21.11.08

Ontem comemorou-se o Dia da Consciência Negra, mas poderíamos ter aproveitado a data para celebrar também o Dia do Inconsciente, uma homenagem ao senador Delcídio Amaral (PT/MS).
Depois de sair ileso do caso do Mensalão, Delcídio volta à cena todo serelepe. Acaba de apresentar um projeto que fará jus ao recém-criado Dia do Inconsciente e seu patrono: Delcídio “Antônio Fagundes” Amaral.
A fim de estimular a repatriação de cerca de 70 bilhões de dólares que saíram do país durante as recentes crises econômicas, Delcídio protocolou uma proposta que prevê a concessão de incentivos fiscais para regularizar essa grana ilegal.
O nome é bonito: projeto de medidas de estímulo à prática de cidadania fiscal. Além da repatriação, possibilita a abertura de conta corrente em dólar e o pagamento de apenas 8% de Imposto de Renda – no caso de pessoas jurídicas, 10%.
Para justificar uma idéia tão esfarrapada, Delcídio disse ter se inspirado nas experiências de países como Itália, Alemanha, Estados Unidos e Bélgica.
Nem é preciso dizer que o senador tem grana (e muita) em algum paraíso fiscal por aí. Assim como o projeto de Delcídio, os nomes são lindos: Bahamas, Ilhas Cayman, Ilhas Cook, Maldivas, Mônaco ou Vanuatu.
Se eu tivesse dinheiro não o mandaria sozinho para esses paraísos. Iria pessoalmente desfrutar de todas as delícias.
Delcídio, seus colegas agradecem.
20.11.08

Sempre que algum acontecimento marcante ocorre no Brasil há uma piada pronta no dia seguinte. Das tragédias às grandes conquistas, nada e ninguém escapa à nossa língua afiada.
Já nos Estados Unidos eles vão um pouco além. Ou as protagonistas pulam para as telas e viram personagens de videogames ou são transformadas em bonecos bizarros.
A eleição de Barack Obama só contribuiu para movimentar ainda mais esse mercado americano.
Acaba de ser lançado o “Super Obama World”, um joguinho em que o futuro presidente toma o lugar do famoso Mario Bros. Ambientado no Alaska de Sarah Palin, o Super Obama precisa enfrentar porquinhos e recolher bandeiras americanas que fazem as vezes das moedas do jogo original.
Mas a Disney-Obama não para por aí. A loja “Jailbreak Toys” convidou alguns artistas para confeccionarem o democrata na versão boneco. O resultado foram 45 visões bem-humoradas que vocês conferem AQUI
Para jogar o “Super Obama World”, clique AQUI
19.11.08

Vocês já tinham ouvido falar de “Mexican jumping beans”? Eu confesso que não.
Os “jumping beans” ou “feijões saltadores” são tradicionais entre as crianças mexicanas desde a década de 70, mas são vendidos também nos Estados Unidos e na Inglaterra. Não são exatamente feijões e nem tampouco pulam – mais se assemelham a pequenas amêndoas que se movem.
Digamos que são bichinhos de estimação – os avôs dos Tamagochi.
Bastam alguns segundos na palma da mão para eles começarem a se mexer. São mágicos.
A surpresa vem quando se descobre o motivo.
O que faz com os feijões se movam são pequenas larvas de mariposa que vivem dentro deles. Uma mariposa coloca seus ovos na flor de uma planta e os ovos são incorporados nas sementes. Ficam mais ativos sob a influência do calor e se mexem por dois ou três meses até entrarem “em coma”. Depois de seis meses a mariposa sai.
Os “jumping beans” são verdes, a princípio. A casca em tom marrom sinaliza que eles já estão morrendo.
Vendidos em simpáticas latinhas ou caixinhas de plástico – geralmente de julho a abril – são brinquedinhos tão caros quanto os Tamagochi.
Esta latinha aí em cima, com dez feijões “fresquinhos” , sai por U$ 6,45 – ou U$ 9,45, se contarmos as despesas de envio. Uma casa “deluxe”, que iclui a casa, 16 feijões, 2 latas “para viagem” fica U$ 15,95 – mais U$ 6 de envio.
O site faz questão de avisar que são mais indicados para crianças acima dos 4 anos e que os feijões não comem cortinas, roupas, carpetes ou qualquer outra coisa. Tudo o que precisam está dentro deles.
Acreditem se quiser, mas alguns kits vêm com tabuleiros parecidos com os de futebol de botão para que as crianças joguem futebol com eles.
A embalagem pode ser bonitinha, mas que é nojento é. O pior é que depois que a gente pega amor pelo bicho, ele vai embora.
Talvez seja essa a serventia dos “Mexican jumping beans”: apresentar às crianças o mundo real.
Vejam vídeos e saibam mais AQUI
Gostaram da foto do Einstein? Façam a de vocês AQUI
18.11.08

