27.8.08
GARANTA JÁ O SEU

Acabo de diagnosticar uma nova epidemia. Ela ataca famosos de todas as categorias e não tem sintoma aparente. Simplesmente surge. Chama-se “cedêculose”.
O nome vem do atual sonho de consumo de nove entre dez personalidades: ter seu próprio CD. Afinação, voz de veludo, bom repertório ou figurar nas paradas de sucesso são características pouco relevantes. O importante é ter um CD nas lojas.
A “cedêculose” não acomete apenas brasileiros.
Acabo de ler que o premiê italiano Silvio Berlusconi está preparando um CD romântico. Intitulado “O Último Amor”, terá 14 canções típicas napolitanas que falam de sentimentos em um tom melodramático.
De acordo com jornais italianos, Berlusconi tem como parceiro o violonista Mariano Apicella – ambos passaram parte das férias compondo na mansão de Berlusconi, na Sardenha.
Esta não é a primeira incursão de Berlusconi pela música. Seu primeiro trabalho foi lançado em 2003 e vendeu cerca de 45 mil cópias.
Por aqui, depois de Ana Maria Braga se arriscar com “Sou Eu”, foi a vez de Roberto Justus. Este ano ele lançou “Só Entre Nós”, em que canta clássicos em inglês como “My Way”, “What a Wonderful World”, “Yesterday” e “I´ve Got You Under My Skin”.
No caso de Justus, o destaque não é a voz, mas o jogo de cintura e a carga dramática demonstradas pelo empresário durante as apresentações. Ele é tão pouco malemolente que merece ser demitido.
Os que têm semancol, mesmo tendo voz, preferem algo como um CD em que recitam a Bíblia – Cid Moreira – ou musicam poesias. Este é o caso de Michael Jackson.
Engana-se quem pensa que o cantor preparou um CD narrando clássicos infantis. Michael acaba de gravar um álbum pop baseado nos textos do poeta escocês Robert Burns. O parceiro foi David Guest, produtor e ex-marido de Liza Minelli.
Se a “cedêculose” não apresenta sintomas, espero que tenha cura. Nós não merecemos tantos talentos.
tatinha13
15:57 — Arquivado em: 

Apesar de todas as celebridades citadas serem péssimos exemplos de incursões pelo mundo da música (Justus cantando Sinatra deve ser o fim do mundo!), há outros casos que bem-sucedidos, como Nicole Kidman e Juliette Lewis.
Comentário por Ricardo Rezende — 27.8.08 @ 18:34
Minha afinadérrima Tati, com os recursos tecnológicos existentes hoje, acho que vou contrair esse vírus da “cedêculose” e tentar gravar a minha bolachinha. Quem sabe se eu não arrebento nas paradas de sucesso? Só preciso escolher o estilo e o repertório musical. Eu acho que tenho cara de cantor de pop romântico ou brega chique. Que tal?
Forte abraço.
CAUROSA - caurosa.wordpress.com
Comentário por caurosa — 27.8.08 @ 19:07
Penso que nos “camelodrômos” da vida vc não encontra essas vozes de taquara rachada.
Comentário por Juventino — 28.8.08 @ 0:56