29.6.08

A NOVA VERSÃO DO JOGO DE AMARELINHA

 Além dos motoboys, o paulistano arranjou um novo inimigo: o chiclete. Sim, a goma de mascar virou cocô de cachorro para quem circula pela Paulista.
As reclamações sobre o piso da avenida mais famosa da cidade foram tantas que a prefeitura decidiu agir. A calçada da Paulista, que era de mosaico português, começou a ser reformada em julho e está quase pronta. Agora o piso é de concreto moldado “in loco”.
Mas as obras nem terminaram e os transeuntes já estão reclamando. O chão está todo carimbado com marcas de chiclete. Como na maior parte da calçada é usada a cor cinza-grafite ou cinza-médio, as marcas dos chicletes estão bem aparentes.
O assunto está rendendo mais que as blitze do bafômetro. Durante esta semana, na rádio CBN, após a notícia, milhares de ouvintes mandaram email à rádio comunicando onde estavam os piores trechos.
Portanto, fiquem atentos nas saídas das estações do metrô, no quarteirão entre as ruas Augusta e a Haddock Lobo, e no cruzamento da Augusta com a Brigadeiro Luiz Antônio.
Hoje, em mais uma reportagem sobre o assunto, um distribuidor de panfletos na região deu até o horário mais crítico, que é entre meio-dia e uma da tarde, quando os estudantes saem das aulas. Sem preocupação de procurarem uma lixeira, jogam o chiclete no chão. O panfleteiro-espião contou ainda que está fazendo a sua parte. Neste horário se posiciona perto de um recipiente de lixo para recolher os panfletos que as pessoas venham a jogar no chão.
O resultado da confusão é que a prefeitura destacou alguns funcionários da limpeza para fazerem a raspagem do piso.
Estou impressionada como o tema está despertando indignação. Não sei, mas acho que já temos assuntos suficientes com os quais nos preocupar. O chiclete é o de menos. A pior das dores de cabeça é pisar nele fresco. Depois que ele grudou e ficou preto, paciência. Virou um mosaico português de novo.
Falta de educação é grave, mais ainda quando acontece em portas de escola onde estuda a nata da sociedade paulistana, como os colégios Dante Alleghieri e São Luiz. O que esperar dos adolescentes de periferia ou do povão que circula pela praça da Sé? E depois ainda reclamam dos motoboys…
Vamos pensar pelo lado bom: o piso da Paulista agora é antiderrapante. Dona Marisa, por exemplo, pode andar por lá tranquilamente – sem correr o risco de o “Arraiá do Torto” virar “Arraiá da Torta”.

tatinha13    13:50 — Arquivado em: Sem categoria
2 Comentários
  1. Prefiro chiclete nas calçadas da Paulista ao Chiclete num trio elétrico em Salvador…

    Comentário por Ricardo Rezende — 29.6.08 @ 14:22

  2. Piso antiderrapante ou não se um trombadinha te rouba na Paulista ele nem corre pq n tem policiamento.

    E as bibas na parada gay vai estragar o salto grudando no chiclete kkkkkkkkk

    Comentário por Juventino — 30.6.08 @ 0:47

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