Ontem, durante um evento para o lançamento de mais uma Bolsa do governo – o Bolsa-Atleta – Lula disse que a televisão, em muitos casos, contribui para a degradação da estrutura familiar.
Coincidentemente também ontem foi divulgado o resultado de uma pesquisa sobre a relação entre TV e infelicidade.
Um estudo realizado por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais televisão. Os que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa.
Sobe: inflação. Desce: TV. É o que vai estar naquela seção da “Veja” sobre tendências na semana que vem.
As pesquisas científicas são de grande valia para descobrir a cura de doenças ou analisar comportamentos, mas desta vez os estudiosos da Universidade de Maryland forçaram a barra.
Crêem que o hábito de ver TV pode oferecer prazer no momento em que é desfrutado, mas causa mal a longo prazo. Eles também prevêem que a população deve assistir mais televisão durante o período de crise econômica.
Por fim, prestam um grande serviço à sociedade ao dizerem que depois da televisão o sono pode ser o segundo grande beneficiário da perda de emprego ou da redução nas horas de trabalho.
Belo incentivo. Os pais que têm problemas com filhos que por si só passariam o dia inteiro na cama ficarão contentes com a declaração dos cientistas.
Ficar na frente da TV não tem nenhuma relação com felicidade, mas sim com comodismo. É muito mais simples ficar com o controle remoto na mão do que se concentrar numa leitura ou na redação de um texto. Bateu preguiça? Dá para dormir com a TV ligada.
Além disso, não é preciso ser cientista em Maryland para saber que quando a crise chega ao bolso as pessoas passam mais tempo em casa. Prático e barato. Como ter vida social com um ingresso de cinema a R$ 16? Um livro baratinho a R$ 30?
Os pesquisadores trabalharam durante 30 anos na pesquisa sobre a relação entre televisão e infelicidade. Talvez tivessem aproveitado melhor o tempo vendo TV. Ou dormindo.
Desta vez até Lula se saiu melhor.

