23.7.08
O PRÍNCIPE E O PLEBEU

Hoje conversei com um ator que só poderia mesmo interpretar uma figura na ficção. Até porque na “vida real” ele também tem inúmeras peculiaridades – talvez até mais do que nas estórias. Trata-se de Marcos Oliveira, o Beiçola, de “A Grande Família”.
A ator saiu há pouco do hospital. Recentemente teve uma infecção urinária que o deixou três dias na UTI. “Mas nem foi tudo isso que disseram. Não tava morrendo. Fiquei lá deitadinho, numa boa, relaxado. Adoro hospital, anestesia. Meu sonho é morrer de choque anafilático”, garantiu.
Logo que saiu retornou aos ensaios da peça que estava para estrear – e que teve de ser adiada por causa de seu problema de saúde.
Para escapar do trânsito carioca achou uma solução bem prática. Contratou um motoboy para levá-lo de sua casa até o bairro da Lagoa, onde está localizado o teatro. Não pediu nenhuma referência sobre o piloto, apenas ligou para a agência e contratou o serviço.
Outra excentricidade diz respeito ao gosto por tupperwares. Comprou o primeiro porque achou bonitinho. Virou um vício. Mais tarde, uma coleção – que só não foi adiante por falta de espaço para guardá-los.
Marcos usa os potes plásticos para tudo: põe perucas, sabonetes, fotos e até livros. Só não armazena sapatos porque acha que fica esteticamente feio.
O visual de seu personagem mais famoso, o Beiçola, foi inspirado em Ronnie Von – tenho minhas dúvidas se o cantor ficará feliz se vier a saber disso algum dia.
Marcos relembra que aos 7, 8 anos, achava Ronnie e sua cabeleira o máximo. Hoje deixou a Jovem Guarda de lado. Prefere os bailes funk. Diz que gosta de ir ao “Castelo das Pedras”, em São Gonçalo, só para observar a movimentação de cachorras e cachorros.
Acho que já temos elementos suficientes para caracterizá-lo como personagem de sua própria vida real.
A propósito, o ator está em cartaz no Rio com um espetáculo “Mistério na Mansão – O Caso da Cantora Cantonesa”. A peça, interativa, é encenada na Fundação Eva Klabin. A novidade fica por conta do elenco. Cerca de 35 espectadores são admitidos por sessão. Cada um deles recebe um kit que inclui o perfil da personagem que irão desempenhar durante a peça e também um adereço para entrarem no clima. No final ainda há um coquetel com comes e bebes.
tatinha13
17:53 — Arquivado em: 

Minha bem relacionada e artística Tate, taí um baita ator, muito competente, talento puro. Atores do naipe do Marcos nos deixam orgulhosos e felizes com a qualidade dos nossos artista. A paixão do “beiçola” pela Dona Nenê é algo invejável e utópico nos dias de hoje.
Forte abraço.
CAUROSA - caurosa.wordpress.com
Comentário por caurosa — 23.7.08 @ 22:56
Rs! Eu tambem nao posso ver um novo lancamento de tupperware…
Comentário por Selma — 23.7.08 @ 23:19
Beiçolas á parte, como fã confessa da Jovem Guarda, pergunto: O Ronnie Vom não era lindo demaisss?
Comentário por picida ribeiro — 27.7.08 @ 22:30