22.5.08

PSICOSE PARAENSE

 Há muito tempo não via imagens tão cruéis quanto às que assisti nos telejornais de anteontem. Coisa da Idade da Pedra mesmo.
Refiro-me às facadas desferidas por índios caiapós em Paulo Fernando Rezende, engenheiro da Eletrobrás. O ataque ocorreu durante um encontro em Altamira (PA), enquanto ele falava sobre a construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Num episódio que beirou a rinha de galo, os índios resolveram libertar os instintos de seus antepassados a fim de se mostrarem contrários à construção da usina. Ninguém foi preso.
Se não estão civilizados, é melhor que se recolham à floresta e vivam em suas próprias comunidades. Que exerçam essa selvageria entre seus iguais, porque domesticados eles definitivamente não são.
Se havia policiais no local eles se recolheram às suas ocas. Se existiam aparelhos para detectar metais, eles não estavam funcionando. Se os índios têm ou não razão nem interessa mais.
O que serve de consolo é o presidente da Funai ter declarado que os índios devem ser julgados como qualquer outro cidadão brasileiro.
Depois das imagens de Altamira a motosserra de Hildebrando Pascoal é fichinha.

tatinha13    17:20 — Arquivado em: Sem categoria
4 Comentários
  1. Não sei o que é mais surpreendente. Só esta semana tivemos:
    - Índios caiapós depejando ódio em cima de um sujeito indefeso. E olha que um padre é suspeito de ajudar na compra dos facões!
    - O despreparo de nossos ilustres parlamentares durante o depoimento do acessor André Fernandes;
    - As discussões sobre a volta da CPMF;
    (…)
    Para dizer a verdade, com tantos fatos surreais que acontecem diariamente, a gente acaba ficando cada dia mais pessimista sobre o futuro da política, do país, da sociedade e do mundo. Pior que isso, tudo se torna tão normal e rotineiro que o conformismo toma conta de todos, contribuindo para agravar esse quadro caótico, tornando-o irreversível. Como diria Marcelo Nova, “crianças, isso é só o fim”.

    PS: Voltei pra ficar!

    Comentário por Ricardo Rezende — 22.5.08 @ 21:16

  2. Menina, a coisa está perdendo o controle. Nem surrealismo está justificando os últimos acontecimentos. Só sei da pidadinha que o nosso DD Presidente da República estava nadando no Paranoá (onde o por do sol é lindíssimo) quando estava prestes a se afogar, e estrangeiros e um brasileiro o v salva do afogamento. Ele, muito generoso que é, concedeu um pedido a cada um de seus benfeitores. Os estrangeiros pediram dinhieor, casa, passagem de volta para seus paisese , sei lá bem o quê. O miniero (era miniero o brasileiro) pediu para ter um Funeral de primeira classe. O DD. Presidente se espantou com o inusitado pedido e foi logo perguntando? - Por que um funeral de primeira? - Respondeu o minierinho: - É que quando eu voltar para Minas e o povo souber que eu colaborei para que os senhor não se afogasse vão me matar na certa. Isso é tudo por enquanto. Bjs.

    Comentário por Elizabeth — 22.5.08 @ 21:37

  3. Que eles foram muito agressivos eu até concordo,nada democrático, mas não se esqueça que filhos de bacanas mataram índios lá em Brasília e nada aconteceu, que o presidente da Funai é um pau mandado e pelo menos os índios lutam pelos seu ideais e nós Brasileiros que so assistimos de camarote as barbaries com aumentos de impostos e outras coisa mais e nem bater panela fazemos

    Comentário por Juventino — 22.5.08 @ 23:22

  4. Ainda estou tentando entender o que aconteceu. Talvez eu consiga quando parar de buscar a logica de tudo…
    Bizarro, surreal… ou lavagem cerebral????

    Comentário por Selma — 23.5.08 @ 7:53

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