês pode vir com surpresas como a do free shop da ministra Matilde Ribeiro. O cartão de crédito deveria ter o limite de duas ou três tapiocas.
Até a cantora Amy Winehouse dá um exemplo que merece atenção. Após sair de uma clínica de reabilitação em Londres, lança uma nova moda: cheirar vodca.
Uma matéria do site “Hollywood Rag” diz que, numa boate, Amy pegou um canudo e um dos 20 copos com doses de vodca sobre a mesa e aspirou tudo.
Essa brincadeira de dar uma de baleia às avessas tem até nome, é a “câmara de gás”. Segundo médicos, o procedimento é perigoso e potencialmente letal porque o álcool é levado quase que instantaneamente para a corrente sangüínea.
Lula tem características de gambá e baleia. Será que não gostaria de se inspirar no exemplo de Amy?