29.4.08
O FINO DO BREGA

Dinheiro não é termômetro para avaliar se uma pessoa é muito ou pouco brega, afinal, bom gosto independe da conta bancária.
Tenho reparado, entretanto, que há um outro tipo de brega, os que são cafonas na essência: os bregas comportamentais.
O curioso é que esses estão longe de terem uma ninharia no banco. São geralmente tradicionalistas e revestem tudo – situações, objetos, sentimentos – de um significado muito mais chique do que o real.
O brega comportamental parou no passado. Usa expressões e ouve músicas antigas. Acha que as boas boates não existem mais. Também considera chique passear com um copo de café da Starbucks na mão, falar ao celular enquanto dirige, fazer compras no free shop, pedir dois tipos de vinho no restaurante, provar ambos e optar por uma cerveja, ir para Campos do Jordão no inverno, Maresias no verão e Punta del Este ou Miami nas férias.
Mas a característica mais irritante do brega comportamental é chegar atrasado. Deixar os outros esperando por ele dá um prazer imenso – maior até do que ouvir Roberto Carlos, usar dourado ou saia com bota.
tatinha13
13:52 — Arquivado em: 

Adorei seu texto, realmente o mundo está cheio de bregas comportamentais, tudo o que é novo não presta, não é bom, a qualidade é ruim, vivem reclamando de tudo. Vivem o hoje refletindo um passado que não voltará…
Comentário por Ana Paula — 29.4.08 @ 16:58
Pelo final do texto me parece que vc foi flechada por um ” brega ” rs rs rs rs
Comentário por Juventino — 30.4.08 @ 1:02
Tati
Estou preocupado…sou pontual..não tomo café da Starbucks…não falo no celular ao volante…nunca deixo ninguem me esperando…mas adoro musica antiga…Eu sou BREGA ?
Comentário por Rogerio — 30.4.08 @ 14:25
Como sempre seus textos,por mais leves que sejam, nos levam a pensar.Adoro música antiga e gosto de Roberto Carlos.Mea culpa, mea culpa, máxima culpa…
Comentário por picida ribero — 4.5.08 @ 21:17