17.11.08

O que Guel Arraes e Woody Allen têm em comum? A idéia de trazer o amor romântico – idealizado, passional e consequentemente incompleto e impossível – às telas sem que a platéia se esvaia em lágrimas ou conheça o final de antemão.
Esses são os acertos de “Romance” e “Vicky Cristina Barcelona”, que estrearam nesta semana.
“Romance” leva a assinatura de Guel Arraes e Jorge Furtado, uma das duplas de roteiristas mais bem-sucedidas da atualidade. A dobradinha é garantia de qualidade. Assim como nos filmes de 007, o espectador já tem uma noção do que vai ter pela frente: a música de Caetano, a atuação sempre brilhante de Marco Nanini, a produção de Paula Lavigne, o roteiro que segue a fórmula narrador + animações e a certeza de que em algum momento a história vai parar no Nordeste.
A previsibilidade, entretanto, não tira o mérito do trabalho da dupla. A verdade é que o risco de resvalar em obviedades é muito maior quando já existe uma equação.
O romance de Guel é mais do que a versão século 21 para uma lenda do século 12. São três histórias paralelas de Tristão e Isolda – uma no teatro, outra no sertão nordestino e a da vida de Pedro e Ana, que vivem as personagens.
O vai-e-vem de tempo, espaço e linguagem poderia ter sido um fiasco, mas “Romance” é uma belezura. As cenas no sertão – da Paraíba – são lindíssimas. As cores estão tão vibrantes que até parecem feitas pelo computador.
Já em “Vicky Cristina Barcelona” Woody Allen está totalmente Almodóvar. A comédia se passa na Espanha, tem Penélope Cruz e Javier Bardem no elenco e um roteiro tão rocambolesco e imprevisível quanto os que o seu colega espanhol escreve. Só faltou mesmo a Carmen Maura.
A vontade de conhecer a terra de Gaudí aumenta a cada take.
Tanto no filme de Guel quanto no de Woody a concretização do amor não é possível. Impossibilidade essa mais conhecida como “amor romântico”. Já vimos uma série deles. Tristão e Isolda, Romeu e Julieta e agora Pedro (Wagner Moura) e Ana (Letícia Sabatella) de um lado e Cristina (Scarlett Johansson), Maria Elena (Penélope Cruz) e Juan Antonio (Javier Bardem) de outro.
Apesar do sofrimento de todos eles é o tom de humor que fala mais alto.
O negócio é rir para não chorar.
16.11.08

Os Obama ainda não decidiram que raça de cachorro vão comprar, mas bem que o alvo da estimação da família poderia se voltar para as plantas. Não sujam, não fazem barulho e nem causam alergia às meninas.
De olho numa pesquisa que concluiu que 75% das pessoas conversam com as plantas, a agência de publicidade da marca de catchup Heinz inovou. Acaba de lançar a experiência virtual “Talk to the plant” ou “Fale com a planta”.
Além de tentar descobrir se o pé de tomate se desenvolve melhor e mais rápido graças à interação com os humanos, o objetivo da campanha é mostrar “que ninguém faz catchup como a Heinz”.
A idéia é a seguinte: duas plantas sob as mesmas condições repousam num laboratório na Suécia. Uma delas vai receber durante seis semanas os estímulos de quem passa pelo site.
O internauta digita a sentença, escolhe a voz – homem, mulher, garoto ou garota – e voilà. Em alguns segundos a frase está no ouvido da planta. Nós do lado de cá, vendo a cena.
É uma bobagem, mas não pude resistir. Digitei umas vibrações e enviei. Na janelinha onde escrevi a frase apareceu: ”Enviando amor. Por favor, aguarde”.
Não diria que os meus fluidos eram positivos – pelo contrário. Em poucos segundos uma voz de pato repetiu as mal-traçadas linhas – em português, com sotaque terrível.
Enquanto eu escrevia o post a janela do experimento estava aberta. De repente ouço, em inglês: “Se eu fosse um pé de tomate gostaria de ser como você”.
A experiência começou na segunda-feira, dia 10. Por enquanto não há nenhuma diferença entre a que tem ouvido de penico e a planta-referência.
O que será que blogueira Midori-san escreveria à companheira?
Mandem suas mensagens AQUI
15.11.08

