4.12.08

BARBANTE QUEIMADO

 Segundo um estudo realizado pela universidade Stony Brook, nos Estados Unidos, e publicado nesta semana pela revista “New Scientist”, os humanos são capazes de sentir o “cheiro do medo”.
Que bom que esse cio do terror foi comprovado cientificamente, porque foi o aroma que veio às minhas narinas quando soube que um empresário sul-africano morreu na terça-feira vítima de uma febre hemorrágica causada por um tal de arenavírus.
O cheiro do medo triplicou com a informação de que o defunto está num caixão de zinco lacrado dentro de uma sala selada num hospital no Rio enquanto aguarda para ser enviado de volta à África do Sul. Além disso, todas as pessoas com que ele teria mantido contato estão sendo monitoradas. Fedeu geral.
O arenavírus é assim chamado por causa de seus grânulos redondos, parecidos com areia. “Arena” quer dizer “areia” em latim.
Transmitido pela urina ou fezes de ratos contaminados, causa febre alta, calafrios, cansaço, vermelhidão no corpo, colapso circulatório e respiratório e pode provocar sangramento. Os sintomas aparecem de dois a 21 dias após o contágio.
No início de novembro alguns casos já haviam sido registrados na África. Quatro pessoas morreram na África do Sul, mas as autoridades de saúde falaram que o surto havia sido contido.
Apesar dos panos quentes, o cheiro do medo permanece. Difícil manter a calma ao termos conhecimento de doenças causadas por vírus misteriosos ou mutantes. Enquanto aguardamos o desdobramento da história, vamos resolvendo o problema com um "Bom Ar Flores do Campo".

tatinha13    14:32 — Arquivado em: Sem categoria
5 Comentários
  1. Naum tinha pensado por esse lado, até que o bom vai dar uma aliviada.

    Comentário por Lou — 4.12.08 @ 16:02

  2. Oiz…
    Há quase 22 anos (em jan/1987) assisti uma defesa de tese… A parte que nos interessa é aquela em que o autor afirmava categoricamente que a natureza - agredida e super mal explorada pelos humanos - iria dar o troco em grande estilo - não por vingança ou maldade, mas por ser muito mais poderosa do que nós; e suas constantes mudanças são inexoráveis. Segundo ele, a natureza também se adapta! Um exemplo é o aquecimento global, uma espécie de “febre” do planeta para matar os “micróbios” - nós (alguém me disse, assimilei). Acho que isso serve para ilustrar essas pestes e esses desastres naturais que vez em sempre assolam o mundo. Só pra constar, “terra materna” não tem nada a ver com isso, muito pelo contrário… Bjs,
    Adh

    Comentário por Adh2bs — 4.12.08 @ 17:22

  3. Claro que conseguimos sentir o “cheiro do medo”. A economia, por exemplo, não cheira nada bem…

    Comentário por Ricardo Rezende — 4.12.08 @ 22:39

  4. E ai eu pergunto……o SUS tem remédio pra infecção de ratos africanos.

    Comentário por Juventino — 4.12.08 @ 23:49

  5. Achuu q descobri pq não gosto do cheiro de aviões… rs!!!

    Comentário por Hellinho Ferreira — 5.12.08 @ 11:18

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