Às vésperas do fim do ano, já com a bateria arriada e com um feriado sem cara de feriado, é fácil entrar num estado catatônico. Só mesmo a queda de um avião ou algo muito bizarro para nos tirar dessa condição alfa.
Que tal um gole de Judá Cola para animar o dia?
Parece piada, mas ele existe. Está mais para concorrente do refrigerante maranhense Jesus, mas a meta é incomodar a Coca-Cola.
Fabricado pela empresa Alfa Gold, do empresário Moisés Magalhães, da Igreja Universal do Reino de Deus, o refrigerante é encontrado em três sabores: Cola, Guaraná e Laranja. Na latinha, em vez de um “Sempre Coca-Cola” ou um “Guaraná Jesus, o Sonho Cor-de-Rosa”, os dizeres “Feliz a Nação Cujo Deus é o Senhor”.
O site do Leão de Judá é quase um site de humor. A primeira informação importante é que o presidente é o “Senhor Jesus Cristo”.
Além de informações sobre venda – apenas pela Internet, “via websisestema Leão de Judá”, com compra inicial de mil pacotes distribuídos entre os três sabores – outras curiosidades.
O Espírito Santo já confirmou que eles têm sete mil distribuidores somente no Brasil – escolhidos pelo próprio Deus para trabalharem juntos.
Para atingirem o objetivo de vendas em três anos e sete meses, a estratégia lhes foi passada pelo Espírito Santo, através da Bíblia.
Esse rei dos refrigerantes tem três missões: “refrigerar o consumidor no Brasil e no mundo – corpo, alma e espírito –; praticar o amor ao próximo – através de nossa marca e ações –; e valorizar a família – em tudo que fizermos”.
O que seria “refrigerar o consumidor”?
Entre os Dez Mandamentos do Leão de Judá, destaque para o primeiro – “Amar a Deus em Primeiro Lugar” – e o sétimo – “Lucro: remunerar cada parceiro de forma que possa crescer solidamente”.
Além disso, a Alfa Gold usa “o mesmo sistema de treinamento que o Senhor Jesus utilizou para formar os 12 apóstolos”.
Ora, mas para quê treinamento, linha de produção e distribuição? Se Jesus é o dono da lojinha, por que não dar um jeito de fazer a multiplicação das Judás?
E a informação que vai fazer a Coca-Cola tremer nas bases: “Assim como o Senhor Jesus dividiu a história em antes e depois Dele, determinamos em nome do Senhor Jesus dividirmos a história do refrigerante em antes e depois do Leão de Judá”.
Não duvidem, caros amigos. Afinal, sangue de Jesus tem poder!
Refresquem-se e divirtam-se AQUI
14.11.08

Nem é preciso ter tido infância para conhecer a história de Chapeuzinho Vermelho ou da Branca de Neve e dos Sete Anões. Na idade adulta as referências a esses contos infantis tornam-se comuns. As personagens servem de inspiração para uma festa à fantasia, paródias e até metáforas sobre a situação política brasileira.
Mas a história dos Sete Anões ultrapassou a ficção ou a mera citação. Ganhou uma versão contemporânea. E nordestina. Verdade. Não é conto da Carochinha.
Trata-se do Circo Pindorama, uma trupe de irmãos anões que roda o Nordeste brasileiro há mais de 40 anos.
Apesar da longa carreira, só recentemente foram descobertos e viraram tema de um documentário feito por Roberto Berliner, Léo Crivellare e Lula Queiroga.
“Circo Pindorama – A Verdadeira História dos Sete Anões” deve chegar às telas no fim de novembro para mostrar, entre outras coisas, que anão também sabe armar a barraca.
Isso porque o pai do anões – também conhecido como Pindoba – teve 12 filhos. Sete anões e cinco normais. Pindoba foi palhaço em diversos circos e é provável que tenha sido um dos homens mais baixos do mundo. Ele media 75 centímetros.
Após a morte de Pindoba, os filhos realizaram seu desejo e deram continuidade à tradição circense.
Atualmente acampados em Gravatá – cidade próxima a Recife –, os irmãos dividem todas as tarefas. Alguns se apresentam no picadeiro como palhaços ou atiradores de faca. Os cinco “grandes”, além de subirem a lona cada vez em que se instalam numa nova localidade, evoluem no trapézio ou nos malabares.
Três anões têm funções mais específicas porque, por conta da idade e do ganho de peso, estão com dificuldades de locomoção. Um é o bilheteiro, a outra dá aulas às crianças e, segundo eles me confidenciaram, o terceiro só grita.
A vida cigana fez com que a mãe contemplasse cada Estado nordestino com um filho. Há anões maranhenses, cearenses, pernambucanos e os da fronteira.
O Pindorama não costuma ficar em cartaz mais do que um mês numa cidade. Mal abrem seus baús já está na hora de desenrolarem a rede em outra freguesia. Além dos conhecidos trailers, os anões e suas famílias moram dentro dos caminhões-baú da companhia – as legítimas caixinhas de surpresas.
Apesar de anões, são casados com mulheres “grandes”. Os netos de Pindoba seguem o mesmo padrão: alguns são anões, outros não, mas todos ensaiam os primeiros passos para manter viva a tradição circense.
A pergunta que fica é para a matriarca da família Pindorama: tamanho é documento?
Saibam mais sobre o documentário AQUI

13.11.08

Artistas são seres de outro mundo. Todos eles: poetas, compositores, pintores, escritores, artesãos e até cozinheiros. Os bons, obviamente.
Por mais restrito que seja o nosso conhecimento das Artes não é difícil reconhecer quando estamos diante de uma obra-prima. Uma música ou um poema podem nos levar às lágrimas, um bom livro nos provocar gargalhadas ou uma foto transmitir o cheiro da cena retratada.
Até a mais bronca das criaturas se pega com um olhar distante diante daquele “troço”. Ela talvez não seja capaz de explicar o que “aquilo” lhe causou, mas sabe que algo o tirou de seu estado “selvagem”.
A falta de repertório, o não-entendimento ou a má interpretação não são barreiras para a emoção. Assim como essa não está necessariamente atada às lágrimas.
Os artistas plásticos contemporâneos me fazem com que eu me sinta meio bronca. Não sei o que pensar de suas performances, intervenções e instalações.
Neste final de semana aconteceu em Dublin, na Irlanda, o “Out of Site”, um festival com diversas manifestações artísticas espalhadas pela cidade. A foto da intervenção de Amanda Coogan me chamou a atenção.
A artista – coberta de batatas até o pescoço – passou seis horas imóvel olhando o mar. A instalação foi batizada de "Como explicar o mar a alguém que não come batatas".
Nesta semana outro artista me deixou com um grilo na cuca: Maurício Ianês, que integra a 28ª edição da Bienal – a Bienal do Vazio. Ele chegou pelado, sem lenço, sem documento.
Na performance “A bondade de estranhos” sua sobrevivência dependia da boa vontade do público. Em duas semanas recebeu biscoitos, frutas, cigarros, água, dinheiro, cuecas e até preservativos.
Mais do que o conceito ou o objetivo da obra, louvo a cara-de-pau dos artistas.
Sem falar dos peladões arrebanhados pelo fotógrafo Spencer Tunick. A princípio a movimentação para a composição do quadro até provoca um certo impacto, mas o resultado se revela bem interessante.
Impossível sair ileso a uma foto de Tunick ou ainda não se demorar alguns minutos olhando uma figura coberta de batatas mirando o mar.
Não são de outro mundo?
Vejam algumas fotos de Spencer Tunick AQUI
12.11.08

A histeria coletiva pela eleição de Obama já passou. Agora um outro assunto tem tirado o sono dos americanos: a escolha da raça do cão que vai habitar a Casa Branca.
Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Obama prometeu às filhas um cãozinho de estimação, mas uma delas é alérgica a pêlos de cachorro. Portanto, o impasse está lançado.
De saída, pelo menos quatro raças não são adequadas para a família: o dachshund – o “salsicha”, o mais bravo do mundo –, o chihuahua, o jack russell terrier e Barney – o terrier escocês de Bush que mordeu o dedo de um repórter da Reuters.
A “Associação Cão Pelado Peruano” até já ofereceu um exemplar de uma raça milenar indicada para crianças sensíveis. Eles são carecas, dóceis e não causam alergia, mas não sei se as Obaminhas vão aprovar a escolha. Ô bicho feio. As orelhas são tão compridas que o animal fica com cara de jumento. Talvez fosse melhor mesmo um vira-latas.
Vira-latas ou cão peruano? Quem leva a melhor?
A única questão que emerge dessa discussão é que se esse cachorro for um legítimo peruano, mais dia, menos dia, vai querer mascar suas folhinhas de coca. Aí é que Obama começa a arranjar sarna para se coçar.